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Marselha derrotou Paris Saint-Germain em jogo com cinco expulsões

Após 10 anos sem vencer no Parque dos Príncipes, o Marselha derrotou no domingo 13 de Setembro o Paris Saint-Germain por 0-1 com o único tento do encontro a ser apontado pelo avançado francês Florian Thauvin.

Desde a temporada 1984/1985 que o Paris Saint-Germain não tinha um início de temporada tão complicado: dois jogos, duas derrotas frente ao Lens e ao Marselha.

No passado 10 de Setembro os Parisienses perderam por 1-0 na deslocação ao terreno do Lens, um início perturbado com a ausência de sete jogadores devido à Covid-19: Neymar, Kylian Mbappé, Mauro Icardi, Ángel Di María, Leandro Paredes, Keylor Navas e Marquinhos.

Três dias depois, decorria então o Clássico do futebol francês entre o Paris Saint-Germain e o Marselha.

No Parque dos Príncipes, e com os regressos no onze inicial de Neymar e de Ángel Di María, os parisienses dominaram os minutos iniciais com remates perigosos mas que não acabaram por entrar na baliza marselhesa.

O pior aconteceu ao minuto 31 quando o PSG sofreu um golo inesperado do Marselha que até esse momento esteve em posição defensiva. Após um livre de Dimitri Payet, o avançado francês conseguiu chegar a bola e rematar para o fundo da baliza do guarda-redes espanhol Sergio Rico.

No intervalo os marselheses venciam por 0-1 no reduto do campeão francês, o Paris Saint-Germain.

A segunda parte acabou por ser dominada completamente pelos parisienses que até chegaram ao golo, no entanto o tento de Ángel Di María não foi validado por causa de um fora de jogo.

O Marselha apenas conseguiu ter uma oportunidade que acabou com um tento que não foi validado ao avançado argentino Darío Benedetto por fora-de-jogo.

No fim do encontro houve várias faltas que acabaram com agressões e expulsões. Neymar, Paredes e Kurzawa do lado do PSG e Jordan Amavi e Darío Benedetto do lado do Marselha foram expulsos.

O resultado, esse, acabou por fixar-se em 0-1 para os Marselheses.

O Marselha ocupa agora o 5° lugar com 6 pontos enquanto o Paris Saint-Germain está no 18° lugar e ainda não pontuou.

De referir que o PSG e o Marselha vão realizar os seus jogos em atraso da primeira jornada durante a semana. Os parisienses recebem na quarta-feira 16 de Setembro o Metz, enquanto os marselheses acolhem o Saint-Étienne na quinta-feira 17 de Setembro.

André Villas-Boas satisfeito com o triunfo

Na conferência de imprensa, o treinador português André Villas-Boas mostrou-se satisfeito com a vitória perante o actual campeão de França, o PSG: «Dar os parabéns aos jogadores. Foram incríveis. O primeiro golo tranquilizou-nos. Foi um jogo incrível e um grande triunfo. Tenho um grande prazer em vencer. Também marcámos um segundo jogo que foi mal anulado. O jogo teria sido mais tranquilo. Não esperávamos ver o Di María e o Neymar neste nível. Pensávamos que o desgaste seria enorme na primeira parte mas na segunda parte conseguiram também um jogo de grande nível. Estou muito feliz. Havia uma era antes do Qatar e depois do Qatar. Os qataris puseram mais de mil milhões para vencer, e durante dez anos foi o que conseguiram perante a nossa equipa. No entanto o grande objectivo do Qatar é vencer a Liga dos Campeões e ainda não conseguiram», acrescentou o treinador luso.

Sobre os supostos insultos racistas de Álvaro González contra Neymar, André Villas-Boas afirmou novamente que esses tipos de comportamento não deve existir no futebol, lembrando que não se apercebeu de nada: «Não há lugar no futebol para o racismo e acho que não há. Houve também uma cuspidela de Di María num dos nossos jogadores, Álvaro González. Neymar fez uma falta no Álvaro González e seria o segundo amarelo. O árbitro quis ser diplomático mas tudo acabou por ficar muito nervoso e houve essa confusão no fim. Com a expulsão de Neymar e com o segundo golo validado, seria um triunfo mais tranquilo», admitiu o técnico de 42 anos.

André Villas-Boas não esqueceu de abordar as picardias que ocorreram entre jogadores mas também entre treinadores: «Thomas Tuchel (ndr: treinador do PSG) disse-me para ir jogar ao totoloto e eu disse lhe que também podia jogar após o jogo frente à Atalanta (triunfo por 1-2 na Liga dos Campeões com um tento em cima do último minuto)», concluiu.

Thomas Tuchel gostou do jogo da sua equipa

Thomas Tuchel, o técnico alemão do PSG, não ficou satisfeito com o resultado mas gostou da atitude da sua equipa: «Podemos perder um jogo, sim, mas para mim dominámos completamente o encontro. Tivemos na frente em todos os níveis. O resultado não o podemos controlar. A situação dos três últimos minutos, não gostei, porque as consequências vão ir muito além deste jogo (ndr: três jogadores expulsos). Estou feliz, vi um grande jogo da nossa parte. Foi bom em termos colectivos. Fiquei muito satisfeito com o jogo de Neymar e de Di María, e também com Alessandro Florenzi que chegou há pouco tempo. Para ganhar e treinar, eles tinham de jogar. Admito que não estava à espera que fizessem um jogo deste nível», afirmou o técnico que não quis muito entrar na polémica do racismo: «Neymar disse-me que o Álvaro González o insultou, mas não ouvi», concluiu.

O brasileiro Neymar, que foi expulso, acusa o defesa espanhol Álvaro Gonzalez, do Marselha, de insultos racistas.
(© REUTERS – GONZALO FUENTES)

Insultos racistas no Parque dos Príncipes?

Neymar foi expulso mas durante todo o encontro virou-se várias vezes para os árbitros a dizer que era alvo de racismo da parte do defesa espanhol do Marselha, Álvaro González.

No fim do encontro, que o PSG perdeu por 0-1 frente aos marselheses, Neymar acabou por abrir o livro na rede social ‘Twitter’: «Único arrependimento que tenho é por não ter dado na cara desse babaca». Esta primeira mensagem foi seguida de uma segunda que explica melhor o que aconteceu dentro das quatro linhas: «VAR pegar a minha “agressão” é mole … agora eu quero ver pegar a imagem do racista me chamando de “MONO HIJO DE PUTA” (macaco filha da puta)… isso eu quero ver! E aí? CARRETILHA vc me pune.. CASCUDO sou expulso… e eles? E aí ?», concluiu o avançado brasileiro da equipa parisiense.

Álvaro González, jogador do Marselha, já reagiu no ‘Twitter’, considerando que tudo não passa de mau perder: «Não há lugar para racismo. Tenho uma carreira limpa, com muitos companheiros e amigos no dia a dia. Às vezes é preciso aprender a perder e assumi-lo em campo. Três pontos Incríveis. Allez OM. Obrigado família», escreveu o defesa espanhol.

Nos próximos dias uma investigação poderá ser aberta pela Liga Francesa de futebol no que diz respeito a este assunto.

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