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A visão de Joe Biden. Ideias “arrojadas” para reconstruir os EUA

É assim que o candidato presidencial democrata Joe Biden apresenta à América e ao resto do mundo as suas “ideias arrojadas” para pôr fim às divisões dos Estados Unidos.

Numa altura em que o país enfrenta desafios tão avassaladores como a pandemia do coronavírus e a desigualdade racial, Joe Biden propõe-se a criar novas oportunidades de trabalho, dar prioridade à saúde, reconhecer as alterações climáticas e criar alianças internacionais.

“A visão de Joe” pode ser consultada na íntegra aqui, mas fazemos um pequeno resumo das oito principais questões e da sua posição sobre elas.

Será talvez o desafio mais imediato que os Estados Unidos enfrentam de momento e um que Biden promete enfrentar no minuto seguinte a ser eleito. Para isso, quer ao seu lado o atual coordenador da luta anticoronavírus.

Depois disso, o objetivo será implementar uma campanha de testagem em massa, gratuita para todos os cidadãos, e contratar pelo menos 100 mil funcionários para estabelecer um programa nacional de rastreamento de contactos que permita travar a propagação do vírus.

Promessa ainda para a abertura de 10 centros de teste em cada estado e lutar pelo uso obrigatório de máscara, negociando com os governadores de cada um dos estados para que implementem a medida.

Para apoiar as famílias, Joe Biden pretende aumentar o salário mínimo nacional, atualmente fixado nos 7,25 dólares por hora (cerca de 6,13 euros) para 15 dólares (12,6 euros) e “gastar o que for preciso” para estender os empréstimos a pequenos negócios. Entre as propostas está ainda um apoio adicional de 200 dólares por mês (cerca de 170 euros), reverter a reforma nos impostos da era Trump e perdoar as dívidas de estudantes no valor de 10 mil dólares (cerca de 8,5 mil euros).

Mas os investimentos não ficam por aqui. Promete ainda um pacote de cerca de dois biliões de euros para as energias renováveis e outro de cerca de 250 biliões de euros para investir em materiais, serviços, pesquisa e tecnologia norte-americana.

 Aumentar o salário mínimo para 15$ à hora;

  • Baixa médica por doença ou apoio à família pagas;
    “ESTAMOS A ASSISTIR A UM DOS TRÁGICOS CUSTOS HUMANOS DO RACISMO SISTÉMICO NO ASSASSINATO DE GEORGE FLOYD E DE TANTOS OUTROS HOMENS, MULHERES E CRIANÇAS NEGROS”.

    No despertar dos protestos raciais que se têm estendido pelo país, Joe Biden considera que os Estados Unidos necessitam de uma urgente reforma do sistema judicial e de programas sociais e económicos de apoio às minorias.

    Debate-se pelo fim das desigualdades raciais e de género, nomeadamente no que diz respeito às diferenças salariais e nas condenações. Para isso pretende criar um plano que incentive os estados – por exemplo – a descriminalizarem a canábis, revertendo anteriores condenações, e ainda abolir a pena de morte.

    Sobre os pedidos para que seja cortado o financiamento da polícia, Joe Biden rejeita-os, mas argumenta que certos fundos devem ser redirecionado para os serviços sociais nomeadamente na área da saúde mental.

    • Abolir a pena de morte;
    • Acabar com a desigualdade nas condenações relacionadas com estupefacientes;
    • Acabar com as prisões privadas.
    • Considera-as uma ameaça e é por isso que um dos seus primeiros objetivos é regressar ao Acordo de Paris, um compromisso considerado “histórico” com o principal objetivo de conter o aquecimento global do planeta e que Trump decidiu rasgar.

      Os candidatos em debate nos Estados Unidos a América (Foto: D.R.)

      Para além do investimento em energias renováveis nos próximos 10 anos, pretende que os Estados Unidos atinjam emissões zero de CO2 até 2050 – um compromisso já assumido por mais de 60 países.

      • Reduzir as emissões;
      • Apoiar o desenvolvimento de novas tecnologias nucleares como parte de um esforço para combater as alterações climáticas;
      • Pagar aos agricultores para adotarem práticas favoráveis ​​ao ambiente.

        “RESTAURAR A REPUTAÇÃO DA AMÉRICA… E TALVEZ ENFRENTAR A CHINA”

        O objetivo é focar-se primeiro em matérias nacionais mas, depois disso, e caso seja eleito Presidente, Joe Biden promete dedicar-se às relações externas e reparar os “estragos” feitos junto dos aliados dos Estados Unidos, em particular com a NATO.

        Relativamente à China, argumenta que o país deve ser responsabilizado pelas más práticas comerciais e ambientais.

      • SAÚDE

      • “A 23 DE MARÇO DE 2010, O PRESIDENTE OBAMA ASSINOU O AFFORDABLE CARE ACT [TAMBÉM CONHECIDO COMO OBAMACARE], COM O VICE-PRESIDENTE BIDEN AO SEU LADO, E FEZ-SE HISTÓRIA. FOI UMA VITÓRIA QUE ESTAVA EM CONSTRUÇÃO À 100 ANOS. (…) MAS, TODOS OS DIAS DURANTE OS ÚLTIMOS 10 ANOS, O OBAMACARE ESTÁ SOB ATAQUE”.

        Enquanto Presidente, Joe Biden compromete-se a proteger o Affordable Care Act destes “ataques contínuos”. O programa legislativo de reforma na Saúde implementado pela administração Obama pretende garantir que todos os norte-americanos têm acesso a um seguro de saúde. Mas mais do que o proteger, Biden propõe alargá-lo a 97% da população.

        • Permitir o aborto, mas com limitações;
        • Expandir o Medicare;
        • Colocar um teto máximo no preço dos medicamentos.
        • IMIGRAÇÃO

        • REVERTER AS POLÍTICAS DE DONALD TRUMP

          Nos primeiros 100 dias na Sala Oval, Biden garante que irá reverter as políticas de Trump que separam famílias nos centros de detenção de imigrantes, acabar com o teto no número de pedidos de asilo e ainda cessar as proibições de viagem que fecharam os EUA aos muçulmanos.

          Outra promessa vai para os “Dreamers” (sonhadores, em português), depois de Trump ter colocado um ponto final às proteções legais de cerca de 650 mil jovens imigrantes. Biden compromete-se a manter a política da era de Obama de proteger estas crianças e garantir ainda que são elegíveis para se candidatarem a apoios de educação.

        • EDUCAÇÃO

        •  

          Para os estudantes, Joe Biden pretende adotar uma série de políticas que se tornaram populares dentro do Partido Democrata, entre as quais o perdão de dívidas de empréstimos estudantis, faculdades gratuitas e o acesso universal aos infantários. Medidas que seriam pagas, explica, com o dinheiro recuperado através da reversão da reforma dos impostos da era Trump.

          • Dois anos de ensino superior gratuito;
          • Expandir programas de alívio às dívidas;
          • Aumentar o salário dos professores.

 

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