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Diamantes: Última venda de “gemas” do Lulo rendeu 5,6 milhões USD

A última venda de diamantes provenientes da mina do Lulo, na Lunda Norte, gerida pela australiana Lucapa Diamond Company, rendeu cerca de 5,6 milhões de dólares norte-americanos, informou a empresa.

A mina do Lulo, que tem, nos últimos anos, um registo de ser fonte dos valores mais altos por quilate, tendo mesmo batido o recorde mundial em 2016, quando chegou aos 2983 USD por quilate, obteve nesta venda um valor médio de 1450 USD/quilate, ainda assim um dos mais altos em todo o planeta.

Com os 5,6 milhões arrecadados nesta venda, onde foram vendidos 3862 quilates em múltiplas “pedras”, a Lucapa Diamond Company, e os seus sócios, a Endiama e a Rosa & Pétalas, somam já vendas de 21,3 milhões USD este ano, somando um conjunto de 16.128 quilates de diamantes em bruto comercializados.

A mina do Lulo, com mais de 3.000 kms quadrados, tem no registo a descoberta dos maiores diamantes encontrados em Angola, incluindo o maior de sempre, com 404 quilates, em 2016, que valeu 16 milhões USD, adquirido pela de Grisogono, de Isabel dos Santos e Sindika Dokolo, entretanto falida, e transformado numa jóia que valeu cerca de 34 milhões USD em leilão.

Devido aos sucessivos sucessos do Lulo, com gigantes a saírem periodicamente das suas entranhas, a Lucapa tem em curso um projecto de milhões para encontrar o kimberlito de onde estão a sair os maiores diamantes de Angola.

Lucapa procura novos investidores

Num prospecto dirigido aos mercados internacionais do sector diamantífero, a australiana Lucapa Dimond Company, informava, em Junho deste ano, que os investidores têm demonstrado uma grande “excitação” com a possibilidade de ser descoberto o kimberlito de onde saíram os diamantes gigantes com que Angola tem impressionado o mundo.

O Lulo é uma exploração mineira que, até hoje, e desde que ali começou a exploração, em 2016, tem extraído diamantes de grande valor e dimensão, somando já os quatro maiores encontrados em Angola, incluindo o gigante de 404 quilates descoberto em Fevereiro desse mesmo ano, mas todos eles, sem excepção, são pedras de aluvião, ou seja, foram encontrados nas margens ou no leito dos cursos de água que atravessam os 3.000 kms quadrados deste couto mineiro.

Isso, como a Lucapa explicava neste prospecto dirigido aos investidores internacionais em busca de valores seguros, significa que algures a montante de onde estes gigantes foram detectados, há um kimberlito, que é uma espécie de chaminé que liga a superfície a grandes profundidades, onde, através de processo telúricos, grandes pressões e elevadas temperaturas, se formam os diamantes modificando a estrutura atómica do carbono comum que são, depois, expelidos ao longo de milhares, senão milhões, de anos para a superfície, de onde são arrastados pelas águas pluviais ou pelos cursos de água.

E é esse local especial, onde existe forte possibilidade de estarem concentrados verdadeiros monstros, semelhantes ao diamante de 404 quilates que em 2016 foi extraído do Lulo e depois vendido por 16 milhões de dólares à suíça de Grisogono – entretanto falida -, de Isabel dos Santos, acabando por ser transformado numa jóia rara (na foto) de mais de 163 quilates, leiloada pela Christie”s por mais de 33 milhões USD, ou ainda o 2º maior de sempre, com 227 quilates, que foi encontrado em Fevereiro de 2017.

Falta chegar ao fim do arco-íris…

Ora, o que falta encontrar é o local de onde estão a sair estas gemas excepcionais e é essa a “cenoura” que os australianos da Lucapa Diamond Company estão a usar para atrair investimento para a sua exploração em Angola numa altura em que o sector diamantífero atravessa uma das suas mais graves crises de sempre por causa da pandemia da Covid-19.

Diz a empresa que “o tamanho e a forma dos diamantes encontrados sugerem que a fonte de onde saíam não se encontra distante do local onde foram encontrados, havendo mesmo rumores de que um dos locais de mineração aluvial está directamente sobre o kimberlito-mãe, embora as perfurações não o tenham confirmado”.

