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EUA/Eleições: Trump em “tour” eleitoral contagioso, diz Biden

Depois de dois dias a insistir que estava totalmente curado, mesmo imune à Covid-19, Donald Trump decidiu lançar-se novamente pelos imensos Estados Unidos da América a fora para recuperar os dias de campanha perdidos por causa da infecção, naquilo a que chamou o derradeiro périplo para garantir a reeleição, dizendo-se capaz de “beijar a multidão”, mas, pelas sondagens, a multidão parece cada vez menos disponível para se deixar “beijar” por ele. E o democrata Joe Biden agradece, porque vai mais de 10% à frente nas intenções de voto, uma enorme vantagem a três semanas das eleições.

Sem que sequer tenha mostrado o teste que garante estar curado da infecção pelo novo coronavírus, infecção que o levou a alguns dias de internamento no hospital militar Walter Reed, em Washington, o Presidente dos EUA e candidato a um segundo mandato, depois de se ter mostrado na varada da Casa Branca com um tom de pele mais cor de laranja que nunca, reafirmou a sua “excelente condição física” e a “sensação de bem estar que não tinha há mais de 20 anos”.

Isto tudo, quando os EUA continuam a liderar a lista dos países mais afectados pela pandemia da Covid-19, com perto de 215 mil mortos e quase 8 milhões de infecções confirmadas, continuando a desvalorizar o uso da máscara como profilaxia para a doença, contrariando todos os especialistas e cientistas.

Mas também quando surgem notícias em todo o mundo de pacientes recuperados, tal como o Presidente dos EUA diz estar – apesar das dúvidas que surgiram sobre se esteve mesmo doente -, da Covid-19 que mostram profundas dificuldades em pensar e organizar as ideias, como foi recentemente noticiado pelo The Guardian e pelas agências de notícias.

Mas nada disso parece fazer estancar o passo a Donald Trump, apostado que está em ir para a estrada para aproveitar ao máximo as três semanas que restam de campanha eleitoral, sendo que a ida às urnas é a 03 de Novembro embora já tenham sido contados mais de 4 milhões de boletins de voto antecipados.

Como referem os media norte-americanos, Trump não deixou créditos por mãos alheias e atirou-se de imediato ao seu adversário democrata, o antigo vice-Presidente de Barack Obama, Joe Biden, com quem gozou por andar sempre acompanhado de uma “máscara gigantesca” e sempre longe das pessoas com medo de ser contagiado, referindo-se ao distanciamento social aconselhado pela generalidade da comunidade médica que o próprio não segue, levando alguns técnicos a avisar para a possibilidade de o candidato republicano poder andar pelo país a espalhar a doença visto que não foi mostrado nenhum teste em como está efectivamente curado da infecção.

“Sinto-me poderoso, sinto vontade de caminhar por entre a multidão, de beijar a multidão”, disse Trump num dos primeiros comícios deste derradeiro tour eleitoral, na Florida, um dos estados que tradicionalmente balança entre um e outro candidato, republicano e democrata e que costuma ser decisivo, como foi há quatro anos.

“Quero beijar os rapazes e as belíssimas mulheres e todos, toda a gente, vou dar um beijo grande e gordo a todos”, atirou o Presidente e candidato que ainda há pouco tempo exigiu um teste anti-drogas ao seu adversário, Joe Biden, por desconfiar que ele usava drogas para aguentar as exigências da campanha eleitoral.

Neste regresso à campanha, Trump realinhou de novo os seus temas preferidos, como sejam as acusações de que está a ser preparada uma megafraude eleitoral para o afastar da Casa Branca, como se não fosse ele o Presidente ainda e detivesse o poder de verificar se essa possibilidade existe de facto, voltou a garantir que com ele na Casa Branca a lei e a ordem serão uma certeza nos EUA, conseguindo, aos 74 anos, mais de uma hora de púlpito com vigor nunca visto… segundo relata a CNN.

Acusou Joe Biden de ser “o pior candidato de sempre na história”, o que não deixou de ser referido pelos analistas como uma resposta desajeitada a quando, no debate entre ambos, Biden se referiu a Trump como “o pior Presidente da história dos EUA”.

