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UNITA alerta para “perigo” que “plano horrendo” do MPLA representa para a democracia – “Galo Negro” reage à notícia do Novo Jornal sobre plano secreto

As autoridades competentes não recuarão na determinação de levar avante a sua luta contra a corrupção e a impunidade, responsabilizar criminalmente os presumíveis criminosos e recuperar os activos ilicitamente adquiridos, que lesaram o estado angolano, não importando onde eles estejam, em Angola ou no estrangeiro”.

A UNITA considera que o plano secreto que o Novo Jornal divulgou na sua última edição, sob o título “Plano do MPLA para manutenção do poder «vigia» Adalberto e descarta Chivukuvuku” é “horrendo” e representa um “perigo para a estabilidade política e social” em Angola.

A reacção do maior partido da oposição foi divulgada depois de ter reunido o seu Comité Permanente da Comissão Política para analisar o plano divulgado pelo Novo Jornal onde o MPLA detalha o que deve fazer para neutralizar o presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, político a quem credita fortes qualidades de influência junto dos angolanos e que levam o partido que governa o País desde 1975 a concluir que tem de ser neutralizado,recorrendo, inclusive, à devassa da sua vida privada.

“O Comité Permanente da Comissão Política alerta a opinião pública nacional e internacional para o perigo que este horrendo plano do MPLA representa para a vital estabilidade política e social em Angola”, adverte o partido do “Galo Negro”.

Depois de deixar um claro alerta para a possibilidade de este tipo de acção poder gerar problemas sociais e políticos em Angola, a UNITA avança ainda no seu comunicado que o documento revelado pelo NJ expõe a “impreparação do MPLA para uma competição política saudável, num ambiente democrático e o seu apego ao poder, por meios não previstos na Constituição da República”.

E aproveita para voltar a bater na tecla que mais tem usado para definir o ritmo da sua estratégia de oposição, que é a questão da lisura eleitoral no país, aludindo ao que chama “subversão das instituições do Estado” como a Comissão Nacional Eleitoral e os Tribunais como suporte da “corrupção política e eleitoral”.

“O constante envolvimento dos Serviços de Inteligência e Segurança do Estado em acções de aliciamento e compra de consciências a favor do partido no poder é outra agravante violação dos direitos dos cidadãos, inadmissível, 28 anos depois da institucionalização do Estado Democrático em Angola”, nota ainda o maior partido da oposição.

O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA diz ainda que a “intolerância política” que o partido aponta ao MPLA surge agora reforçada como facto com “a intenção de desencadear acções pouco éticas” contra Adalberto Costa Júnior, sendo ainda ” reveladoras do carácter ditatorial e exclusivista do MPLA”.

E acrescenta: “Tais actos indiciam, também, o seu desespero face ao crescimento elevado da consciência dos cidadãos agastados pela má governação do país, desde 1975 pelo mesmo partido”. A UNITA “exorta os militantes, simpatizantes amigos e os cidadãos angolanos em geral, a manterem-se serenos, vigilantes e a não responder às provocações perante as manobras de quem sempre recorreu à violência para se perpetuar no poder”.

Como o Novo Jornal divulgou na sua última edição semanal, o MPLA, a partir do secretariado do seu Bureau Político, mas com acompanhamento do Comité Central, elaborou um complexo esquema com o objectivo de neutralizar politicamente o líder da oposição e presidente da UNITA.

Adalberto da Costa Júnior é encarado pelo partido no poder como uma ameaça à manutenção das rédeas do poder em Angola, colando-lhe capacidades de liderança e de movimentação popular pela sua grande influência discursiva a ponto de o considerar uma “superstar” e deve ser “vigiado e combatido até à exaustão”.

Intitulado “Posicionamento estratégico do MPLA para o reforço da sua armação no cenário político actual face aos adversários políticos na oposição” (http://www.novojornal.co.ao/politica/interior/plano-do-mpla-para-manutencao-do-poder-vigia-adalberto-e-descartachivukuvuku-94939.html), o documento, de 33 páginas, concentra a maioria do texto na forma como deve ser tratado Costa Júnior, definindo, entre outros mecanismos, a criação de uma estrutura erguida em torno de figuras do partido capazes de ombrear com a retórica agressiva do líder do “Galo Negro”.

O MPLA mostra-se especialmente preocupado com o impacto da capacidade de influência de Adalberto da Costa Júnior nas redes sociais, plataformas a partir das quais entende poder ser lançada uma alargada frente de agitação e indignação social com o objectivo de desvitalizar o poder do Presidente João Lourenço.

Para também aí neutralizar o líder da UNITA,foram lançadas neste documento secreto às bases para procurar os “camaradas” mais capazes de contra-atacar no universo digital, expondo mesmo os “pecados” privados do presidente da UNITA, capítulo que merece relevante atenção de quem elaborou o plano secreto do MPLA para combater Adalberto da Costa Júnior.

 

 

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