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Mali: Militares propõem Governo de transição por dois anos com PR civil ou militar

Os peritos nomeados pelos militares no poder no Mali propuseram um Governo de transição por dois anos, liderado por um Presidente “civil ou militar” nomeado pela junta, numa reunião em Bamako.

Este Presidente será “uma personalidade civil ou militar”, de acordo com a proposta de “carta de transição” apresentada hoje pelos peritos na reunião e à qual a agência de notícias francesa AFP teve acesso. Os participantes no grupo de “consulta nacional” devem agora discutir o texto.

Estas propostas vão contra as expectativas de uma grande parte da comunidade internacional, nomeadamente dos vizinhos do Mali que integram a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

A CEDEAO impôs um embargo ao comércio e às transacções financeiros do Mali e deu um prazo à junta, até terça-feira, para nomear um presidente e um primeiro-ministro de transição, que devem ser civis, defendendo que a transição não deve exceder um ano.

O documento apresentado às centenas de oficiais do exército, partidos e organizações da sociedade civil reunidos sexta-feira (11.09) em Bamako propõe a criação de organismos de transição, incluindo um Governo com um primeiro-ministro, que seria um civil, mas que seria nomeado pelo Presidente. Seria criado um órgão legislativo, chefiado por um oficial militar.

Militares no Mali propõem Governo de transição por dois anos com Presidente “civil ou militar”
(DR)

Viragem histórica

Esta quinta-feira (09.09), primeiro de três dias de um diálogo nacional, o líder da junta militar que gere o Mali, o coronel Assimi Goita, pediu que os partidos políticos utilizem a “oportunidade” criada pelo encontro que reúne líderes militares, partidos políticos e grupos da sociedade civil.

“Estamos num importante ponto de viragem na nossa história. Devemos pôr as nossas diferenças de lado e aproveitar esta oportunidade”, afirmou Goita, na abertura do encontro, em Bamako, citado pela agência France-Presse.

Segundo o líder da junta militar, o encontro, que começou na quinta-feira (10.09) e se prolonga até sábado (12.09), pretende lançar “as bases para as reformas políticas e institucionais necessárias para reconstruir” o Mali, assim como delinear “a arquitectura” da transição, de modo a levar novamente civis ao poder.

Em 18 de Agosto, um golpe organizado por militares derrubou o então Presidente, Ibrahim Boubacar Keita (IBK), tendo a liderança do país sido assumida por uma junta militar, que se autodesignou Comité Nacional para a Salvação do Povo.

Liderança militar é “bem-recebida”

Desde o início, os militares prometeram devolver as ordens aos civis no final de um período de transição a ser determinado.

No entanto, e passado quase um mês desde aquele que foi o quarto golpe de Estado no Mali desde a sua independência, em 1960, o processo de transição continua com algumas dificuldades em avançar.

Por um lado, a presença dos militares à frente do país é bem-recebida por alguns malianos, que vêm, exasperados, o país a afundar-se sob os efeitos do combate aos grupos ‘jihadistas’, da violência intercomunitária, da estagnação económica e um Estado com fraca presença.

Uma das ausências mais notadas no primeiro dia do encontro foi a da antiga rebelião Coordenação dos Movimentos Azawad (CMA), dominada por tuaregues, que decidiu boicotar o encontro.

A CMA, que consiste numa aliança de antigos grupos armados tuaregues e nacionalistas árabes que combateram as forças malianas no norte do país entre 2012 e 2015, decidiu não participar, afirmou o seu porta-voz, Almou Ag Mohamed, à AFP.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que exige o regresso dos civis após um período máximo de 12 meses, deu aos militares até 15 de Setembro para nomear um Presidente e um primeiro-ministro civis para a transição.

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