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Museu dos Reis do Kongo encerra para manutenção do acervo

O museu dos Reis do Kongo, localizado na cidade de Mbanza Kongo, capital da província do Zaire, vai, a partir desta quarta-feira (23), encerrar as portas aos visitantes para trabalhos de manutenção geral do acervo museológico.

O facto foi avançado esta terça-feira, à ANGOP, pelo responsável do museu dos Reis do Kongo, Luntadila Lunguana, tendo sublinhado que os trabalhos terão a duração de três dias, devendo o mesmo reabrir as portas na próxima segunda-feira, 28 de Setembro.

De acordo com a fonte, apesar de ser uma actividade de rotina dos museus, a manutenção surge na sequência do aparecimento no interior do edifício de alguns insectos não identificados, que já roeram duas peças museológicas desta instituição, designadamente um chapéu e um tapete que eram usados pelos soberanos do antigo Reino do Kongo.

“A partir de quarta-feira, o museu vai encerrar as portas para combatermos os insectos que estão a danificar o nosso acervo que retrata a vida e os hábitos dos soberanos do antigo Reino do Kongo”, reiterou, para quem serão usados insecticidas para combater a praga.

Questionado sobre o estado de conservação das 96 peças museológicas expostas no referido museu, agora reduzidas para 94 (menos duas peças), o responsável respondeu que as mesmas estão em perfeitas condições, assegurando que trabalhos de manutenção do acervo têm sido feitos regularmente.

Para a reposição das duas peças danificadas por insectos e fabricadas de ráfia (fibras têxteis de palmeiras), Luntadila Lunguana, informou que a instituição que dirige espera a recorrer à outros museus do país, com realce para o de Antropologia, em Luanda.

“No caso do tapete, podemos recorrer ao museu de Antropologia, através da direcção nacional dos museus para conseguirmos uma outra peça. Quanto ao chapéu, temos informações de que existem na localidade do Bembe, na província do Uíge, artesões que podem fazer esse tipo de chapéu, basta levarmos para lá a imagem da peça”, explicou.

As visitas de acesso ao museu dos Reis do Kongo, reduziram de forma significativa durante o primeiro semestre deste ano, devido as limitações impostas pela pandemia da covid-19.

Segundo a fonte, nos seis primeiros meses do ano em curso, perto de duas mil pessoas visitaram aquela instituição, contra cerca de seis mil vistas registadas no período homólogo de 2019.

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