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Junta militar do Mali apela CEDEAO a levantar as sanções

À margem das cerimónias hoje dos 60 anos da independência do Mali, o coronel Assimi Goïta, chefe da junta militar que derrubou há um mês o presidente Ibrahim Boubacar Keïta, apelou os estados-membros da CEDEAO a levantar as suas sanções e reiterou o seu apoio à presença das forças estrangeiras no país, no âmbito da luta contra os jihadistas.

Ao apelar à união em torno do Mali, o chefe da junta militar exortou os seus compatriotas a apoiar a presença das tropas estrangeiras, entre as quais as francesas que lutam contra os grupos armados que têm vindo a estender a sua presença no país, num contexto de crescente hostilidade de uma parte da população que as encara como forças de ocupação.

Noutro aspecto, o coronel Assimi Goïta também se dirigiu aos países vizinhos do Mali. “Cumprimos os princípios da CEDEAO, ou seja, a nomeação de um presidente civil e em seguida a designação de um Primeiro-ministro. Penso que nos próximos dias, a CEDEAO deve levantar todas as sanções para o bem da população maliana”, declarou hoje o chefe da junta militar referindo-se à nomeação ontem para o cargo de Presidente interino de Bah Ndaw, coronel na reforma e antigo ministro da defesa do presidente destituído.

Bah Ndaw, 70 anos que deve ser investido nas suas funções na próxima sexta-feira, fica com a responsabilidade de nomear o seu Primeiro-ministro, sendo que o colégio de cerca de 15 pessoas, entre as quais 7 militares, que o designou, também indigitou para o cargo de vice-presidente o próprio chefe da junta militar que fica com numerosas prerrogativas em matéria de segurança.

A CEDEAO que ainda não se pronunciou publicamente sobre estas escolhas, tinha vincado na semana passada que deviam ser nomeados um presidente e um primeiro-ministro civis, a única concessão consentida até ao momento tendo sido uma transição de 18 meses, como pretendia a junta militar, em vez dos 12 meses inicialmente exigidos pelos parceiros do Mali.

É neste contexto que deve chegar amanhã a Bamaco o mediador da CEDEAO, o antigo presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, um contexto de expectativa, com o país espartilhado nas sanções impostas há um mês pelos seus vizinhos que se traduzem pelo encerramento das suas fronteiras e a redução dos fluxos económicos à circulação de bens essenciais e medicamentos.

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FonteRFI
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