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O amanhecer da era pós-Petróleo

Por volta de 2025, o mundo estará em meio a uma transição de energia fundamental — tanto em termos de tipos de combustível como de fontes produtoras. A produção de hidrocarbonetos líquidos por países que não são membros da OPEP (por exemplo, líquidos derivados de gás natural, petróleo cru e não convencionais, como areias de piche) não serão capazes de responder à demanda.

Os níveis de produção de muitos produtores tradicionais de energia Iêmen, Noruega, Omã, Colômbia, Reino Unido, Indonésia, Argentina, Síria, Egito, Peru, Tunísia — já estão declinando. O nível de produção de outros — México, Brunei, Malásia, China, Índia, Catar — achataram.

O número de países capazes de expandir significativamente a produção irá diminuir. As projeções indicam que apenas seis países — Arábia Saudita, Irã, Kuait, os Emirados Árabes Unidos, Iraque (em potencial) e a Rússia — responderão por 39% da produção mundial de petróleo em 2025. Os maiores produtores estarão localizados no Oriente Médio, onde estão localizados cerca de dois terços das reservas mundiais.

A produção da OPEP em países do Golfo Pérsico deve crescer cerca de 43% entre 2003-2025. A Arábia Saudita irá responder por quase metade de toda a produção do Golfo, uma quantidade maior do que a esperada pela África e a região do Cáspio combinadas.

Uma consequência parcial dessa crescente concentração tem sido o maior controle dos recursos de gás e petróleo por empresas petrolíferas nacionais. Quando o Clube de Roma 31 fez sua famosa projeção sobre o aumento da escassez de energia, as “Sete Irmãs” ainda tinham grande influência sobre os mercados globais de petróleo e sua produção 32.

Orientadas pelos accionistas, elas respondiam a sinais de preços para explorar, investir e promover tecnologias necessárias para aumentar a produção.

Em contraste, as empresas petrolíferas nacionais têm fortes incentivos económicos e políticos para limitar o investimento a fim de prolongar o horizonte de produção. Manter o petróleo no solo fornece recursos para as gerações futuras nos países petrolíferos que limitaram suas opções econômicas.

O número e a distribuição geográfica de produtores de petróleo irão diminuir concomitantemente com outra transição energética: a migração para o uso de combustíveis limpos.

O combustível mais valorizado no curto prazo será o gás natural. Por volta de 2025, o consumo de gás natural deve crescer cerca de 60%, de acordo com projeções do Departamento de Energia dos EUA e da Agência de Informação de Energia. Embora os depósitos de gás natural não sejam necessariamente localizados junto aos de petróleo, eles são altamente concentrados.

Três países — Rússia, Irã e Catar detêm mais de 57% das reservas mundiais de gás natural. Considerando petróleo e gás natural juntos, dois países — Rússia e Irã — emergem como os principais. Contudo, a América do Norte (EUA, Canadá e México) deve produzir uma proporção considerável — 18% — da produção mundial total por volta de 2025.

“Populações Tue envelhecem; cada vez mais restrições de energia, alimentos e água; e preocupações com a mudança climática devem colorir o Tue continuará a ser uma era de prosperidade sem precedentes na História.”

Apesar do uso do gás natural tender a crescer firmemente em termos absolutos, o carvão pode ser uma outra fonte de energia, cujo uso cresce mais rapidamente, embora seja a “mais suja”. Preços elevados de petróleo e de gás natural podem valorizar fontes de energia baratas, abundantes e próximas dos mercados.

Três dos maiores consumidores de energia, que também são os que crescem mais rapidamente — EUA, China e Índia —, e a Rússia possuem as quatro maiores reservas de carvão do mundo, as quais representam 67% do total global conhecido.

Uma produção incrementada de carvão poderia estender o uso da energia não renovável baseada em sistemas de carbono por um ou até mesmo dois séculos.

A China ainda seria muito dependente de carvão em 2025, e Pequim deverá estar sofrendo forte pressão internacional para usar tecnologia limpa na sua queima. A China está superando os EUA em termos de emissão de carbono, apesar do seu PIB bem menor.

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