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Emigrantes angolanos estão a passar mal em Portugal

Fala-se pouco da situação dramática em que se encontra boa parte dos emigrantes angolanos radicados em Portugal. Tal é a gravidade da situação que as famílias em Angola estão em cuidados para socorrer os seus entes queridos, que enfrentam imensas dificuldades de sobrevivência.

O cartão Visa, que antes permitia, um plafond até quatro mil euros, carregado em Luanda em kwanzas, a estudantes universitários independentes, doentes, residentes, pequenos comerciantes e turistas foi desactivado pelo BNA, e está neste momento ao serviço de um segmento de privilegiados, que de forma sistemática fazem o vai e vem entre Luanda e Lisboa, em processos de maximização de divisas, no mercado paralelo, entre o kwanza e o euro.

Para os estudantes não bolseiros, doentes, apoiados por esforço financeiro familiar está a ser penoso suportar a carga motivada pela supressão do cartão Visa, que servia essencialmente para substituir a complicada burocracia das morosas transferências bancárias entre os dois países. O único inconveniente na sua utilização tem a ver com as pesadas taxas cobradas pelo bancos.

Ao Governo, a opção seria estipular um outro mecanismo que permita às famílias atender as necessidades dos seus membros no exterior, num processo expedito e compensatório, em função do seu investimento em soluções existenciais, nos capítulos da educação e formação profissional.

Em Portugal onde a comunidade angolana cadastrada pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras não é superior a 25 mil pessoas falta uma política de cooperação com Angola, que permita aos seus nacionais um melhor tratamento nos domínios da inserção social, acesso aos programas de formação profissional, e ensino geral, saúde, visando a sua preparação para um regresso voluntário ao país de origem, no quadro das relações bilaterais de cooperação entre os dois Estados.

Afinal em Angola estão a laborar as grandes empresas portuguesas, que absorvem parte significativa das opções de investimento nos domínios da construção civil, banca, seguros, comércio, agricultura, indústria, saúde, que carecem de mão de obra especializada, que bem pode ser recrutada na comunidade angolana em Portugal, em conta peso e medida.

Há que deixar para trás complexos e incentivar o realismo nas acções, que favoreçam a operacionalidade e vantagens nas relações económicas entre Estados.

Os emigrantes angolanos no exterior necessitam da mão amiga dos Governos angolano e português para estruturarem as suas vidas, num processo visando o seu aproveitamento nas áreas mais diversas da vida económica nacional.

 

 

 

 

 

 

 

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