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Sociedade civil e partidos extra-parlamentares estão “vigilantes” com a criação da frente patriótica

O Ex-secretário Executivo do Comité Intereclesial para a Paz em Angola (COIEPA), reverendo Ntony Nzinga, felicitou a iniciativa de se criar uma Frente Patriótica Democrática Nacional e Inclusiva para “desalojar” o MPLA do poder que ocupa há 45 anos, mas defendeu que os protagonistas da ideia devem definir a visão, os objectivos e a estratégias antes de indicar quem deve liderar o processo.

“É bom saber e felicito os autores da iniciativa de se criar uma Frente Patriótica Democrática Nacional e Inclusiva. Partindo deste princípio, prefiro que se defina, primeiro, a visão, os objectivos e as estratégias da referida frente antes de indicar quem deve liderar o processo”, disse hoje, quinta-feira, 24 ao Novo Jornal, reverendo Ntony Nzinga.

O reverendo salientou que se derrubar o MPLA é a missão da tal frente, pouco ou nada poderá mudar, enquanto não se trabalhar por uma visão verdadeiramente patriótica. “Este exercício requer que a cidadania esteja em primeiro lugar e não a militância partidária. Devemos criar as condições e termos uma capacidade para uma governação verdadeiramente democrática e participativa em todo o País”,referiu.

O presidente da Aliança Patriótica Nacional, Quintino de Moreira, concorda com a ideia, armando que com uma Frente Patriótica Democrática Nacional e Inclusiva “não haverá dispersão de votos. Todos unidos podemos vencer as eleições de 2022”, aludiu.

“Os angolanos querem mudanças no País. A mudança exige a organização da própria oposição”, prosseguiu salientando que uma Frente Patriótica Democrática Nacional e Inclusiva tem que ter um líder humilde e competente.

“As políticas públicas do Governo estão a falir e o povo está muito cansado. O cenário global mostra a importância da construção de alternativas”, acrescentou Quintino de Moreira. Para sociólogo Aniceto Geraldo Kameia, “a falência do sistema político em Angola torna urgente a renovação da política e do contracto social em Angola.

A população está exausta diante de um acumulado de crises: moral, política, económica e de segurança. Uma Frente Patriótica Democrática Nacional e Inclusiva é bem-vinda nesta altura”, referiu,reconhecendo que o MPLA está em forte queda com fracasso das suas promessas nos últimos quatro pleitos eleitorais.

Recorde-se que, este mês, a UNITA reiterou “plena abertura” a todas as forças da sociedade angolana, colectivas ou individuais, para com elas criar a “Frente Patriótica-Democrática” para a alternância do poder em Angola. A reafirmação constava de um comunicado do secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política do partido do “Galo Negro”.

A UNITA considera “urgente e inadiável” que se crie uma Frente Patriótica Democrática Nacional e Inclusiva para um combate efectivo e eficaz à corrupção, como garantia da estabilidade socioeconómica do País”, lia-se no comunicado.

Esta ideia, que já é antiga e já foi enunciada noutras alturas de proximidade eleitoral no passado, foi, mais recentemente lançada por Abel Chivukuvuku, (http://www.novojornal.co.ao/politica/interior/chivukuvuku-admite-apoiar-outro-candidato-da-oposicao-naspresidenciais-de-2022-92314.html)que viu o seu projecto político PRA-JA Servir Angola travado no Tribunal Constitucional alegadamente por irregularidades processuais relacionadas com as assinaturas, estando a decorrer um derradeiro recurso.

 

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