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Beto Kaputo: “Fugimos com a farda e as armas portuguesas a partir de Cabinda”

“Boa tarde, eu sou o Beto Kaputo”. Foi assim que a equipa do Jornal OPAÍS foi recebida na residência deste general de três estrelas, no bairro benfica, em Luanda. Já sem a garra de outros tempos, ainda assim se mostrou disponível para uma curta conversa. Das coisas que já não se recordava, remeteu-nos ao livro “A Garra”, escrito pelos seus próprios punhos.

É uma figura emblemática dos bairros de Luanda. Diz que foi nas extintas Forças Armadas Populares de Libertação de Angola que ganhou o apelido Beto Kaputo pelas mãos do general João Luís Neto “Xyetu”. “Só posso dizer que o nome surgiu porque havia muitos Betos. Havia o Mbeto Traça, Beto VanDúnem e Beto não sei quem.

Então, ele disse-me: você, a partir de hoje, fica Beto Kaputo”. Questionado se não rejeitou o apelido Kaputo, o nosso interlocutou atira: “então ele era o nosso chefe, achas que não deveria aceitar. Todos nas forças armadas sabiam que eu era apenas o Beto Kaputo. O meu nome completo quase que ninguém conhece”.

General de três estrelas, Beto Kaputo nasceu Arnaldo Alberto Barbosa. “Esse é o meu nome”, ressaltou. Nasceu no Sambizanga em 1945, na madrugada de uma Quinta-feira, numa pequena loja onde o seu pai, um branco português que fazia a vida com uma negra (por sinal, a sua mãe como o próprio se refere).

“Em 1957 fui para a escola dos padres no São Paulo e fiz a instrução primária. Em 1963, fiz o Liceu no D. Crisóstomo. Em 1965, dois anos depois tive que me apresentar, fui dado como compelido e isto custou-me bem caro. Logo, fui excluído do curso de sargentos, fui para a escola de cabos aí pedem-me o certificado de habilitações literárias e eu não apresento até determinada altura”, contou o general.

Já parco em palavras, a esposa garante que é fruto do estado de saúde que vai vivendo ao longo dos últimos anos, Beto Kaputo remete-nos para o livro “A Garra”, que o próprio escreveu em 2012, para a sequência da sua apresentação bibliográfica. “O exército português, neste aspecto, dá pouca importância às pessoas que entregavam a sua documentação ou não, o que valia ou fazia fé era entregar ou não, se fica soldado e não se discute mais”, contou.

É assim que Kaputo, ainda novo, faz a recruta no grupo de artilharia de campanha n-1 (GACUM) e passa a soldado condutor. Um dos seus primeiros instrutores foi Salviano de Jesus Sequeira “Kianda”, que na altura era primeiro cabo instrutor. Posteriormente, o nosso interlocutor é enviado para Cabinda no mesmo ano de 1967.

“Eles, o exército português, meteram-me lá como motorista. Mas como soldado. Então, arranjamos um grupo aqui em Luanda, que estavam todos na tropa portuguesa, com cinco camaradas e bazamos. Levamos as fardas deles, as armas e fomos embora para o Congo ao encontro do MPLA”, explicou o oficial general.

Socorrendo-se outra vez do livro, consta que foi a partir de Cabinda que Beto Kaputo teve conhecimento da existência de uma célula do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Apesar desta informação, segundo contou, não conhecia quem eram os integrantes de tal grupo selecto, até porque “eu era de uma raça diferente e talvez os camaradas pudessem não ter confiança em mim, isto é normal”. Só alguns tempos depois, através de Isaías Capindiça obtém mais dados sobre a célula do MPLA. “Eu importei-me e lentamente me fui introduzindo até ficar e me tornar membro da célula e até me quiseram dar a direcção da própria célula”, revela, acrescentando: “assumi as raízes de militante do MPLA em 1967 e daí a recrutar outros para a nossa célula e tornarmos a célula que era pequena numa célula gigante, com pessoas responsáveis, como o Maló, Jaime Aires, Chico Barros e Isaías Capindiça”.

Nostálgico, lembra que durante a fuga para o Congo, a pé, um dos seus companheiros acabou preso pela PIDE. Porém, é a partir das terras do Congo, em contactos com a direcção do MPLA, que Beto Kaputo diz ter mantido contacto com os responsáveis, entre os quais António Agostinho Neto, que o sugere anos depois, já nas vésperas da independência, que regressasse para ajudar na abertura dos primeiros comités do partido, entre os quais o célebre instalado na rua da Dona Amália, no município do Rangel, em Luanda.

