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Presidente da República defende investimento directo nos países em vias de desenvolvimento

O Presidente da República, João Lourenço, considerou, esta terça-feira, fundamental que se encare o investimento directo nas economias dos países em vias de desenvolvimento, como “a grande equação para o seu crescimento económico”.

Ao discursar na 75.ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, João Lourenço disse que este objectivo pode ser alcançado se os países desenvolvidos se mobilizarem, no sentido de criarem fundos de apoio ao investimento em África.

“Se criarem fundos ( …), a serem utilizados pelos seus investidores interessados em realizar negócios no continente africano, onde poderão produzir bens e serviços para o consumo local e exportáveis”, afirmou no seu discurso por videoconferência, o Chefe de Estado angolano.

Perante a Assembleia Geral da ONU, o Estadista angolano manifestou, ainda, “grande apreço pela iniciativa do G-20”, que revelou sensibilidade para a necessidade de uma acção colectiva, para o alivio da dívida dos países em desenvolvimento, a fim de atenuar o peso da responsabilidade que recai sobre estes.

Noutro domínio, João Lourenço afirmou que, diante do actual contexto, o multilateralismo deve estar sempre presente na abordagem a ser feita sobre as questões internacionais mais candentes que o mundo enfrenta.

“Por esta razão, ao longo do seu percurso, as Nações Unidas têm advogado o multilateralismo na solução dos intrincados problemas da Humanidade”, lembrou.

África e Médio Oriente

O Presidente João Lourenço entende ser dentro deste espírito que se devem concentrar esforços na busca de soluções justas e duradouras para os problemas do Médio Oriente, bem como os que afligem o continente africano.

Apontou como exemplos os conflitos e instabilidade que perduram na Líbia, na Região do Sahel e outros de menor escala noutras regiões do continente.

Reconheceu que a natureza dos problemas de segurança em África, em muitos casos, está associada ao terrorismo internacional, à expansão do fundamentalismo religioso e aos conflitos pós-eleitorais.

Considerou que estas questões requerem uma atenção e vigilância redobrada da ONU.

“As Nações Unidas devem procurar interpretar com isenção os factores que estão na origem das tensões políticas internas, decorrentes dos processos eleitorais, e assumir posicionamentos que não ignorem os Governos legitimamente estabelecidos, mas que reforcem, também, a sua capacidade de intervir para a resolução dos problemas que garantam o funcionamento normal das instituições”, defendeu.

João Lourenço reiterou a necessidade urgente de se reestruturar a ONU, para que se consiga alcançar uma composição do Conselho de Segurança que melhor reflicta a representatividade dos povos, das nações e dos continentes.

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FonteAngop
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