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TV Zimbo diz que não vai ceder às vozes radicais e à gritaria de quem quer que seja

Gestão da TV conta a sua versão: A suposta insistência do jornalista Rosado Carvalho em abordar o caso “Edeltrudes”, face a uma situação de impossibilidade. A TV garante que “não vai ceder às vozes radicais”.

Em Angola, a comissão de gestão da TV Zimbo reagiu esta segunda-feira (05.09) à noite às críticas que lhe estão a ser feitas pela sociedade e órgãos ligados à imprensa. Estes acusam o canal de censura, depois que foi recusado ao jornalista e economista Carlos Rosado Carvalho falar sobre o caso Edeltrudes Costa no “Direto ao Ponto”, programa da emissora.

Edeltrudes Costa, chefe de gabinete do Presidente de Angola, João Lourenço, terá sido alegadamente beneficiado em contratos com o Estado que lhe renderam milhões de dólares, segundo uma investigação da TVI.

Num comunicado, a Zimbo começa por esclarecer que “os temas objeto de análise, na rubrica em questão, são da responsabilidade da emissora que os comunica ao colaborador para efeitos de pesquisa e produção. No entanto, este princípio não impede o colaborador de propor matérias que considera do interesse público […], cabendo em primeira instância à direção de conteúdos informativos da TV Zimbo decidir pela sua aprovação ou não”.

Insistência em abordar o chamado caso “Edeltrudes Costa”?
A comissão esclarece ainda o seguinte: “Sobre o facto em questão, no dia 1 de outubro, quinta-feira, quis o colaborador Carlos Rosado de Carvalho, com bastante insistência, abordar o chamado caso “Edeltrudes Costa”, que não constava da pauta editorial da rubrica “Direto ao Ponto”, aprazado para a semana em vigor, o que, como é óbvio, não foi possível acatar tal solicitação.

De forma surpreendente ainda, o colaborador recusou-se a abordar um outro tema e acto contínuo, recorreu às suas páginas nas redes sociais para escrever um texto, fazendo crer que na TV Zimbo se tinha instalado um clima de censura generalizada.

No mesmo texto, Carlos Rosado de Carvalho, de forma unilateral e sem aviso prévio, resolveu pôr fim à relação contratual que o ligava a TV Zimbo e, em particular, a rubrica “Direto ao Ponto”.

Dedo acusador ao SJA
Os gestores da TV Zimbo também não viram com bons olhos algumas críticas: “Lamentavelmente e de forma precipitada, o Sindicato dos Jornalistas Angolanos, uma instituição da classe, parceira da TV Zimbo na resolução dos problemas que afligem os jornalistas, sem cumprir com o preceito do contraditório que tanto defende, baseando-se apenas em julgamentos das redes sociais emitiu esta segunda-feira (05.09), um comunicado de imprensa a condenar “pseudo” actos de censura na estação”.

Neste contexto os gestores do canal apelam: “Perante a gravidade de tal afirmação, a Comissão de Gestão da TV Zimbo solicita tranquilidade ao Sindicato dos Jornalistas e ao público em geral para que não se tome decisões públicas com bases em informações infundadas e irresponsáveis que circulam nas redes sociais”.

A TV Zimbo reafirma perante os telespetadores o seu compromisso de “prosseguir o processo de abertura responsável que lhe cabe, mantendo a sua linha editorial, mas sem ceder às vozes radicais, às ameaças e à gritaria de quem quer que seja”.

“A democracia implica equilíbrio, serenidade e cumprimento de regras”, finaliza o canal televisivo no seu comunicado.

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FonteDW
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