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Angola com 55 gigawatts de energia solar por explorar

Angola dispõe de um potencial de energia solar por explorar de 55 gigawatts, aguardando apenas por investimento privado nacional e estrangeiro, segundo o secretário de Estado da Energia, António Belsa da Costa.

Segundo o responsável, que participou na tarde desta segunda-feira, no Webinar sobre “Crescimento Económico Sustentável e Inclusivo”, uma iniciativa da Academia de Santa Catarina (ACS) em colaboração com o Governo do Reino Unido, outra potencialidade de energia renovável é a hídrica, com destaque para Rio Kwanza, onde já foram construídas três das sete barragens previstas.

Trata-se das barragens Cambambe (960 MW), Capanda, com 520 megawatts (MW), Lauca 2070MW, cuja última turbina entra em serviço este mês.

Neste momento, acrescentou o responsável, tem termos de capacidade instalada, hídrica e térmica, o país dispõem de 5,5 gigawatts, dois quais 3,1 gigawatts são de energia hídrica e os restantes de energia térmica.

Referiu que a matriz energética actual de Angola é dominada pelas renováveis e continua a ser a apostar do sector.

Em termos de energia renováveis avançou que já tem instalado sete centrais híbridas com cinco megawatts cada, ou seja , dois solares e três térmicas, e que tem estado a cobrir as áreas mais recônditas do País, onde estão concentrados aglomerados de pessoas de pouco consumo em termos de corrente eléctrica.

Nessas áreas recônditas estão a ser priorizadas, em termos de fornecimento de energia eléctrica, postos médicos, policiais, escolas e jangos (local de reuniões comunitárias).
Plano de acção

O plano de acção do Ministério da Energia e Águas 2018/2022 conta com iniciativas de investimento privado nacional e estrangeiro, onde estão contemplados 500 megawatts de energia renováveis, uma iniciativa cuja execução está ser impedida pela pandemia da covid-19.

“ A pandemia da covid-19 tem criado impedimentos, sobretudo de viagem de muitos técnicos de alguns países para procederam ao levantamento dessas potencialidades. Mas são projectos que estão em aberto e tão logo a situação for estabelecida o sector poderá fornecer informações necessárias para que se os interessados possam fazer investimentos nesta área ”, justificou.

Ainda no presente quinquénio, o sector tem em agenda projectos ligados com a instalação de um milhão de contadores pré-pagos, sendo um investimento de extrema importância para que as empresas deixem de cobrar o consumo de energia por estimativas em algumas áreas onde o serviço ainda não está disponível.

“A maioria dos clientes são cobrados por estimativas, o que tem causado alguma resistência dos consumidores no cumprirem com as suas obrigações”, admitiu.
Recentemente, foi lançada, pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges a primeira pedra para a construção de uma fábrica de contadores de energia e água, num investimento privado na ordem dos 20 milhões de dólares.

Participaram deste evento, a comissária do Comércio do Reino Unido para África, Emma Wade-Smith, a responsável geral da empresa Aggreko, Dalila Velado, o representante do PNUD em Angola, da Câmara do Comercio Angola/Reino Unido e o CEO do Banco Millennium Atlântico.

FonteANGOP

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