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Cabo Verde: Activistas lamentam fraca representação da mulher nas autárquicas

Os cidadãos cabo-verdianos e imigrantes residentes vão às urnas, no dia 25 de Outubro, com apenas duas mulheres na liderança de listas à Câmara Municipal nos 22 conselhos do arquipélago.

Trata-se de Ana Rita Reis lidera uma lista independente no município da Praia e Neida Teresa Rompão concorre como candidata da UCID.

Curiosamente a UCID, que não concordou com algumas exigências da lei da paridade, é o único partido com assento parlamentar que apresenta uma mulher cabeça de lista à Câmara Municipal.

A presidente da Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV), Idalina Freire, que felicita os democratas cristãos pela iniciativa, lamenta que os dois principais partidos não tenham seguido o mesmo exemplo.

Freire diz que a testa do Concelho é o presidente da Câmara municipal, enquanto o líder da Assembleia tem pouca visibilidade, mesmo que a pessoa tenha peso político autárquico.

Neste aspecto”pensamos que os dois partidos políticos – MPD e PAICV – não foram felizes em não escolher nenhuma mulher como candidata à liderança do poder executivo local”, diz.

A mesma preocupação é manifestada pela presidente da Associação Acrides, Lourença Tavares, que recorda que Cabo Verde já teve boas “ministras e gestoras em instituições públicas e privadas “.

Contudo, Tavares vê com bons olhos a implementação da lei da paridade, que obriga a composição das listas em 40-60 para qualquer um dos géneros, e espera que isso possa abrir caminho para que as mulheres possam ocupar cada vez mais, lugares de destaque e liderança.

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