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Zona portuária de Beirute de novo em chamas

Um mês após as explosões no porto de Beirute, que a 4 de Agosto destruíram parte considerável do centro da capital, os libaneses acordaram nesta quinta-feira, 10 de Setembro, com a visão infernal de um novo incêndio na zona portuária, que cobriu o céu de negro.

Um incêndio atingiu de novo a zona portuária, desta vez num armazém de borrachas e óleos, libertando colunas de fumo, que podiam ser vistas a vários quilómetros de distância, reminiscentes das cenas apocalípticas do dia 4 de Agosto deste ano.

Este incêndio não causou mortos ou feridos, mas as autoridades libanesas já informaram, que a inalação dos gases emitidos poderá ser altamente prejudicial para a saúde e aconselharam os residentes na capital a permanecer em casa, ou longe do centro de Beirute até à extinção do incêndio.

De momento, não há causas apuradas, mas a imprensa local foi informada de que havia trabalhos de reparação dentro do porto, que terão causado o incêndio.

Militares e forças de segurança libanesas trataram evacuar o porto e espaços circundantes e equipas de bombeiros prontificaram-se a combater os fogos, com o auxílio de três helicópteros da Força Aérea Libanesa.

Entretanto, na noite desta quinta-feira, 10 de Setembro, o Presidente Michel Aoun reúne-se de emergência com o Conselho de Defesa Nacional, para discutir os incêndios e apurar responsabilidades.

Enquanto decorre esta sessão de urgência, sabe-se já que o fogo chegou a um armazém que contém comida e donativos para as vítimas das explosões de 4 de Agosto.

O incêndio continua, mas de acordo com as autoridades locais, estará sob controlo por parte dos bombeiros.

Este incêndio não só relembra os residentes de Beirute do fatídico dia da explosão no porto, mas os episódios decorrentes, nomeadamente a descoberta de mais de quatro toneladas de nitrato de amónio no porto, há uma semana atrás e um outro incêndio ocorrido no porto esta terça feira,8 de Agosto, alegadamente causado pela queima de pneus e de lixo organizada pelo exército nacional.

Esta sucessão de eventos traumáticos e uma desconfiança crescente na sua classe política, continuam a empurrar o povo libanês para novos patamares de medo e desespero nacional.

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FonteRFI
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