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Caso 900 milhões: UNITA e Associação Mãos Livres pedem maior abrangência nas acções de investigação aos gestores públicos

A UNITA e a Associação Mãos Livres encorajaram hoje o Executivo angolano a prosseguir o combate à corrupção, defendendo que o mesmo deve ser global e não selectivo.

O encorajamento surge na sequência da detenção, ontem terça-feira, 22, do empresário angolano Carlos São Vicente, por suspeita de crimes de peculato e branqueamento de capitais no seguimento do congelamento de uma conta na Suíça com 900 milhões de dólares suspeitos de serem de proveniência ilícita.

Ao Novo Jornal, o deputado da UNITA Raul Danda, considerou “selectivo e ineficaz” o combate à corrupção no País, pedindo maior abrangência nas acções de investigação aos gestores públicos.

“A luta contra a corrupção do Presidente João Lourenço não deve só tocar em algumas figuras, havendo muitas pessoas que devem ser investigadas”, disse Raul Danda, argumentando que existem muitas pessoas que desviaram fundos públicos que não estão a contas com a Procuradoria-Geral da República.

O também “primeiro-ministro do Governo Sombra” da UNITA, lamentou que até à presente data, o Executivo não tenha conseguido identificar as pessoas que têm o dinheiro ilícito depositado no exterior.

“Nos países onde a justiça funciona, as cadeias estariam repletas com governantes do MPLA que ao longo de muitos anos saquearam o País, deixando milhões de angolanos na miséria”,frisou, salientando que o caso Carlos São Vicente “é uma vergonha para o País e para o próprio partido no poder”.

O presidente da Associação Mãos Livres, Salvador dos Santos Freire, disse que com o empresário Carlos São Vicente, “não há negociação possível neste momento porque foi-lhe dado a possibilidade pelo Executivo, liderado pelo Presidente João Lourenço, no combate à corrupção e repatriamento de capitais e infelizmente não soube aproveitar a oportunidade”. “A todos os títulos penso que foi manifestamente uma afronta.

O cidadão Carlos São Vicente tentou a todo custo desafiar os angolanos e o seu Governo, pensando que nada iria acontecer”, disse. O também jurista referiu que o combate à corrupção e branqueamento de capitais “é uma luta de todos, logo, não pode haver aqueles que se acham mais espertos e inteligentes que a todo custo ludibriam ou tentam enganar o Executivo e os angolanos”.

Referiu que a PGR deve ser mais “dinâmica e actuante e fazer o trabalho de casa com mais profissionalismo e celeridade para se apanhar os que também, a seu tempo, devem ser hospedados em outras prisões porque o País”.

Recorda-se que o empresário angolano Carlos São Vicente está detido na cadeia de Viana, após ser ouvido, pela segunda vez, pela Direcção Nacional de Investigação Criminal e Acção Penal(DNIAP), por suspeita de crimes de peculato e branqueamento de capitais.

Em causa está uma investigação que envolve uma conta bancária de Carlos São Vicente congelada na Suíça, por suspeitas de lavagem de dinheiro com cerca de 900 milhões de dólares.

O momento da detenção O empresário e antigo presidente da Seguradora AAA, Carlos de São Vicente, deixou, na terça-feira, as instalações da PGR numa viatura celular depois de mais de sete horas a ser ouvido, pela segunda vez, tendo sido conduzido à cadeia de Viana para cumprir prisão preventiva como medida de coacção, confirmou ao Novo Jornal fonte da PGR.

Carlos de São Vicente foi constituído arguido no passado dia 15, quando foi ouvido pela primeira vez pela PGR, após ter sido conhecido o congelamento de uma das suas contas com 900 milhões de dólares na Suíça, por suspeita do Ministério Público helvético de se tratar de dinheiro proveniente de actividade criminosa.

Em Angola, o genro do antigo Presidente Agostinho Neto está acusado, entre outros crimes, de peculato e branqueamento de capitais. No momento em que subia para a viatura celular, segundo o Novo Jornal conseguiu presenciar, o empresária viu retirarem-lhe o cinto e o casaco, tendo pedido para não ser humilhado.

“Não me humilhem desta forma!”, dizia São Vicente para os guardas que o conduziam à viatura. Carlos de São Vicente subiu para a viatura celular cerca das 16:45, em direcção ao estabelecimento prisional de Viana para cumprir a medida de coacção de prisão preventiva, depois de ter dado entrada na PGR, para segunda audição, pelos procuradores da Direcção Nacional de Acção Penal (DNIAP), cerca das 09:00 de hoje, como o Novo Jornal constatou no local.

Na primeira audição na condição de arguido, o presidente da AAA Activos saiu sem quaisquer medidas de coacção, tendo isso gerado fortes críticas devido ao risco de destruição de provas num processo de grande complexidade como é este.

O empresário, no entanto viu serem-lhe apreendidos um conjunto alargado de bens, entre estes os edifícios das AAA, excepto os que se encontram sob gestão do Ministério da Justiça, as redes de hotéis IU e IKA, e ainda 49% da participação social da AAA Activos no Standard Bank Angola. A sua mulher, Irene Neto, viu igualmente as suas contas congeladas em Angola, no âmbito do mesmo processo.

 

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