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Petróleo: Procura global vai diminuir mais depressa que o esperado em 2020

A procura por petróleo nas maiores economias mundiais vai diminuir significativamente mais depressa em 2020 que aquilo que era esperado pelos analistas devido à agressividade que a Covid-19 está a demonstrar nesta parte final do ano, e, em 2021, apesar de ser esperada uma recuperação, esta será mais lenta e complexa do que estava em perspectiva.

Esta conclusão consta de um relatório divulgado hoje pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), onde explica que a quebra na procura vai atingir os 9, 46 milhões de barris por dia em 2020, em comparação com os 9,06 milhões que estavam previstos.

Por detrás deste deslizar da procura em baixa está a crescente taxa de incidência das infecções pelo novo coronavírus em todo o mundo, naquilo que os especialistas apelidam de segunda vaga da Covid-19 desde que a doença foi conhecida em Dezembro de 2019, na China e que, devido aos generalizados confinamentos e à suspensão, em grande medida, da actividade económica planetária, provocou uma diminuição abrupta do consumo de crude e a sua consequente perda de valor nos mercados internacionais, tendo mesmo chegado aos 19 USD em Londres (Brent), referência para Angola, e aos históricos 40 USD negativos, no WTI de Nova Iorque, também em Abril, o por mês no sector.

Para a OPEP, segundo este seu último relatório, os “riscos permanecem elevados”, igualmente é estimada a continuação da sua perda de vigor e a esperança é colocada claramente no surgimento de uma cura, como, por exemplo, uma ou mais vacinas, e menos na diminuição da intensidade da infecção devido às medidas sociais profilácticas.

Por outro lado, em 2021, ano onde terá lugar, aponta o documento da OPEP, uma recuperação do consumo, este será, todavia, mais lento, chegando apenas aos 6.62 mbpd, menos 370 mil barris por dia que o anteriormente esperado.

As razões para esta recuperação em “câmara lenta” são as mesmas que levaram a uma perda na procura mais agressiva, o avanço da pandemia e a substituição de milhares de empregos “normais” por teletrabalho, entre outras causas, como a destemperada recuperação nos sectores das aviação e transporte marítimo comercias.

A semana começou mal

Os efeitos nefastos da pandemia da Covid-19 estão, de novo, a impor o ritmo dos mercados internacionais de petróleo, com o barril de Brent, o que interessa a Angola, a iniciar a semana em baixa, descendo mesmo das fasquia dos 40 USD, e nem mesmo a tempestade Sally, a segunda em menos de duas semanas, a abalar a produção dos EUA e do México, no Golfo do México, está a conseguir travar a diluição do valor da matéria-prima.

Esta nova entrada semanal em baixa, tanto em Londres, com o Brent, referência para as exportações angolanas, como no WTI de Nova Iorque, tem como razão de fundo, para além da progressão da 2ª vaga da pandemia em muitos países, a subsequente baixa da procura e o regresso esperado para os próximos dias da produção líbia, o grande produtor do Norte de África, que está há várias semanas com a produção suspensa devido ao conflito armado.

Mas é sem dúvida a menor procura, e as perspectivas nada optimistas para que a pandemia possa ser travada a fundo, com, por exemplo, uma vacina, que tarda a ser anunciada, gerando novo vigor nas grandes economias globais, que está a esmagar os preços do barril.

Hoje, perto das 15:40, o Brent, em Londres, estava a valer, para os contratos de Novembro, 39,65 USD, menos cerca de 0,40 % que no fecho de sexta-feira, que já foi um final de semana de sinal negativo para o mercado de crude, enquanto o WTI, à mesma hora, mas ainda para entregas em Outubro, estava a recuar 0,25%, para os 37, 24 USD face ao fecho da última sessão.

Alias, esta é a terceira semana consecutiva em que o barril de petróleo segue em baixa, tendo como pano de fundo mais denso a elevada taxa de novas infecções pelo novo coronavírus e o número de desemprego a subir em várias latitudes, desde logo na Europa e nos EUA, cujas economias se estão a ressentir do regresso em força da Covid-19.

E na Líbia, chegam notícias do regresso da produção, com cerca de um milhão de barris por dia a voltarem aos mercados, depois de um mês em que o general rebelde Khalifa Haftar, se comprometeu a levantar o bloqueio às instalações produtivas do país.

Esta é mais uma questão para debate entre os membros da OPEP+, organização que junta os Países Exportadores (OPEP),, que inclui Angola, e um grupo de 10 não-alinhados liderados pela Rússia, quando se reunirem no próximo dia 17, quinta-feira, via digital.

Em cima da mesa, os membros da OPEP+ vão ter a questão dos cortes à produção, actualmente nos 7,7 milhões de barris por dia (mbpd), quando este valor era de 9,7 mbpd até finais de Agosto, tendo forçosamente de ser analisada a questão do regresso da pandemia, os efeitos na procura e a eventual tomada de novas medidas para estancar as perdas em curso nos mercados.

Mas os analistas, segundo notam hoje as agências e os sites especializados, não estão à espera de novos cortes, o que pode ser considerado o melhor cenário para Angola, porque a produção nacional já está sob pressão do “cartel” devido ao incumprimento da quota acordada entre Julho e Agosto, tendo Luanda ficado de compensar com acrescidos cortes nos próximos meses.

A contrabalançar estas más novas, está apenas a tempestade Sally, que já está sobre o Golfo do México, onde se encontram mais de 150 plataformas das grandes multinacionais do sector, que estão a suspender a produção, por precaução, umas a seguir às outras, como, alias, fizeram há cerca de um mês, por razões semelhantes, devido ao furacão Laura.

No entanto, a “Sally” não está a gerar o mesmo tipo de reacção nos mercados que a “Laura gerou, como seria normal, porque a Covid-19 é vista como uma ameaça ainda maior do lado da pressão sobre a procura.

Os mercados vão, todavia, aguardar com alguma tensão os resultados da reunião de quinta-feira da OPEP+.

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FonteNJ
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