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MP decreta prisão preventiva para quatro homens acusados de burlar pessoas através do multicaixa

O Ministério Público (MP) decretou a prisão preventiva a quatro homens, acusados de integrar uma rede de burla e de associação de malfeitores, avançou ao Novo Jornal fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR) junto do SIC-Talatona.

Segundo conseguiu apurar o Novo Jornal, a acção dos arguidos era realizada numa dependência bancária, em colaboração com uma funcionária da instituição financeira, cujo nome não foi revelado, que também já se encontra detida e foi constituída arguida no âmbito do mesmo processo-crime que envolve os quatro elementos.

Os arguidos, em prisão preventiva – medida de coacção mais gravosa -, estão acusados nos autos da prática de crimes de burla qualificada, falsificação de documentos, clonagem de cartões multicaixa, e desvio de valores em contas de diversas pessoas por via do aplicativo multicaixa express, tendo usurpado mais de sete milhões de Kwanzas às vítimas.

O porta-voz da delegação do Ministério em Luanda, intendente Hermenegildo de Brito, disse que os cidadãos agora arguidos foram detidos no âmbito de uma operação realizada pela Polícia Nacional (PN) em coordenação com Serviço de Investigação Criminal (SIC), e que, entretanto, foram apresentados à imprensa ao início da tarde desta sexta-feira,09, no pátio do Comando Municipal de Talatona da Polícia Nacional.

“Eles (os detidos) faziam recurso a aparelhos com tecnologia de última geração através do aplicativo multicaixa express, que lhes permitia efectuar movimentos em contas de várias pessoas”, disse o oficial.

Hermenegildo de Brito adiantou ainda que, com essa tecnologia, os detidos tinham acesso a toda informação dos titulares das respectivas contas bancárias.

“Os meliantes recrutavam jovens que funcionam em restaurantes ou em qualquer estabelecimento comercial para que estes anotassem o pin do cartão multicaixa do cliente no momento em que o mesmo efectuasse o pagamento através do TPA”, relatou, destacando que o pessoal recrutado recebia dos marginais uma máquina de rastreio de dados de cartões magnéticos, e depois procediam à clonagem dos cartões dos clientes.

“Quando o cliente efectuasse o pagamento através do TPA, e quando colocasse a senha, os jovens recrutados memorizavam e posteriormente enviavam as senhas nos respectivos elementos, para fazerem as transferências e levamentos por via do multicaixa express”, explicou.

FonteNJ

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