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Terceira revisão do FMI anima o Governo

O Ministério das Finanças anunciou, esta quinta-feira, que a terceira revisão do Programa de Financiamento Ampliado (EFF) do FMI facilitará o acesso do país a novos fundos, para fazer face à crise derivada da Covid-19.

Em nota, o Minfin considera-se satisfeito com a nova revisão, que culminou com a aprovação, quarta-feira, do aumento da assistência financeira para USD 4,5 mil milhões e o desembolso imediato de mil milhões de dólares.

A 07 de Dezembro de 2018, o conselho de administração do FMI aprovou o financiamento de 3,7 mil milhões de dólares, para Angola implementar reformas estruturais e garantir a estabilidade macroeconómica.

Com a aprovação do financiamento de 3,7 mil milhões, houve um desembolso imediato de 990,7 milhões de dólares, a segunda tranche de USD 248 milhões foi disponibilizada em 2019.

Conforme o departamento ministerial, o aumento destes fundos do FMI permitirá a Angola continuar com as reformas estruturais importantes, destinadas a melhorar o potencial crescimento económico do país.

“A decisão do FMI permite o desembolso imediato de USD 1 mil milhão para Angola, para além doutros montantes previstos até ao final do programa”, explica a nota.

Na reunião desta quarta-feira, o Conselho de Administração do FMI elogiou o governo Angolano pela eficaz resposta à crise.

Embora a economia angolana continue a enfrentar desafios significativos, o FMI observou que o compromisso contínuo do governo com uma postura fiscal conservadora, demonstrado pela adopção ao Orçamento Geral do Estado Revisto para 2020 e pela bem-sucedida reformulação do perfil do serviço da dívida com vários grandes credores, tem sido fundamental para limitar o impacto da crise actual.

O Conselho encorajou as autoridades angolanas a manterem as conquistas dificilmente alcançadas, através da contenção fiscal contínua, e congratulou-se com as medidas do Governo para diversificar a economia e alargar o potencial de receitas não petrolíferas do país.

Angola, país membro do FMI desde 1989, beneficiou do primeiro financiamento de USD 1,4 mil milhões desta instituição de Breton Wood em 2009, no âmbito do acordo “Stand By”.

O financiamento visou fazer face aos desequilíbrios da balança de pagamentos, por força da crise económica e financeira que se despoletou nos EUA, em 2008.

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FonteAngop
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