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Marcos fronteiriços geram confrontos entre forças militares angolanas e congolesas

Autoridades congolesas fazem ‘mea-culpa’ aos incidentes que têm ocorrido na zona fronteiriça e prometem trabalho conjunto para afastar cenários idênticos.

A inexistência de marcos fronteiriços ao longo da extensa fronteira entre Angola e a República Democrática do Congo (RDC) tem sido a principal causa dos confrontos entre as tropas dos dois países, soube o NJ de peritos em defesa e segurança.

Segundo um dos delegados da comitiva ministerial de Defesa e Segurança da RDC, o desconhecimento dos limites de cada país precisa de ser mais bem definido para a compreensão das autoridades de aguarda-fronteira.

“Muitas vezes, o soldado entra no território vizinho pensando que está no seu. Quando é interpelado, se não tiver calma, podem entrar em briga”, informou o dirigente congolês durante a reunião bilateral de Defesa e Segurança que Luanda acolheu esta semana.

O governador da Lunda-Norte (Ernesto Muangala), província que partilha uma fronteira de 770 quilómetros com a RDC, explicou que as situações de crispação e desentendimento entre as forças dos dois países têm sido frequentes, causando, às vezes, incidentes.

“Durante a guerra, alguns marcos foram destruídos, mas o importante aqui é a recolocação dos mesmos, porque os incidentes que surgiram foram por engano da parte das forças de defesa da RDC, em virtude de terem pensado que as nossas estivessem no território congolês”, esclareceu o governante.

Segundo Ernesto Muangala, a parte congolesa, sobretudo as autoridades de Kassai, reconheceu, apresentou desculpas ao Governo angolano e prometeu que acontecimentos do género já não ocorreriam.

Já o ministro do Interior, Eugénio Laborinho, adiantou que está prevista a reposição dos marcos fronteiriços, sem ter avançado datas, e que o grupo de especialista já está formado desde quarta-feira, 16, decisão saída da reunião de Luanda.

“Haverá um sacrifício muito grande, porque não é fácil. Vamos ter de trabalhar com alguns meios para fazer a localização e a reposição da demarcação, no âmbito dos acordos assinados”, prometeu o governante.

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