A resposta de Biden

No Ohio, um estado tradicionalmente republicano mas que as sondagens dão agora como estando na corda bamba e que pode virar à esquerda para castigar Donald Trump, aproveitando a forte polémica em torno da nomeação de uma juíza republicana, Amy Coney Barrett, para o Tribunal Supremo, em substituição da liberal Ruth Bader Ginsburg, que faleceu recentemente, quando, como nunca aconteceu na história dos EUA, faltava pouco mais de um mês para as eleições, Joe Biden foi ao osso da campanha republicana, que faz finca pé que questão securitária e nos ganhos económicos pré-pandemia.

Biden aproveitou essa “pressa” de Trump em garantir a substituições de forma pouco cavalheiresca e contra a tradição, apesar de legal, para o acusar de querer Barret no Supremo de forma a conseguir, mesmo que perca as eleições, desmantelar o Obamacare, a legislação criada por Barack Obama que garante resposta médica aos mais desfavorecidos e sem capacidade financeira para ter um seguro de saúde, o que antes condenava milhares de pessoas à morte por ano.

O candidato democrata questionou os republicanos pela forma como parecem ter “tanto tempo” para, “no meio da campanha eleitoral”, tratar da questão da nomeação de Coney Barret para o Tribunal Supremo “em vez de usarem esse tempo para providenciar as necessidades básicas das comunidades?” e resolver os problemas profundos na economia do país.

E o próprio respondeu: “Eu digo-vos porquê! É porque, finalmente, têm criadas as condições para destruir o Obamacare”, tendo em conta que o Supremo contará agora com uma clara maioria de juízes conservadores e disponíveis para deixar passar este desígnio de Donald Trump que pretende favorecer o lobby da Saúde antes de ser derrotado nas urnas de voto.

Joe Biden optou ainda por voltar a atirar-se ao “descuidado comportamento” de Donald Trump, que está nas acções de campanha sem máscara ou elogiando os que não usam máscara, levando a que milhares de pessoas nos seus eventos se mostrem desprotegidas para lhe agradar, colocando em risco as suas vidas e as vidas dos outros.

Trump, o 6º Presidente a não conseguir a reeleição na história dos EUA?

Estas eleições podem ficar na história como aquelas em que mais um Presidente perde a possibilidade de um segundo mandato, sendo que se isso acontecer, em mais de 200 anos, apenas cinco não o conseguiram.

O primeiro foi William Taft, o 27º Presidente dos EUA, em 1913, perdendo para Theodore Roosevelt, que era o mais carismático e popular político daquele tempo, não dando hipótese seguindo-se Herbert Hoover, o 31º inquilino da Casa Branca, que em 1933, devido à crise económica gerada no rasto do crash de 1929, acabou por soçobrar frente a Franklin Roosevelt, o único Presidente que cumpriu quatro mandatos.

Depois apareceu Gerald Ford, o 38º Presidente que foi derrotado por Jimmy Carter, que o puniu nas urnas por ter perdoado todos os crimes de Nixon, no seguimento do escândalo do Watergate.

Jimmy Carter, o 39º líder da maior potência económica e militar do mundo, já o era nesta época, em 1981, perde para Ronald Reagan, que aproveita o falhanço de Carter no resgate dos reféns na embaixada dos EUA em Teerão, Irão, o que lhe valeu uma punição exemplar nas urnas.

Mas recentemente surgem os nomes de George H. Bush, o 41º “dono” temporário da liderança dos Estados Unidos, mas teve o seu mandato marcado pela guerra do Golfo, onde deixou no poder Sadam Hussein e foi igualmente vítima de uma crise económica severa, perdendo a hipótese de um segundo mandato para Bill Clinton.

O que se percebe no histórico de todos os Presidente dos EUA que não conseguiram a reeleião foi que foram todos apanhados por circunstâncias extraordinárias, sejam elas de natureza económica ou devido a conflitos militares mal calculados ou ainda porque o chalenger era uma personalidade de inigualável popularidade e carisma, como Theodore Roosevelt, em 1913.

Donald Trump, se perder estas eleições para Biden, pode fazer história por três razões, tendo uma justificação para a primeira, que é a crise pandémica e a má gestão que fez da resposta dada pelos EUA, mas ainda porque se Biden ganhar, como as sondagens mostram ser cada vez mais possível, também este será um Presidente de apenas um mandato, como o próprio já o admitiu, devido à idade avançada, 77 anos, terá 82 quando terminar, dando isso margem folgada para a sua vice, a afro-índia-americana, Kamala Harris preparar a sua candidatura e assim ser a primeira mulher a chegar à Casa Banca e, ainda por cima, com singularidades étnicas devido à sua ascendência indiana e africana.

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FonteNM
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