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Covid-19: Manifestações de alegria nos mercados de Luanda

A satisfação pelo alargamento dos dias de venda esteve ontem visível no rosto dos comerciantes nos mercados e praças percorridos pela reportagem do Jornal de Angola.

No distrito urbano do Hoji-ya-Henda, o mercado dos Kwanzas abriu com poucos vendedores. Nas duas entradas foi notável a colocação de baldes com água e sabão e, no interior, alguns vendedores mantinham o distanciamento entre as bancadas de venda enquanto uns poucos tenham, demonstrado, ainda, algum desrespeito e ignorância pelas medidas de biossegurança agora em vigor.

O Jornal de Angola constatou, por exemplo, momentos em que vários vendedores baixavam as máscaras, ajustando-as queixo abaixo para conversas entre si e compradores. A coordenadora do mercado, Umbolina Querinda, sempre atenta aos movimentos naquele recinto, garantiu que continuarão a ser feitas sensibilizações para o cumprimento das regras de distanciamento social dentro do mercado, entre vendedores e compradores.

A responsável disse que, todos os dias é feita a limpeza do mercado de manhã, antes de abrir, e depois do encerramento. Quanto à desinfestação do local, Umbolina Querinda explicou que é feita à segunda-feira, com a ajuda da Administração Distrital do Hoji-ya-Henda, que disponibiliza um carro de fumigação.

Maior confusão foi vista na parte exterior do mercado. A venda desordenada de artigos diversos era notável nas paredes, chão e passeios, largos e triângulos daquela zona do Cazenga. Com máscaras abaixo da boca, muitos vendedores, de pé, sentados, abraçados, encostados, conversavam alegremente. Na rua Porto Moniz, Cazenga, muitas pessoas permaneciam juntas. Pela multidão de pessoas e constantes desrespeitos às normas de biossegurança contra a pandemia parecia que nada mudou.

Agitação no São Paulo e Kicolo

O mercado do São Paulo, distrito urbano do Sambizanga, com sete portões, todos com baldes com água e sabão à entrada, também abriu com poucos vendedores. A confusão um pouco no átrio do mercado e fora saltou à vista, vislumbrando-se pessoas a venderem no chão, sem distanciamento.
O mercado do São Paulo tem 2.552 lugares, dos quais apenas cerca de mil são ocupados actualmente.

O administrador adjunto, José Mussoque, garantiu que é feita a desinfestação do local, além das limpezas com a colaboração dos vendedores. Feliz por poder vender em cinco dias, Luísa Roberto, de 29 anos, vendedora do mercado do São Paulo, lamenta apenas as poucas horas de venda, porque afirma que é a partir da hora do fecho, às 15 horas, que aparecem mais compradores.

“Durante a fase anterior do Estado de Calamidade, com apenas três dias, o negócio era fraco e não conseguíamos levar comida para as crianças”, disse a mais velha Juliana Malungo, 52 anos, vendedora do mercado do Kicolo. A anciã, consciente da obrigatoriedade das medidas, afirmou que não há outro remédio senão cuidar-se para evitar consequências incapazes de suportar.

Pedro Alonso, de 30 anos, vendedor que sobrevive de pequenos biscates no referido mercado recebeu com agrado a medida de alargamento dos dias de venda. “Não conseguia arranjar trabalho com os poucos dias que estavam estipulados até ontem”, desabafou. Segundo o chefe do património do mercado do Kikolo, que estava fechado nesta quarta-feira, grupos de sensibilização circulam no local para informar e alertar aos clientes, vendedores e outros para os cuidados a seguir.

Israel Kacut, funcionário administrativo do mercado, explicou que o mercado possui água canalizada, o que facilita a higienização do espaço e pessoas que lá acorrem. Para evitar o aglomerado, como é costume, há um espaçamento de uma barraca entre os vendedores. Estes estão por grupos, vendendo em dias alternados.

Muitas vendedoras ambulantes, vulgo “zungueiras” com os filhos às costas, saíram à rua eufóricas com a boa nova de mais dias. É o caso da jovem Deolinda Uluka, 24 anos de idade, franzina, andar lento, visivelmente cansada, disse ao Jornal de Angola que gostou da medida porque vai vender mais produtos e obter lucros.

Paragens com cenário diferente

Até pelo menos, às 15 horas de ontem muitas paragens de táxi e de transportes colectivos de passageiros estavam praticamente vazias, sem aquelas longas filas de pessoas à espera. Nas paragens que a reportagem avistou, desde a Mutamba, passando pelo Sambizanga, Cacuaco, Cazenga até à Samba.

As poucas pessoas que esperavam o transporte mantinham a distância de um a dois, na fila. Os passageiros nas paragens da Avenida Ho- chi-Minh, cumpriam com o distanciamento, assim como na Alameda Manuel Van-Dúnem, Avenida 21 de Janeiro e estrada da Samba.

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