“Agostinho Neto é que me pede para vir aqui. Acho que viu que este gajo como é esperto, então deve ir para Luanda. Como é filho de branco até devemos aproveitar esta vantagem”, relembra, sorridente, quase 50 anos depois. Diz que quando Agostinho Neto vem a Luanda, depois de vários anos ausente do país, tiveram de mobilizar os cidadãos que se deslocaram ao Aeroporto.

“Os portugueses já nem conseguiram segurar. Mobilizamos o pessoal e a alguns tivemos que dizer mesmo que os brancos nos querem lixar a vida, então havia necessidade de nos defendermos. Fizemos o comité de acção na Dona Amália e no meu bairro também um pequeno para apoiar o pessoal.

Desde aquela fase o bairro começou a ser chamado de Bairro do Kaputo, o meu nome”, explicou, salientando que “até hoje ficou mesmo bairro do Kaputo. Na devida altura, quando Neto vem, pegamos o povo e fomos todos para lá”.

Recuando ao momento que antecede a vinda de Agostinho Neto, o general conta, com recurso ao livro que escreveu, que quando se dá o 25 de Abril, “os órgãos de informação em Angola eram controlados pelas autoridades coloniais e algumas de propriedade privada, a Rádio Clube, a Emissora Católica de Angola, onde trabalhava o Norberto de Castro, deputado da UNITA e que lamento o seu estado de estar naquela organização, então silenciaram tudo o que se passava em Lisboa, enquanto lhes foi possível”.

Para ele, ‘Angola e os angolanos não viram nada de especial que tivesse acontecido no 25 de Abril. Apenas em Luanda e outros grandes centros urbanos se falava vagamente do que teria acontecido em Portugal”. E revela: “as próprias emissões do Angola Combatente, programa Jukula ó messo N´gola, a partir do Congo, produzido pelo MPLA, a Voz da Revolução Congolesa, não se referiram imediatamente ao Movimento dos Capitães”.

Por outro lado, conta Beto Kaputo que, enquanto os angolanos tinham pouca informação sobre o que acontecia em Portugal, as autoridades coloniais conheciam, perfeitamente, a situação. O que fez com que o governador geral de Luanda, naquela fase, Santos e Castro, se rodeiasse dos representantes das “actividades económicas” e colocar a situação na tarde de 25 de Abril. “Ele não acatou as determinações do movimento dos Capitães e quis fazer de Angola a bóia de salvação”, garantiu.

Ainda sobre o 25 de Abril, na visão do interlocutor, o acontecimento chegou tarde para os presos políticos. “Se os presos que se encontravam na cadeia da PIDE em São Paulo foram libertados na semana que se seguiu ao triunfo do Movimento dos Capitães”, relata Beto Kaputo, “aqueles que se encontravam nos campos de concentração tiveram de esperar mais de 15 dias.

Em São Nicolau, estavam centenas de presos políticos”. “A sua libertação tardia foi um escândalo e ainda mais avolumou as desconfianças que as forças progressistas alimentavam face a um movimento encabeçado por Spínola, agora eleito Presidente da República portuguesa”.

Com os acontecimentos do 25 de Abril, relata Kaputo, os cabeças do regime fascista caíram, a PIDE-DGS foi desmantelada juntamente com outras organizações do facismo. Ainda assim, durante algum tempo, a PIDE continuou a actuar dependente directamente do comando militar da colónia com o nome de Polícia de Informação Militar (PIM). Mas a Organização Para-Militar comutada com a Legião Portuguesa manteve-se intocável.

Os jornais, a fazer fé no depoimento já escrito deste oficial superior, davam diariamente conta do nascimento de mais uma organização. “Para os colonos, este fenómeno mostrava bem que se vivia um ambiente «democrático» em Angola”, explica, salientando, ainda no livro, que “esqueciam-se que essas organizações não tinham menor legitimidade, porque nós o povo de Angola havíamos lutado durante 14 anos de armas na mão contra o colonialismo. E nessa altura duas organizações eram reconhecidas não só pela OUA como também pela comunidade internacional, inclusive a ONU. Era o MPLA e a UPA”.

E Beto Kaputo avança sobre a UPA: “esta última, uma organização racista e tribalista, sem qualquer legitimidade, porque há muito abandonara a luta armada, remetendo-se ao papel de combater contra o MPLA segundo directrizes expressas dos EUA”.

