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A política identitária “não é nada mais do que o velho discurso racista”, diz escritor Jonuel Gonçalves

A política identitária não é nada mais do que o velho discurso racista de que “vai tudo bater na raça”, disse o economista e escritor angolano Jonuel Gonçalves.

Em conversa com a VOA sobre o seu novo livro “África no Mundo – Livre das Imposturas Identitárias”, Gonçalves afirma que “as noções de identidades aparecem no mundo de hoje como noções que não são das ciências sociais”.

“São noções ideológicas, justificativas para apresentar hoje quase sempre, … de forma erudita, de forma atual, o velho discurso racista (de que) vai tudo bater na raça”, acrecenta o analista angolano para quem essas definições “são tão estritas que definem as pessoas, os povos, os grupos de maneira tão ermética que sublinham aquilo que separa e diferencia os seres humanos quando a característica principal dos seres humanos são as afinidades entre nós”.

Jonuel Gonçalves faz notar que foi nos Estados Unidos que comecaram a surgir as noções de identidade investigadas por sociólogos considerados de esquerda.

“Hoje é a extrema direita que os utiliza e há mesmo partidos políticos de extrema direita na Europa que se chamam de frentes identitárias”, acrescenta Gonçalves, sublinhando que em muitos casos essa noção de identidade é usada por protecionistas económicos que dizem que “proteger as suas economias faz parte de proteger as identidades nacionais”.

As “imposturas identitárias vão assim do politico, ao cultural, ao social e ao económico”, afirma.

“Quanto mais ditatorial é o regime mais ele fala de identidade nacional para tentar amortecer uma série de choques e para tentar dizer que o Governo é um grande defensor da nação”, sublinha o escritor.

Jonuel Gonçalves destaca que, no que diz respeito a África, as políticas identitárias não são novas e nota o luso-tropicalismo do colonialismo português e em África a teoria da Negritude, inicialmente uma teoria “de resistência aos preconceitos que vinham da Europa que negavam mesmo uma história de África”.

“Mas depois transformou-se num instrumento de poder ou seja a homogeneidade das pessoas do ponto de vista racial e isto conduziu à justificação do partido único”, acrescenta.

En África, para além de existirem países como a África do Sul, que definem os negros como sendo africanos e sendo as outras raças definidas como brancos ou mestiços, há países que “começam a voltar-se para a definição das entidades étnicas”.

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FonteVOA
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