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Covid-19: Aumento de passageiros desafoga paragens

Com o aumento, nesta quinta-feira, da capacidade de lotação dos transportes públicos, de 50 para 75 por cento, as paragens de passageiros, na capital do país, apresentaram-se mais moderadas em relação aos dias anteriores, em que os empurrões passaram a ser normal, mesmo diante da covid-19.

Pelo menos notou-se menos agitação e correria, nesse primeiro dia do aligeirar da limitação de pessoas no interior dos táxis, autocarros e comboios, antes imposta face à pandemia, que, entre as várias medidas para se evitar o contágio, obriga ao distanciamento social e o não contacto com qualquer objecto.

Talvez por ser quinta-feira, dia de menos pressão laboral para muitos cidadão, nas principais paragens a “tónica” foi de filas organizadas, paciência e passividade durante o dia. Contudo, das 6h00 às 8h00 a enchente era a habitualmente vista nos períodos de “vida normal”, fora do Estado de Emergência e da Situação de Calamidade Pública.

Esse cenário caracterizou as tradicionais “paragens obrigatórias” do Zango, do Luanda Sul, do Golfo 2, do Calemba 2, do Camama, da Rotunda do Gamek, da Multiperfil, da Vila de Viana, dos Congolenses, do São Paulo, da Cuca, da Mutamba, do Benfica e do 11 de Novembro, por onde a Angop passou para radiografar a realidade.

Jordão Lubamba faz diariamente a rota Viana-Congolenses e disse ter conseguido viajar de autocarro, hoje excepcionalmente, sem grandes constrangimentos quer para o serviço quer de regresso a casa, por volta das 16. Por este motivo, agradece a decisão das autoridades, salientando ter sido tomada muito tardiamente.

“Estou satisfeito por esta flexibilização do Governo, mas apela para a deliberação urgente para a lotação máxima de todo o transpore público, tendo em vista a demanda que se prevê, com o reinício das aulas, forçando a circulação de mais pessoas, sobretudo de alunos, professores e encarregados”, anteviu.

Por sua vez, o funcionário público Délcio de Melo, disse ter saído do Zango à Mutamba tranquilamente, numa viagem de hora e meia, repartida por três táxis, pagando o preço legal pela corrida, conforme as rotas (150 kwanzas), do Zango à Vila de Viana, deste ponto aos Congolenses e entre este e o destino final.

Cenario diferente foi observado na paragem de táxi do “Tanque de Água” devido a desordem causada por passageiros que quisessem se deslocar do Cazenga para o Mercado do Kicolo, assim como da Cuca aos kwanzas e vice-versa, tudo porque, segundo relatos, os autocarros públicos não operam nestas rotas.

Como consequência, muitos passageiros não respeitam os assentos reservados a pessoas com necessidades especiais, idosos, gestantes e/ou portadores de crianças ao colo. Essa prática é mais notória entre às 6h00 (início dos serviços) e às 17h00. Já do fim da tarde até às 22h (término da actividade) ou adiante, o movimento suaviza.

Além disso, na ânsia de lucros imediatos, motoristas e cobradores negligenciam as medidas de biossegurança, ultrapassando a lotação e descurando o uso de máscaras, tanto por eles próprios como por passageiros, habitualmente sob olhar impávido dos agentes da ordem e segurança, principalmente reguladores do trânsito.

A deliberação

Essa medida consta do Decreto Presidencial que declara a Situação de Calamidade Pública, em vigor no país desde 26 de Maio, quando se está a cinco dias do retorno às aulas, paralisadas desde Março, devido à proliferação da Covid-19 e ao abrigo do Decreto Presidencial de 25 de Março sobre o Estado de Emergência.

Durante a vigência do referido “instrutivo”, os táxis, autocarros e comboios (mais tarde) estavam limitados a 50%, pelo que o aumento da taxa de lotação desses transportes públicos na capital do país visa responder à procura deste serviço por parte dos utentes, uma medida que já vigorava nas restantes 17 províncias do país.

Até quarta-feira, quer os transportes públicos de passageiros quer os particulares estavam limitados a uma lotação máxima de 50 por cento, na capital angolana, com o intuito de se cortar a cadeia de transmissão do vírus Sars Cov-2, agente causador da Covid-19. O alargar da sua capacidade facilitará a mobilidade dos estudantes.

A limitação do número passageiros tem tornado mais difícil a vida do cidadão, causando aglomerações nas paragens, aumentando o risco de propagação de contaminação entre as pessoas, sobretudo neste período de Situação de Calamidade Pública, em que há o aligeiramento das medidas e a abertura de mais serviços.

Por altura do anúncio das medidas em vigor, o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, anunciara que a província de Luanda deverá beneficiar de 153 novos autocarros, além dos 220 entregues recentemente e já em funcionamento, enquanto as demais províncias poderão receber 160 veículos de transporte de passageiros.

Outros serviços

Enquanto isso, a função pública continua a funcionar das 8 às 15 horas, em Luanda, com 50 por cento da força de trabalho, em face à cerca sanitária, que se prolonga até ao dia oito de Outubro. Nas demais províncias está-se a trabalhar com 75 por cento do efectivo, quer nas instituições públicas quer nas privadas.

Já os restaurantes e cantinas estão autorizados a permanecerem abertos até às 22h:30, devendo obedecer ao critério da redução da capacidade máxima do estabelecimento, de forma a assegurar o distanciamento físico recomendado entre as pessoas nas instalações.

Na mesma condição, estão os estabelecimentos hoteleiros e similares e a actividade industrial, mediante o cumprimento de várias medidas, como a obrigação do controlo de temperatura à entrada e o uso de máscaras no acesso e nas zonas de concentração de pessoas.

Os estabelecimentos comerciais também estão a trabalhar em pleno, assegurando um plano de segurança específico para a Covid-19 e afixar em documento visível, para o público, a capacidade máxima de pessoas no seu interior, devendo os funcionários e utentes usarem obrigatoriamente máscaras e respeitarem as demais medidas de biossegurança.

Mobilidade em Luanda

No que toca aos transportes rodoviários, tem-se a destacar o funcionamento, pela capital do país, pouco menos de 20 mil táxis e 420 autocarros públicos, para uma população estimada em mais de sete milhões de habitantes, na maioria sem carro próprio, segundo dados do Gabinete de Tráfego e Mobilidade do Governo Provincial.

Quanto aos autocarros públicos, em específico, o Governo Provincial de Luanda (GPL), com o diagnóstico dos primeiros casos de Covid-19 no país, no final de Março deste ano, e a aplicação de medidas sanitárias para conter a propagação do vírus, introduziu no mercado 325 autocarros, por orientação do Chefe de Estado.

Entretanto, essa permissão de mais pessoas nos transportes públicos facilitará também a movimentação de formandos em busca de habilitações técnicas e profissionais nos centros de formação profissional, a partir de segunda-feira (dia 5), assim como reduzir as enchentes nas paragens e os empurrões para o acesso ao transporte.

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