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Zangam-se as Comadres, Descobrem-se as Verdades!

Empresários nacionais em 2012, segundo o Confidence News, já o denunciavam como sendo, o “homem do Presidente”. Edeltrudes Costa de seu nome, foi vice ministro da Administração do Território, Comissário da CNE e depois Chefe da Casa Civil e Secretário-geral da Presidência no tempo de JES.

Antes porém, este Sr., lê-se no África Monitor nº 1262 de 20.AGO.2020, “poucos antes do fim do conflito armado, no tempo do GURN – Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, era diretor de gabinete do então ministro do Comércio, VICTORINO Domingos HOSSI, indicado pela UNITA.

Em DEZ.2002, E.C. foi nomeado para, em comissão de serviço, exercer as funções de assessor do Gabinete do PM, FERNANDO da Piedade DIAS DOS SANTOS (“Nandó”) para a Área Jurídica, Parlamentar e de Acompanhamento à Preparação e ao Controlo das Deliberações do Conselho de Ministros.

Dois anos depois, o ex-ministro da Administração do Território VIRGÍLIO FONTES de PEREIRA indicou-o para Vice-Ministro para os Assuntos Eleitorais. indicou-o para Vice-Ministro para os Assuntos Eleitorais. Por inerência de função o Ministro do MAT e o seu Vice, encabeçavam a extinta Comissão Interministerial para o Processo Eleitoral (CIPE), que tinha como tarefa a realização do registo eleitoral no país.

Formado em Direito na Universidade Agostinho Neto, viu o seu nome a ser proposto como administrador executivo da extinta Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP), que tinha como PCA a sua ex-professora, Maria Luísa Abrantes. Rapidamente se incompatibilizou com ela, que se tornou crítica de E.C. e em particular do seu trabalho nessa Agência.

E.C. seria então, retirado da ANIP no decurso de 2011 e, no início do ano seguinte, o seu nome foi proposto pelo MPLA, para integrar a Comissão Nacional Eleitoral (CNE), face à experiência acumulada nas eleições de 2008, em que na sua qualidade de vice-ministro do então Ministério da Administração do Território, era ao mesmo tempo o coordenador adjunto da extinta CIPE.

Mas, apesar da lealdade ao antigo “homem forte” de José Eduardo dos Santos, Edeltrudes foi afastado do cargo de chefe da Casa Civil, no seguimento de denúncias de envolvimento num esquema de fornecedores de alimentos para transferirem fundos para fora do país, centrado no Ministério do Comércio, na sequência do afastamento da então titular do cargo e da nomeação do seu sucessor Fiel Constantino, que sob sua orientação, homologava algumas destas empresas perante o Banco Nacional de Angola.

E.C., tornando-se assim, suspeito de receber subornos no exterior do país. JES exonerou-o, mas manteve-o por perto, numa outra função, desta vez a de Secretário-Geral da Presidência, órgão com competência de fazer gestão administrativa e da logística do Palácio Presidencial.

Em círculos políticos, a medida foi interpretada como cautela de JES devido às informações de E.C. sobre os processos eleitorais. A “despromoção” na Presidência foi acompanhada da retirada por JES da proposta de E.C. para membro do Bureau Político do MPLA, mantendo-o apenas no Comité Central.

Em finais de 2017, foi citado como estando a viver uma relação de “cão e gato” com os filhos do seu antigo chefe, sendo apontado como o “agitador” para que JLo, ao ser eleito Presidente da República o ter designado para seu director de gabinete, rescindisse meses depois, o contrato de construção do Porto do Dande, com uma empresa de Isabel dos Santos.

Apesar do Presidente Lourenço ter as suas “reservas pessoais” com JES, fonte próxima, segundo o África Monitor, garante que, “o antigo Presidente, sabe que é Edeltrudes quem atiça(va) a ira de Lourenço contra a sua família”.

