- Publicidade-
Smooth Jazz Rádio Calema
Inicio Crónicas e Artigos Gratidão - Mariano Brás

Gratidão – Mariano Brás

Este é o sentimento que tomou conta da minha alma no momento em que escrevia este texto, depois de surpreendido com o Prémio de Menção Honrosa pelo meu percurso profissional e pelo contributo prestado ao sector da Comunicação Social.

O “Prémio Angola Comunica” leva-me a olhar para os profissionais que me deram o empurrão. Nostálgico, só posso falar em gratidão, uma enorme gratidão.

Na hora dos agradecimentos, primeiro ao “Prémio Angola Comunica”, entidade promotora, e depois, claro está, um obrigado à minha família pela paciência e solidariedade, particularmente à senhora Polónia Brás dos Santos Pimentel, minha querida mãe.

Onde quer que esteja, acredito, andará muito orgulhosa do seu caçula, o homem que carrega todos os ensinamentos transmitidos por ela.

Sou dos que acreditam que sozinhos, por mais competência que tenhamos, não alcançamos os nossos objectivos.

Por isso, e já numa perspectiva mais alargada, agradeço ao malogrado jornalista Aguiar dos Santos, que em 2000 me proporcionou a oportunidade de ser correspondente do semanário Agora no município do Cazenga. Foi aí que ouvi do meu primeiro editor, o jornalista Norberto Costa, o seguinte: “Mariano, tu vais ser um grande repórter”. Uma frase que saiu enquanto corrigia um texto meu.

Foi também no semanário Agora onde conheci o meu grande mentor, o meu mestre, a pessoa que a nível profissional devo muito do que sou hoje, o grande Tandala Francisco, que me levaria para o semanário A Capital.
Com ele, vivi os meus melhores momentos, senti o que é intensidade de trabalho, exigência. Tudo isto, pois, em nome da qualidade e rigor nos textos.

Pedia-me uma matéria de capa em cada semana: “Mariano, traga drama, traga exclusivo, ou matas ou sei lá o quê”.

A dado momento cheguei a pensar que me estava escravizar, mas o meu mestre, bem ao seu jeito, lá vinha: “Mariano, o que estás a fazer hoje não é para mim. É para ti, é o teu nome que está a ser construído”. Dito, certo.

Confesso que neste momento não consigo conter as lágrimas que teimam em invadir o meu rosto. No A Capital, o Tandas, como era carinhosamente tratado, proporcionou-me conforto, confiança e protecção.

Lembro-me, já agora, que no dia da leitura do acórdão de um mediático julgamento, o Tandala chegou ao ponto de “arranjar” um guarda-costas para me proteger. Temia pela minha vida devido a ameaças que sofria.
Podemos estar hoje em paraísos opostos, mas saiba, Tandas, que a cada minuto do meu percurso profissional me recordo de ti. Mestre, o meu muito obrigado!

Não menos importante na construção da minha carreira foi o meu editor-chefe, José dos Santos, o casmurro, mas um extraordinário profissional e, para mim, o melhor escriba que temos no país. Consegui arrancar muito do ‘Man Zé’.

Fora das redacções, agradeço a Open Sociaty, na pessoa do seu ex-director, Elias Isaac, que me deram a oportunidade de fazer uma formação no Brasil e realizar um estágio no jornal Folha de São, onde aprendi o ABC do jornalismo policial com André Caramate, que é tão-somente um dos maiores jornalistas do Brasil nesta matéria.

Agradeço aos efectivos da Polícia Nacional Divaldo Martins, um dos meus maiores críticos; Quim Ribeiro, Aristófanes dos Santos, Jorge Bengue, Engrácia Costa, Eduardo Cerqueira, ao malogrado director da ex-DNIC, António Guimarães, que me tinha apelidado de problemático; ao eterno comandante-geral Ambrósio de Lemos, ao eterno ministro do Interior Sebastião Martins e ao ‘tio’ Maria Sita.

A todos, o meu muito obrigado. É gratidão!

Obrigado aos meus colegas de profissão Estêvão Martins, Manuel Nunes, Paulo Sérgio, Liberato Furtado, Isabel João, André da Costa e Gabriel Veloso, é que, depois de muito tempo a ‘passear classe’ na abordagem exclusiva de matérias de casos de polícia, surgiram para fazer frente numa concorrência ‘saudável’, o que me ajudou sobremaneira no meu crescimento profissional.

Aqui, abro aspas para agradecer aos fotógrafos Tom Carlos e Pedro Nicodemos, que muito trabalharam comigo nas imagens fotográficas, pois, em matéria criminal, a fotografia faz toda diferença.

Agradeço à UNICEF, na pessoa de José Luís Mendonça e Celso Malavoloneke, pelas formações que realizavam para os jornalistas que abordavam matérias que envolviam crianças, porque as formações foram sem sombra de dúvidas também bastante úteis para o meu crescimento profissional.

Por fim, agradeço também à organização do Prémio Maboque que, em 2006, me consagrou como o primeiro jornalista da minha geração a vencer no primeiro ano da criação da categoria do Prémio de Jornalista Revelação daquele grupo empresarial.

Mariano Brás | in Facebook

- Publicidade -
- Publicidade -

Ana Gomes sobe à custa de Marcelo e Ventura

A candidata da área socialista é cada vez mais a pretendente a Belém com maior margem para impedir uma reeleição retumbante de Marcelo. Ana...
- Publicidade -

Burlas “matam” sonho da casa própria de milhares de famílias

Das dezenas de projectos imobiliários lançados no auge da construção em Luanda, muitos foram parar à barra do tribunal por burlas aos clientes, que...

O tempo e o bom senso (IV)

1 - Há muito que acompanho a trajectória de Jorge Valdano, um argentino com invejável percurso no mundo do futebol (jogador, treinador, dirigente e...

Joana Lina, GPL: “Manifestação foi acto de vandalismo”

Durante a marcha realizada por membros da sociedade civil e apoiada pela UNITA, foram queimadas motas e destruídos contentores de lixo, além do impedimento...

Notícias relacionadas

Ana Gomes sobe à custa de Marcelo e Ventura

A candidata da área socialista é cada vez mais a pretendente a Belém com maior margem para impedir uma reeleição retumbante de Marcelo. Ana...

Burlas “matam” sonho da casa própria de milhares de famílias

Das dezenas de projectos imobiliários lançados no auge da construção em Luanda, muitos foram parar à barra do tribunal por burlas aos clientes, que...

O tempo e o bom senso (IV)

1 - Há muito que acompanho a trajectória de Jorge Valdano, um argentino com invejável percurso no mundo do futebol (jogador, treinador, dirigente e...

Joana Lina, GPL: “Manifestação foi acto de vandalismo”

Durante a marcha realizada por membros da sociedade civil e apoiada pela UNITA, foram queimadas motas e destruídos contentores de lixo, além do impedimento...

Polícia frustra manifestação não autorizada em Luanda

A Policia Nacional frustrou ontem a realização de uma manifestação não autorizada pelas autoridades, por força das medidas restritivas de prevenção e combate à...
- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.