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UNICEF vai investigar alegados abusos sexuais na RDC

A UNICEF está chocada por pessoas que se terão apresentado como seus funcionários para abusar “de mulheres vulneráveis na República Democrática do Congo”, na epidemia de ébola. Organização promete investigar alegações.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciou esta quarta-feira (30.09) uma investigação aos alegados abusos sexuais contra mulheres na República Democrática do Congo (RDC) no contexto da resposta à epidemia de ébola.

O mesmo anúncio foi feito também na quarta-feira pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e, na terça-feira (29.09), pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os anúncios surgem depois da publicação, na terça-feira, de uma investigação feita pela agência noticiosa humanitária The New Humanitarian (TNH) e pela Fundação Thomson Reuters.

Acusações
A investigação, que durou meses, encontrou mais de 50 mulheres que acusam funcionários da OMS e de organizações não-governamentais (ONG) envolvidas na luta contra o ébola de exploração sexual entre 2018 e 2020.

“Temos tolerância zero para a exploração e abuso sexual, levamos todas as acusações muito a sério e haverá consequências graves para qualquer membro do pessoal que possa ter abusado sexualmente de pessoas”, promete a UNICEF.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância pede às vítimas para se apresentarem e garante ter há dois anos um sistema seguro, para que mulheres e crianças possam denunciar tais actos em segurança, mas também formação obrigatória para aumentar a sensibilização para a questão.

“É evidente que isto não é suficiente e precisamos de fazer mais, especialmente a nível comunitário”, reconhece a organização, que não revela pormenores sobre o número de funcionários acusados de perpetrar estes abusos.

A República Democrática do Congo está a combater uma nova epidemia de Ébola, a décima primeira a atingir o país, que já provocou 50 mortes desde Junho. A anterior tinha causado 2.287 mortes em 3.470 casos entre Agosto de 2018 e Junho último. Para combater a epidemia foram investidos mil milhões de dólares (853 milhões de euros).

FonteDW

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