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Vencedoras do concurso de Spoken Word sonham com obras literárias

Adolfina da Cruz, Irene A”mosi e Sandra Bande, 1.ª, 2.ª e 3.ª classificadas da 4.ª edição do Campeonato Feminino de Spoken Word Muhatu, revelam ao NJ o caminho por que pretendem percorrer no mercado literário nacional.

As poetisas Adolfina da Cruz, conhecida nas lides literárias por Lua, Irene A”mosi e Sandra Bande, vencedoras da 4.ª edição do Muhatu, Campeonato Feminino de Spoken Word, são três jovens apaixonadas pela arte de declamar e pelas letras. Após consagrarem-se vencedoras do referido concurso, que este ano decorreu sob o lema A mulher Faz o País, as jovens artistas falaram dos próximos passos que pretendem dar no mundo artístico.

Gravação e divulgação de discos de poemas e lançamento de obras literárias nos géneros prosa e poesia são os desafios que Adolfina, Irene e Sandra se propuseram alcançar nos próximos tempos. Mas, para tal, reconhecem que “há ainda um longo caminho a percorrer, que passa, necessariamente, por uma contínua formação, pela troca de experiências com escritores e poetas já consagrados e por um exercício contínuo de busca do conhecimento através da leitura”.

Adolfina da Cruz ou “Lua”, a primeira classificada, tem 20 anos, é apaixonada por contos e gosta de escrever sobre o empoderamento africano e temas ligados à mulher e à intervenção social. O seu sonho é lançar um CD de poemas nos próximos tempos, por isso adianta agradecer a quem puder ajudá-la nesta empreitada.

Já Irene A”mosi, 20 anos, segunda classificada, revela-se como exímia narradora de usos e hábitos da sua geração e usa palavras simples e ir(e)(ó)nicas num jogo de expressões culturais próprias e comuns, suscitando aos ouvintes um harmonioso encanto. “Ireniza” palavras desde muito cedo, mas foi com os seus 17 anos que se viu desborboletando para os palcos, abrindo-se para uma nova viagem. É uma jovem mergulhada em sonhos e desejos legítimos, e lançar um livro áudio é um dos seus desafios.

Por último, Sandra Bande, terceira classificada, também de 20 anos, é natural de Luanda, mas carrega nas suas veias o sangue da terra das quedas de Kalandula, por ser a terra dos seus pais. É estudante de Medicina Geral, técnica de Enfermagem, poetisa e declamadora. Também gosta de Jornalismo e já experimenta a profissão fazendo reportagens para o canal TV Empreender.

Sandra pensa em lançar o seu primeiro livro de poemas assim que a vida e a sorte lhe permitirem.

As três artistas deverão participar no principal concurso de poetry slam do País, o Luanda Slam.

A “Muhatu”, palavra em kimbundu que significa “mulher”, é a primeira competição de spoken word feminino criada no País, numa iniciativa da poetisa Elizângela Rita.

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FonteNJ | HC
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