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PGR assegura que adiamento da audição aos generais Kopelipa e Dino não interfere na investigação

O adiamento da audição, prevista para ontem, a Leopoldino do Nascimento “Dino”, ex-Chefe de Comunicações e Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa” , antigo ministro de Estado e chefe da Casa Militar do presidente Eduardo dos Santos, ocorre na sequência de um pedido feito pela defesa dos generais, constituídos arguidos na semana passada por suspeita de envolvimento em negócios no caso que envolve a construção de imóveis por uma companhia chinesa.

A Procuradoria Geral da Republica, assegurou que o adiamento da audição aos generais Leopoldino do Nascimento “Dino” e Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”, para a próxima semana, não vai interferir no processo de investigação aos antigos colaboradores directos de José Eduardo dos Santos.

O adiamento da audição, prevista para ontem, a Leopoldino do Nascimento “Dino”, ex-Chefe de Comunicações e Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”, antigo ministro de Estado e chefe da Casa Militar do presidente Eduardo dos Santos, remarcada para os dias 13 e 14 deste mês, ocorre na sequência de um pedido feito pela defesa dos generais, constituídos arguidos na semana passada por suspeita de envolvimento em negócios no caso que envolve a construção de imóveis por uma companhia chinesa.

Em declarações a O PAÍS, o porta-voz da Procuradoria-Geral da República (PGR), Álvaro João, disse que a transição da audiência para os dias 13 e 14 em nada atrapalhará o processo de investigação envolvendo os dois generais. Conforme explicou, até lá, as acções e processos investigativos vão seguir os seus trâmites normais sem prejuízo algum.

Segundo ainda Álvaro João, o facto de o adiamento da audição ter vindo dos arguidos também não constitui nenhum impasse e está dentro das normas de justiça, por isso é que a PGR não observou nenhum problema em deferir o pedido de defesa dos generais.

No entanto, Dino e Kopelipa serão ouvidos na condição de arguidos para, posteriormente, serem aplicadas as respectivas medidas de coação. Os generais não podem ser detidos preventivamente antes do despacho de pronúncia, na fase de instrução contraditória, por gozarem de imunidades.

Dois funcionários da Sonangol faltam à audiência
Por outro lado, Álvaro João confirmou a audiência ontem, na PGR, de outros funcionários de alto escalões da empresa pública Sonangol no âmbito do processo de investigação ao empresário Carlos de São Vicente, acusado de transferir ilicitamente 900 milhões de dólares para a Suíça.

Sem avançar nomes concretos, Álvaro João fez saber que, do número de funcionários que poderiam ser ouvidos ontem, dois não compareceram por motivos de viagem e saúde.

Conforme explicou, um dos funcionários encontra-se fora do país e outro não compareceu em função do seu estado de saúde, no âmbito das medidas de prevenção contra a Covid-19.

Porém, com a audição a esse quadro de trabalhadores, o porta-voz da PGR disse que os magistrados daquele órgão de justiça vão continuar a fazer as devidas averiguações na Sonangol em busca de mais provas que venham sustentar o processo investigativo.

O ex-presidente do Conselho de Administração da AAA Fundo de Pensões, Carlos de São Vicente, acusado de transferência de 900 milhões de dólares para a Suíça, está detido preventivamente na Comarca de Viana.

Segundo magistrados da PGR, envolvidos no processo de investigação, para a operacionalização dos 900 milhões de dólares para a Suíça, Carlos de São Vicente terá, supostamente, contado com a ajuda de figuras de grandes escalões da petrolífera, pelo que referem que as averiguações a serem feitas nos corredores da empresa se afiguram como um processo normal nos termos dos expedientes judiciais.

FonteOPaís

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