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Moçambique pede apoio logístico à União Europeia para combater terrorismo

A chefe da diplomacia moçambicana Verónica Macamo, pediu formalmente à União Europeia em carta datada de 16 de Setembro, apoio logístico e treino especializado para combater a insurgência terrorista na província de Cabo Delgado e apoiar os mais de 350.000 deslocados internos, a instituição ainda não respondeu, mas já garantiu 25 milhões de euros de ajuda, só para esta região nortenha, que se inscrevem num pacote de 50 milhões para apoiar refugiados no resto do país.

Sem rodeios o primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário afirma que todo o apoio é bem-vindo, para ajudar a combater o terrorismo, um mal que não é só de Moçambique e isto apesar de a União Europeia, não ter ainda respondido a este pedido concreto, formalizado a 16 de Setembro.

“…toda aquela resolução, todas aquelas decisões que possam dar mais valias a isso são muito bem-vindas e, o terrorismo é um mal que deve ser combatido por todos e se os europeus tiveram essa decisão, pois bem, é de felicitar, vamos continuar e todos nós juntamos os esforços, para que o terrorismo não fique nem em Cabo Delgado”.

O primeiro-ministro de Moçambique reagiu assim ao posicionamento dos euro-deputados, que defendem uma intervenção dos Estados no apoio a Moçambique, alvo de ataques terroristas que já causaram mais de 1.500 mortos e acima de 350 mil deslocados, na província de Cabo Delgado, extremo norte do país desde Outubro de 2017.

O Centro para a Democracia e Desenvolvimento – CDD – critica por sua vez a ausência de debate no parlamento ou no Conselho Nacional de Defesa sobre este pedido de ajuda logística e de treino especializado à União Europeia, afirmando que “tal mostra que o executivo continua a tratar o conflito em Cabo Delgado, incluindo as graves violações dos direitos humanos atribuídas às Forças de Defesa e Segurança, como um problema de interesse exclusivo dos membros do Conselho de Ministros e não de todos os moçambicanos”.

A ONG questiona ainda o silêncio das autoridades sobre a situação da vila costeira de Mocímboa da Praia, que está há cinco semanas nas mãos de terroristas e a ausência de investigação sobre violação de direitos humanos envolvendo elementos das FDS.

De recordar que a União Europeia garantiu 25 milhões de euros para a assistência humanitária às mais de 350.000 pessoas deslocadas pela acção do terrorismo, que afecta a região norte da província de Cabo Delgado.

Este valor faz parte de um total de 50 milhões de euros que os países da Europa comunitária destinarão a Moçambique, no quadro do apoio ao desenvolvimento da região norte do país.

O Programa Alimentar Mundial – PAM – considera muito grave a situação dos deslocados internos em Cabo Delgado e está a delinear uma mega_operação para apoiá-los nas ilhas e no interior das províncias, onde se refugiaram, necessitando para tal de pelo menos 4,7 milhões de dólares por mês.

Para já o PAM está a trabalhar com o governo de Moçambique e outras ongs, para conseguir alimentos e outros bens de primeira necessidade para os deslocados, utilizando para tal barcos e camiões e em breve o PAM espera que aviões e helicópteros estejam também disponíveis.

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FonteRFI
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