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FinCEN Files: Investigação revela como bancos facilitaram transferências de biliões para criminosos

Fuga de informação de mais de dois mil relatórios enviados por bancos ao Governo dos EUA apontam para transferências bancárias de 1,7 biliões de euros associados a esquemas de lavagem de dinheiro e corrupção, que financiavam guerras, cartéis de droga, crime organizado, tráfico humano e líderes corruptos.

Uma fuga de informação de mais de 2 mil relatórios enviados por vários bancos às autoridades norte-americanas entre 1999 e 2017 revela transferências bancárias de mais de dois biliões de dólares – cerca de 1.690 mil milhões de euros – associados a esquemas de lavagem de dinheiro e corrupção. Os relatórios foram enviados à FinCEN, a agência federal de combate a crimes financeiros que dá o nome à investigação.

A mesma foi coordenada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), foi desencadeada pela BuzzFeed News, que conseguiu obter o conjunto de relatórios e que decidiu partilhá-los. Parte destes documentos foram obtidos após o inquérito no Congresso dos EUA sobre uma alegada interferência da Rússia nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016.

Os bancos com mais relatórios incluídos são o Deutsche Bank (982), o Bank of New York Mellon (325), o Standard Chartered (232), o JP Morgan Chase (107) ou o Barclays (104). O dinheiro incluído nestas transferências, refere a BuzzFeed News, servia para financiar cartéis de droga, crime organizado e guerras, bem como líderes corruptos de vários países e tráfico humano.

Os documentos bancários foram partilhados com o governo norte-americano, mas escondidos do público, e a investigação revela que a administração de Trump tornou ainda mais difícil a responsabilização de executivos. Entre os principais alvos do FinCEN Files estão a empresária angolana Isabel dos Santos e Paul Manafort, chefe de campanha de Donald Trump nas presidenciais de 2016, assim como a empresa brasileira Odebrecht, parte central da investigação Lava Jato.

O nome da filha de José Eduardo dos Santos, antigo presidente de Angola, surge em dois relatórios sobre atividades suspeitas, ambos de 2013. O primeiro foi enviado à FinCEN por uma funcionária do departamento de compliance do JP Morgan Chase Bank, nos EUA, e mostra como este banco norte-americano ajudou Isabel dos Santos em tranferências associadas à sua família e ao Estado angolano, apesar de não ser sua cliente.

De acordo com o semanário Expresso, que é parte integrante do ICIJ, entre os movimentos suspeitos está uma transferência de 4 milhões de dólares feita pelo marido de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo, que está relacionada com o financiamento com dinheiros públicos da empresa pública de diamantes Sodiam, para a compra da joalharia De Grisogono, que abriu falência no início deste ano.

O segundo relatório, enviado pelo Standard Chartered à FinCEN, não menciona diretamente o nome de Isabel dos Santos mas a Unitel, empresa de telecomunicações angolana da qual é acionista e já foi presidente, numa transferência de 18,7 milhões de dólares para uma conta do BPI em Lisboa, em nome de uma empresa chamada Vidatel Limited.

Ainda de acordo com o Expresso, o maior valor de entradas e saídas de dinheiro de contas em Portugal encontrado na fuga de informação foi de 56 milhões de dólares em duas transferências saídas de uma conta do BES no offshore da Madeira. A estas somam-se transações entre 2014 e 2017 no valor de 44 milhões de euros por parte de várias instituições nacionais que serviam apenas como correspondentes de outros bancos.

HSBC permitiu transferência fraudulenta de milhões de dólares

O banco britânico HSBC permitiu que fossem transferidos milhões de dólares para todo o mundo de forma fraudulenta, mesmo depois de ter tomado conhecimento da fraude, de acordo com documentos secretos revelados, divulgou hoje a BBC.

A entidade bancária, a maior do Reino Unido, transferiu dinheiro através do seu negócio nos Estados Unidos para contas do HSBC em Hong Kong em 2013 e 2014, segundo informação de um ficheiro confidencial.

A BBC indicou também que os ficheiros agora revelados detalham qual foi o papel do banco numa fraude de investimento avaliada em 80 milhões de dólares (mais de 67 milhões de euros).

Os documentos mostram também que o golpe de investimento – conhecido como esquema Ponzi – começou pouco depois de o banco britânico ter sido sancionado com uma multa de 1.400 milhões de libras (1.900 milhões de dólares ou 1.600 milhões de euros) nos Estados Unidos por operações de branqueamento de dinheiro, altura em que se comprometeu a erradicar este tipo de práticas.

Com Lusa

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FonteSábado
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