“Os militares da UPA queriam uma aliança com o MPLA”

Adversário directo do MPLA, na altura, a UPA de Holden Roberto também merece atenção particular de Beto Kaputo. Sobre a UPA, por exemplo, o interlocutor recorda-se daquilo que chama de a Revolta de Kinkuzu.

Conta Kaputo que “a revolta de Kinkuzu foi dirigida contra Holden Roberto pelos oficiais do Estado Maior do ELNA”. “Estes oficiais viam dia-a-dia o avanço e consolidação das forças coloniais no Norte de Angola. Entenderam que o único processo a suster este avanço e alcançar os objectivos da luta armada – a independência nacional- era fazer uma aliança com o MPLA”.

Assoberbado com os seus negócios, segundo este oficial general das Forças Armadas Angolanas, Holden Roberto não respondeu às propostas apresentadas pelo próprio Estado Maior do ELNA, o braço armado da UPA.

“Estes oficiais, quase todos eles formados na União Indiana e Marrocos, resolveram tomar uma posição de força e enviaram um ultimato a Holden Roberto. Este, temendo perder o poder a favor dos militares, pede auxílio a Mobutu”, relata, explicando que “o Presidente zairense põe à disposição de Holden Roberto uma unidade equipada com blindados que marcham sobre Kinkuzu, o maior campo militar da UPA em território zairense e prendem todos oficiais do ELNA, fuzilandoos de seguida”.

“Destes apenas escapou Margoso, um homem lendário na Luta de Libertação Nacional, e que era nessa altura chefe do Estado Maior do ELNA”, revela Kaputo, no seu livro, revelando que logo a seguir Margoso aderiu ao MPLA, levando consigo um número considerável de combatentes da UPA que combatiam na região Norte. “É também nesta altura que a UNITA do Kota Jonas intensifica as suas acções contra o MPLA no Leste. O Kota Jonas Savimbi fazia parte da direcção da UPA (era ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do GRAE e em 1963, ambicionando mais poder, cai em desgraça”, narra o autor, contando que “no seio da UPA só podiam subir os quadros oriundos de Mbanza Kongo, terra natal de Holden Roberto”.

Sobre Jonas Savimbi, prossegue o general na sua narrativa, dizendo que, descontente abandona Kinshasa e a UPA. A partir do Cairo, no Egipto, diz numa conferência de imprensa que deixou o seu lugar, porque a UPA era uma organização racista e tribalista. “Esta declaração, na altura, causou grande impacto internacional. Kota Jonas, de seguida, procura os dirigentes do MPLA e tenta entrar na organização, exigindo um lugar na direcção do movimento.

Foi-lhe explicado que no MPLA todos os militantes começavam na base e só passavam a desempenhar tarefas de maior responsabilidade à medida que mostravam na prática a sua capacidade revolucionária. Man Jonas finge aceitar, mas em breve desaparece”, conta. Kaputo diz que Savimbi nunca mais voltou e acabou por fundar a UNITA.

Comentando sobre essa organização, sobretudo na sua fase de nascimento, “a sua política assentava na demagogia e também no tribalismo. É… o aluno que aprendeu com o professor Holden. Depois lançou-se para o interior, após Savimbi ter acordado em combater o MPLA ao lado das forças coloniais portuguesas, eu vi, na altura estava também no Exército Português em Cabinda”.

“Dada a sua colaboração descarada com a PIDE e as forças colonialistas, a UNITA nunca adquiriu o estatuto de «Movimento de Libertação Nacional» no seio da OUA, apesar daquela organização estar na altura dominada por Mobutu e outros chefes africanos corruptos.

Só após o 25 de Abril alguns dias antes dos Acordos de Alvor, é que a OUA reconheceu a UNITA. E isto porque, por um lado, as pressões internacionais eram muitas, e aquela organização, por outro lado, não se poder sentar à mesa das negociações com Portugal sem ter este estatuto”, lembra Kaputo.

No livro, o autor recorda ainda das divergências que existiram entre o MPLA e Daniel Chipenda, que fizeram com que este último, a partir de Kinshasa, lançasse ataques ao partido a que pertencera. A partir da zona do Ninda, alguns antigos militares do MPLA apoiam Chipenda.

“Esta intervenção originaria o pretexto para o desencadear de acções armadas que certamente levariam ao adiar de negociações para a independência. As forças portuguesa, embora controlando de muito perto os movimentos das tropas de Chipenda (emprestadas por Mobutu) não intervieram.

