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Covid-19: Governo admite usar testes rápidos, mas nunca como critério único

O Ministério da Saúde admitiu esta segunda-feira vir a usar testes rápidos de detecção de covid-19, que dão resultados em meia hora, mas nunca como critério único de avaliação, já que podem revelar “falsos negativos”.

A posição do Ministério da Saúde foi conhecida durante a conferência de imprensa da Direcção-Geral da Saúde (DGS) sobre a evolução da pandemia de covid-19, quando o secretário de estado da Saúde foi questionado sobre o anúncio da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) de oferecer meio milhão de análises para usar em lares e escolares.

António Lacerda Sales agradeceu a oferta dos testes que permitem conhecer os resultados num curto espaço de tempo – “entre 10 e 30 minutos” – mas alertou que podem revelar um “falso negativo” quando na realidade a pessoa está infectada.

“Tendo em conta esta alta probabilidade de testes negativos achamos que não deve constituir um critério único na avaliação”, defendeu António Lacerda Sales.

No entanto, reconheceu que estes testes podem ser “uma mais-valia” num “contexto de escassez de recursos, de evolução epidemiológica e de situações especificas”, tais como surtos em lares ou em escolas.

“Por princípio estes testes de antigénio têm também uma sensibilidade ligeiramente menor do que os testes convencionais que fazemos”, explicou, dando como exemplo situações em que o doente tem uma carga viral baixa e acaba por ter um “teste falsamente negativo”.

Para o Ministério da Saúde, esta diminuição de sensibilidade para eventuais testes falsos positivos acaba por ser “uma condicionante”.

O EXEMPLO DE OUTROS PAÍSES EUROPEUS
No actual contexto de Outono/Inverno, em que aumenta a necessidade de se realizarem testes por causa do início da época gripal, existem já vários países europeus a avaliar estas análises.

António Lacerda Sales lembrou alguns exemplos: na Bélgica são usados como diagnóstico, mas depois é feito outro teste para confirmar os negativos, em Itália, estão a ser utilizados no aeroporto para passageiros que vêm de países com alta transmissão e em Espanha está a decorrer um estudo piloto em hospitais de Madrid.

O secretário de Estado explicou que neste momento ainda existe “alguma incerteza e indefinição”, mas não descartou o seu uso futuro, até porque são “bons testes” para separar os positivos dos negativos, principalmente, quando se está perante os ‘super spreaders’ que têm uma alta carga viral.

Neste trabalho de escolher os testes antigénio a usar – porque há vários – devem ser seleccionados aqueles que têm “maior sensibilidade e especificidade”, seguindo as orientações das autoridades de saúde, defendeu.

Esta segunda-feira irá decorrer, precisamente, uma reunião entre a DGS, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), o Infarmed e outros peritos externos para definir uma estratégia relacionada com estes testes.

A coordenação da estratégia de testes é uma responsabilidade do INSA, em parceria com as autoridades regionais de saúde, Infarmed e DGS.

No mesmo sentido, caberá ao INSA definir “as situações em que devem ser usados testes rápidos e testes com resultados disponíveis em 24 horas”.

GOVERNO ESTÁ INTERESSADO NA PROPOSTA DA CRUZ VERMELHA E QUER CHEGAR A ACORDO
Francisco George, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, em entrevista à SIC Notícias, explicou o funcionamento destes testes rápidos e o que os distingue de outros testes que já existiam.

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