Desde que João Lourenço assumiu o poder que Edeltrudes Costa é o seu braço direito, mantendo, entretanto, pelo menos até agora, inabalável a confiança em E.C., ignorando informações de que a sua rede teria “participado de um esquema paralelo de venda de diamantes em Antuérpia, envolvendo o Serviço de Inteligência Externa (SIE).

Para não melindrar o PR, as chefias do SIE e do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SISE) passaram a ignorar quaisquer actos de corrupção ou irregularidades que envolvam E.C.”, pode-se ler ainda nessa edição doÁfrica Monitor de 20.AGO.2020.

As recentes revelações do Jornal Expresso e da TVI em Portugal, sobre as práticas corruptas do chefe de gabinete do Presidente João Lourenço, colocam assim o Governo angolano e, em particular, o seu chefe, perante o maior dilema da luta contra a corrupção em Angola: consentir (porque quem cala, consente) ou demarcar-se de tais práticas.

A TVI é propriedade da empresa Media Capital, tendo esta empresa, como um dos accionistas, Miguel Osório. Como revelou a imprensa angolana, é um empresário português com ligações a Isabel dos Santos.

Numa peça emitida por esta estação televisiva esta segunda-feira, dia 21 do presente mês e ano, salienta-se que o presidente João Lourenço, terá autorizado “num despacho aprovado pelo presidente da República de Angola, a contratação da Roland Berger, num documento que prevê a subcontratação da EMFC, empresa pertencente a Edeltrudes Costa.

O contrato refere-se a Fevereiro de 2019 e o outorgante que o assina pela EMFC é um outro português: Nuno Monteiro Dente, que é representante da Roland Berger, desde 2018, estando assim envolvido em ambas as empresas contratadas”. É caso para se dizer, ´zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades`…

Sabemos todos que o combate à corrupção encabeçado pelo Executivo angolano tem estado a “apertar na parede” ex-dirigentes e grandes empresários que se fizeram com o dinheiro público, e muitos deles têm investimentos e montantes em bancos de países da Europa, tal como Portugal e Suíça.

Todavia, este combate lançou para fora de jogo muitos nomes que hoje estão, alguns deles, como o empresário São Vicente a contas com a Justiça e, têm visto, os seus bens arrestados e suas contas bancárias, congeladas, enquanto que, outros, ainda gozam de certa protecção.

Desta vez, é o chefe de gabinete do Presidente da República que cai novamente nas malhas da imprensa. Era acusado como tendo beneficiado de transferências de mais de 17 milhões de dólares de fundos públicos para a sua conta pessoal no Banco Angolano de Investimentos (BAI), enquanto servia no gabinete de José Eduardo dos Santos.

Edeltrudes Costa justificava-se dizendo que ganhou esse dinheiro de forma legítima, porém até agora, não conseguiu provar. E agora, o que dirá?

Numa fase em que Angola imprime uma dinâmica significativa para o bem dos angolanos, repatriando capitais que deambulam pelo exterior, o Presidente de Angola, João Lourenço, autorizou a contratação de uma empresa de consultoria de Edeltrudes Costa.

Um dos negócios, que tinha como objectivo a modernização dos aeroportos angolanos, rendeu vários milhões de euros em contratos públicos, e o dinheiro acabou por ser transferido para Portugal, onde foi utilizado para comprar casas de luxo em Sintra e Cascais.

Edeltrudes Costa enviou ainda dinheiro para o Panamá, utilizando uma sucursal do então Banco Espírito Santo (BES) na zona franca da Madeira.

Perante isso, deve João Lourenço demitir o chefe do seu gabinete, aceitar a sua demissão ou mantê-lo em funções?

Das duas uma: O presidente deve aproveitar esta oportunidade única para provar que o seu compromisso de luta contra a corrupção é inabalável e justo, ou o próprio Edeltrudes Costa apresentar o seu pedido de demissão, garantindo, assim, o fortalecimento da posição do presidente na sua ingrata missão de lutar contra a corrupção.

 

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