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Moçambique: Amnistia Internacional acusa forças armadas de atrocidades

A ONG de defesa de direitos humanos Amnistia Internacional, analisou cinco vídeos e três fotografias, que provam a violação de direitos humanos, como tortura, decapitações, mutilações e transporte para valas comuns de alegados detidos insurgentes, atrocidades praticadas por elementos do exército e da polícia em Cabo Delgado, o que o governo nega.

Em comunicado datado de 9 de Setembro, intitulado “Moçambique: Tortura por forças de segurança em vídeos arrepiantes tem que ser investigada”, a Amnistia Internacional insta o governo moçambicano a instruir uma investigação rápida, independente e imparcial sobre tortura e outras violações graves de direitos humanos cometidas pelas Forças de Defesa e Segurança em Cabo Delgado, no norte de Moçambique.

A Amnistia Internacional analisou cinco vídeos e três fotografias, que mostram tentativas de decapitação, tortura, mutilações e outros maus-tratos de insurgentes detidos e alegados combatentes da oposição, com possíveis execuções extra-judiciais e o transporte de um grande número de cadáveres para valas comuns, por homens com fardas do exército e da Unidade de Intervenção Rápida, falando português e shangane – língua falada no sul de Moçambique – e fazendo referências a Mocimboa da Praia.

Após a análise pelo Crisis Evidence Lab da Amnistia Internacional, o grupo de análise urgente de provas desta ong, não é possível determinar com precisão a localização geográfica das imagens, mas estas teriam sido recolhidas em Cabo Delgado, no primeiro semestre de 2020.

Estas informações são confirmadas por David Matsinhe, investigador moçambicano na Amnistia Internacional, na África do Sul, que já foi detido em Cabo Delgado e sofreu ameaças, idênticas às proferidas nos vídeos, pede que o governo se nega o envolvimento das forças de segurança nestas atrocidades, autorize a entrada em Cabo Delgado de investigadores independentes e imparciais.

Nas últimas semanas, tem-se registado um aumento da violência no norte de Moçambique, onde combatentes de um grupo conhecido localmente por Al-Shabaab, atacam membros das forças de segurança e moradores.

“Os vídeos e fotos horríveis que analisámos, são evidências das graves violações de direitos humanos e da violência chocante que tem ocorrido em Cabo Delgado, longe dos holofotes internacionais…este comportamento revela um total desprezo pelos princípios fundamentais da humanidade. Os abusos atribuídos ao grupo conhecido como Al-Shabaab não podem de forma alguma justificar mais violações de direitos pelas forças de segurança em Moçambique” alerta o director para a África Oriental e África Austral da Amnistia Internacional, Deprose Muchena.

Desde Outubro de 2017, quando começaram os ataques em Cabo Delgado, a violência armada já provocou mais de mil mortos e mais de 250.000 deslocados, segundo as Nações Unidas.

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