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Hospital do Bengo atende mais de 30 casos de fome por semana

Os casos de desnutrição dispararam na província do Bengo, em Angola, e há já registo de mortes. A população queixa-se da falta de comida e os hospitais da escassez de medicamentos.

A fome está a aumentar em Angola. Só no Hospital Geral do Bengo, são atendidos mais de 30 casos de desnutrição crónica todas as semanas.

“Fazemos às vezes dois ou três dias sem alimentação quando o patrão não disponibiliza dinheiro”, diz uma das utentes à DW África.

“Graças a Deus não são todos os dias que passamos a fome, mas, às vezes, passamos por necessidades”, acrescenta outro cidadão.

A especialista em nutrição Isabel Quimonamessu, que trabalha no Bloco Pediátrico do Hospital Geral do Bengo, confirma que o quadro é preocupante, mas “compreensível” dada a escalada da pandemia de Covid-19.

“As pessoas estão em casa, não há trabalho e a área que mais se ressente é a alimentação. Estas famílias têm inúmeras crianças, não há alimentação para os pais, quanto mais para as crianças”, comenta a especialista.

Falta de medicamentos
A preocupação desta profissional de saúde está a aumentar, porque as reservas de medicamentos também estão praticamente esgotadas. “Nós temos o stock praticamente zerado”, alerta.

Questionada sobre a existência de casos de fome que resultam em morte, a nutricionista, sem avançar números, confirma a existência de vítimas. “São crianças que já vêm num estado [de desnutrição crónica] muito avançado, com uma anemia muito aguda. Se bem que nós trabalhamos bem, graças a Deus. São raros, mas acontecem sim”, afirma.

A DW África procurou ouvir a reacção da directora do Gabinete Provincial da Saúde, Vitória Cambuanda, mas sem sucesso.

Hospital do Bengo admite estar com falta de medicamentos.
(DR)

Mortes por desnutrição em Angola
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está a apoiar o Governo angolano a implementar protocolos simplificados para o tratamento de casos de desnutrição, que evitem a propagação da Covid-19 em ambiente hospitalar.

A informação foi avançada na quarta-feira (15.10) pela especialista em nutrição e responsável pela coordenação de programas de desnutrição do UNICEF em Angola, Fanceni Balde, quando comentava os elevados índices de fome em crianças no país lusófono.

Na semana passada, um relatório da Direcção Nacional de Saúde Pública angolano, citado pelo semanário Novo Jornal, indicava que 8.413 crianças morreram por desnutrição, em mais de 66.000 que estiveram internadas nos hospitais públicos do país, no primeiro semestre deste ano.

A crise socio-económica provocada pela pandemia de Covid-19 e o aumento dos preços podem levar a que mais 6,9 milhões de pessoas no Médio Oriente e norte de África tenham dificuldades para se alimentarem, segundo dados da ONU.

De acordo com a porta-voz do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, Elisabeth Byrs, “com mais 6,9 milhões de pessoas, o número total de pessoas em insegurança alimentar na região aumentará para mais de 47 milhões”.

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