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Arábia Saudita descartada do Conselho dos Direitos Humanos da ONU

A Arábia Saudita foi o único país a ver a candidatura recusada para integrar o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas. A decisão já foi saudada por várias organizações de defesa dos Direitos Humanos, no entanto condenaram a presença de vários países na organização da ONU, como a China e a Rússia.

A Arábia Saudita falhou na tentativa de se tornar membro do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, esta terça-feira, enquanto a China e a Rússia foram eleitas para um mandato de três anos.

As organizações de Defesa dos Direitos Humanos saudaram o duro golpe imposto a Riade e às tentativas de o país melhorar a sua imagem perante a Comunidade Internacional.

Quinze lugares estavam em jogo no Conselho que conta com 47 membros e que tem recebido várias críticas das organizações de defesa dos Direitos Humanos e dos Estados Unidos, por considerarem que muitos países, que integram o conselho, violam esses mesmos direitos.

A queda da China

A China recolheu 139 votos no escrutínio secreto, uma queda espectacular contra os 180 que recebeu em 2016.

A organização Human Rigths Watch traça um “balanço desastroso” da China em termos de respeito pelos direitos humanos.

“Isto revela que cada vez mais os países estão incomodados com o balanço desastroso da China em matéria de respeito pelos direitos”, escreveu no Twitter Louis Charbommeau, responsável pela HRW nas Nações Unidas.

O Paquistão e o Uzbequistão foram eleitos com 169 votos e o Nepal com 150 votos. A Arábia Saudita foi o único país que não conseguiu ser eleito, tendo recolhido apenas 90 votos.

“Se a Arábia Saudita não implementar grandes reformas para libertar prisioneiros políticos, terminar com a guerra no Iémen e permitir aos cidadãos uma verdadeira participação na vida política, continuará a ser um Estado pária”, declarou Sarah Leah Whitson, directora executiva organização Democracy for the Arab World Now.

A organização que representa foi criada pelo jornalista saudita Jamal Khashoggi, assassinado por agentes do seu país no consulado da Arábia Saudita, em Istambul em Outubro de 2018.

EUA criticam Conselho

A Rússia e Cuba integram a lista dos países que foram eleitos sem oposição. Os 193 membros da ONU puderam votar em todas as regiões. O polémico sistema de votação faz com que muitos países negoceiem e cheguem a um acordo sobre quem se vai apresentar, muitas vezes sem encontrar oposição.

Em 2018, o Presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos do Conselho.

“Hoje, mais uma vez, a Assembleia Geral das Nações Unidas elegeu países que apresentam um balanço desastroso em matéria de Direitos Humanos”, defendeu num comunicado o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo.

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FonteRFI
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