Mas a provocação de Chipenda visava igualmente envolver o MPLA num conflito armado… A composição das forças de Chipenda mostrava claramente que estava em face de uma invasão estrangeira”, recorda. Várias décadas depois, conta no seu livro A Garra, que uma aproximação entre Jonas Savimbi e Daniel Chipenda era vista por ele como “contranatura”.

A seu ver, Chipenda levava vantagem sobre Savimbi, naquela altura, porque era mais conhecido no Leste. “Perante o perigo real que Chipenda constituíra para a sua organização, Savimbi declara publicamente que o meu irmão de sangue Chipenda não procede correctamente e que não é presidente de coisa nenhuma”, lê-se ainda no livro de Kaputo.

BETO CAPUTO: “Perante o perigo real que Chipenda constituíra para a sua organização, Savimbi declara publicamente que o meu irmão de sangue Chipenda não procede correctamente e que não é presidente de coisa nenhuma”, lê-se ainda no livro de Kaputo.” (Foto: Carlos Moco)

Em princípio de Novembro de 1975, a UPA e a UNITA assinam um acordo de cooperação e amizade, segundo o nosso interlocutor nas páginas da obra que escreveu há quase 10 anos. E conta: “Para ele (Savimbi) era preferível negociar com o MPLA. Ele sabia que os dirigentes do movimento eram homens formados na luta armada, revolucionários consequentes.

Se conseguisse um acordo com a organização teria à disposição o apoio popular que lhe faltava, até porque os dirigentes do MPLA jamais deixariam de cumprir um acordo. Não foi possível atingir este objectivo.

Savimbi imediatamente muda de táctica e dá o «sim» a Kinshasa, ante a perplexidade dos homens da UPA. Quando o homem da UNITA chega a Kinshasa é recebido por altos funcionários zairenses e pelo próprio Holden, que logo esquece as antigas divergências e lhe dá o tratamento de irmão”.

Kaputo pensa que o acordo assinado entre os dois movimentos “expressa a vontade de combater juntos os inimigos comuns do povo angolano”.

Quando as forças de Spínola são derrotadas e o Movimento das Forças Armadas é reforçado, em Luanda a FNLA lança um ataque contra a Base do Marçal das FAPLA. “Os combatentes das FAPLA que ainda não tinham sido proclamadas porque só em 1 de Agosto de 1974 é que de facto o nome começou a florescer, respondem ao fogo inimigo”, recorda o general Beto Kaputo, recordando que, “o povo, que vivia desde Janeiro os insultos da UPA/ FNLA, de Chipenda, sente que pode agora mostrar à UPA/Zairenses que quem manda é o povo e o povo era o MPLA”.

Segundo recorda, acredita que entre Janeiro e Março mais de 5 mil homens foram introduzidos no país completamente armados e municiados.

Sem armas à mão, foram os próprios quadros de forma pessoal que procuraram resolver a situação. “Eu próprio, comandante da Base do Kaputo, consegui 155 armas na companhia da Polícia Militar na estrada de Catete.

Outras armas, segundo tomei conhecimento foram conseguidas pelo general José Maria no RI-20, Madaleno e Kinjinje também conseguiram algumas armas, Sabata, David Zé também conseguiram umas tantas, Feiticeiro Negro desarmou uma coluna militar das forças mistas com seis viaturas e 55 armas”, avança.

Por outro lado, o general lembra no seu livro que “a UPA, às claras, conseguiu colocar de Janeiro a Março mais de 5 mil homens armados e municiados. Os verdadeiros angolanos e o MPLA sabiam bem que tinham de se bater contra uma força zairense poderosa, para além de não se saber como as forças portuguesas iriam reagir embora na base estivessem contra os crimes da UPA.

“Aos poucos, os soldados zairenses viam que os habitantes dos musseques de Luanda não estavam dispostos a deixarem-se apanhar na ratoeira e que reagiam cada vez com mais violência, à medida que íam adquirindo o possível armamento, quer capturado ao inimigo, quer fornecido por outros meios conseguidos”, escreveu Beto Kaputo, revelando que “175 armas foram fornecidas pela PM da estrada de Catete à Base do Kaputo, do RI-20, foram roubadas 75 e entregues também à Base do Kaputo.

Sei que camaradas meus conseguiram também do RI-20 mais armamento, da UNITA na Terra Nova desarmadas 75 armas, da Base da UPA no Soeiro foram desarmadas 145 armas e granadas em quantidade”.

 

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