Com o retardar da descoberta, confessa a Lucapa, os investidores começaram a divergir as suas atenções para projectos especulativos noutras zonas do mundo e os preços dos quilates ali extraídos forma diminuindo, como se vê pelo facto de em 2016 as gemas ali produzidas terem batido o recorde mundial por quilate, atingindo os 2983 dólares, valor que não voltou a ser atingido, embora o Lulo se tenha mantido como a mina com o rácio mais elevado entre quilate e preço em Angola.

Aproveitando a descoberta recente de mais um gigante, de 171 quilates, como o Novo Jornal noticiou este mês, os australianos voltam à carga garantindo que o empenho na descoberta da “maternidade” dos maiores diamantes descobertos em Angola em mais de um século desta indústria, não diminuiu e está mesmo a “aquecer de novo”.

E sublinha que nos últimos anos foram detectados dezenas de kimberlitos próximos da sua exploração aluvial e estuadas outras tantas anomalias, feitas análises químicas e técnicas, permitindo reduzir para 16 kimberlitos prioritários para averiguar se se trata do local “mágico”, localizados na área de Canguige, alimentada pelo Rio Cacuilo, onde foram desenterrados alguns dos maiores diamantes mais valiosos.

“O próximo passo é realizar perfurações nalguns destes locais para recolher amostras que permitam determinar a forma geométrica das chaminés e verificar quais destes são diamantíferos e quais são comercialmente exploráveis e serão fornecidas informações detalhadas aos accionistas sobre o potencial de cada um para ser o desejado kimberlito de onde saíram os excepcionais de aluvião encontrados no Lulo”, apontam ainda os australianos da Lucapa.

Respondendo à sua própria questão, a Lucapa, depois de anos a fio de sistemática exploração, garante que “está mais próxima que nunca” de encontrar a fonte dos “fantásticos diamantes do Lulo”, que têm conseguido um preço médio no mercado de 1.900 USD por quilate, advertindo que este é o momento de investir porque existe a possibilidade de a Lucapa poder estar no papel de detentora do controlo do fornecimento de diamantes de grande valor e qualidade para o mercado numa altura em que os media internacionais apontam Angola como estando na mira de alguns dos maiores investidores do mundo neste sector, o que faria dos detentores de capital da Lucapa potencias recebedores de “enormes vantagens” caso esse cenário se confirme.

De onde vêem os diamantes?

Os são gerados a profundidades que vão dos 160 a 600 metros e ocorrem quando sucedem as circunstâncias que o permitem, desde logo a temperatura e a pressão necessárias para a cristalização do carbono na forma de diamante.

A sua chegada à superfície ou a profundidades exploráveis comercialmente é feita através de erupções vulcânicas que formam cones ou chaminés, sendo que, em média, apenas 10 por cento dos kimberlitos são diamantíferos ou contêm diamantes para exploração comercial sustentável.~

Porque está a Lucapa próxima de encontrar o kimberlito “especial”?

Porque, segundo critérios técnicos, através da forma dos diamantes é possível verificar se estes se deslocaram desde longas distâncias ou se surgiram da terra num local próximo ao de onde foram encontrados.

Ora, de acordo com a análise feita aos que o Lulo tem encontrado, a Lucapa nota que estes foram arrastados pelo Rio Cacuilo mas a sua forma irregular e grande dimensão, com pontas afiadas e poucos sinais de erosão, permitem consolidar a ideia de que saíram das entranhas da terra num locam bastante próximo.

Para apimentar esta informação, os australianos, garantem que alguns dos kimberlitos investigados, entre as mais de 300 anomalias detectadas através de meios aeromagnéticos e electromagnéticos de alta resolução, são claramente diamantíferos, embora falte a confirmação de que se trata do tal cone mágico que transporta as gemas especiais para a superfície.

Recorde-se, todavia, que enquanto empresa cotada em bolsa, a Lucapa Diamond Company tem de fornecer sobeja informação que permita alterar o seu valor accionista, sendo esta informação uma clara frente comercial com o objectivo de atrair mais investidores com o foco posto num eventual sucesso nesta empreitada de deitarem a mão a novos e abundantes gigantes saídos das entranhas do Lulo.

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FonteNJ
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