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Angola garante que vai pagar dívida comercial mesmo com juros elevados

O secretário de Estado das Finanças de Angola garantiu hoje que o país vai honrar os compromissos financeiros com os credores comerciais apesar da forte subida dos juros, noticiou a Bloomberg.

O secretário de Estado das Finanças de Angola garantiu hoje que o país vai honrar os compromissos financeiros com os credores comerciais apesar da forte subida dos juros, noticiou a Bloomberg.

Angola está a tentar renegociar os empréstimos que usam o petróleo como garantia, mas reestruturar os Eurobonds iria “estrangular” o relacionamento com os bancos internacionais, explicou o responsável.

As conversações com os credores já resultaram num diferimento dos pagamentos no valor de 6 mil milhões de dólares, cerca de 5,1 mil milhões de euros, deste ano para 2023, dando tempo ao Governo para estabilizar a economia e esperar uma melhoria no impacto económico da pandemia de covid-19 e do abrandamento económico mundial enquanto tem o acesso aos mercados internacionais vedado devido às altas taxas de juro.

De acordo com o analista Mark Bohlund, da consultora REDD Intelligence, citado pela Bloomberg, Angola teria de pagar 3,4 mil milhões de dólares (2,9 mil milhões de euros) em 2021, principalmente a credores comerciais com sede no Reino Unido, segundo os dados do Banco Mundial.

“Pagar esta dívida será um desafio para Angola e é provável que seja um teste para as negociações mais substanciais de reestruturação da dívida ao setor privado nos países elegíveis para a Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI)”, apontou o analista.

A China e os bancos comerciais chineses detêm 45% da dívida externa de Angola, representando 22,4 mil milhões de dólares (19 mil milhões de euros) de acordo com os dados do banco central angolano reportados ao final do ano passado.

As negociações para a reestruturação da dívida comercial começaram muito antes da pandemia e estão bem avançadas, disse Osvaldo João, acrescentando que também decorrem negociações para a dívida bilateral, ao abrigo da DSSI do G20.

O Governo estima que o rácio da dívida pública face ao PIB suba de 113% em 2019 para 123% este ano devido à descida dos preços do petróleo e à depreciação da moeda, apontou o responsável.

“Estamos a procurar ter um volume de dívida que seja compatível com uma Angola sem petróleo”, o que tornaria a economia mais robusta e o país menos vulnerável aos choques petrolíferos”, disse Osvaldo João, admitindo que a forte dependência do setor petrolífero “deixa a economia mais vulnerável”.

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