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Turismo é sustentado por nacionais em cerca de 70 por cento

O turismo internacional em Angola tem sofrido uma retracção, quer em termos de solicitações, quer de receitas, segundo a revista do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (Prodesi), na sua primeira edição, sobre o “Estudo da Cadeia de Valor do Sector do Turismo em Angola”.

Segundo o relatório, a diminuição do turismo em Angola é especialmente visível desde 2013. Entretanto, admite que “esse factor é compensado pelo enorme potencial histórico doméstico”. Sustenta com os argumentos de que em termos de atracção de turistas, “Angola tem baseado esta actividade nos turistas domésticos (representam cerca de 70 por cento do mercado) ” que, para os empresários da área, esta situação “tem compensado de certa forma a ausência do turista internacional”.

Para o estudo feito e constante do primeiro volume da brochura disponibilizada pelo Ministério da Economia e Planeamento, a procura doméstica “representa um enorme potencial para o país”, pois, justifica-se, “no estado actual de pandemia, esta situação representa uma verdadeira mais-valia para Angola como forma de superar rapidamente as restrições impostas pela Covid-19”.

Para a análise observada no relatório, independentemente destes aspectos, Angola depara-se com algumas mais-valias e alguns constrangimentos, que tanto podem potenciar, quanto limitar os efeitos desta actividade. E sistematiza algumas, nomeadamente, “o peso do turismo doméstico e dos expatriados, que pode ainda ser fortemente potencializado”, “variedade de recursos naturais que podem atrair novos tipos de turistas mais virados para a aventura”, “existência de infra-estruturas hoteleiras distribuídas pelo país, com níveis de atendimento já bastante profissional em muitos casos” e como também “possui igualmente um grande potencial de desenvolvimento das praias” e de “actividades ligadas ao desporto e à aventura”, possuindo espécies raras de animais e plantas.

Oportunidades e resiliência

Numa reflexão, com o argumento “O turismo do pós-corona”, sustenta-se ser uma oportunidade dos empresários adoptarem uma nova cultura assente num modelo tecnológico, o que realça a importância de Angola se preparar para este salto. No entendimento do estudo feito, o nosso país, dada às limitações em termos de captação de turistas internacionais e de receitas, em 2018, representou apenas 14 por cento do total das receitas geradas pelo turismo em África”.

Recuando no tempo, o estudo remeteu-se a dados comparativos, alegando que “o peso do turismo no PIB angolano é muito reduzido, atingindo 11 por cento do PIB em 2014, o que representa o maior peso desde 1996. Entretanto, avança o estudo que “o peso do investimento privado e público no turismo é dos mais baixos se comparado com outros países africanos”.

Tanto é assim que a capacidade de alojamento turístico em Angola está concentrada essencialmente em três províncias, nomeadamente, Luanda, Benguela e Huíla. Por exemplo, concluiu-se que 61 por cento do total dos alojamentos situam-se em Luanda, 41 por cento em Benguela e 10 por cento na Huíla.

As hospedarias lideram com 89 por cento dos alojamentos, segue-se-lhes as pensões (32 por cento) e, por último, os hotéis (15 por cento). Estes, controlam 30.929 funcionários no total, dos quais 74 por cento em Luanda, 62 por cento em Benguela e 6 por cento na Huíla.

O relatório refere ainda que “dos cerca de 217,7 milhares de turistas que visitaram Angola em 2019, cerca de 27 por cento vieram de Portugal, aumentado assim o peso deste país no turismo em Angola. Por outro lado, verificou-se um aumento de turistas provenientes de França e uma redução da África do Sul”.

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FonteJA
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