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“Não posso fazer declarações”, diz São Vicente sobre bloqueio de conta

Empresário recorre a «segredo de justiça» para fundamentar, em declarações ao Novo Jornal, a opção pelo silêncio em relação à polémica em que está envolvido. Reguladora de seguros em Angola revela desconhecimento a respeito da transferência da avultada quantia.

O empresário angolano Carlos de São Vicente, ex-presidente da AAA Seguros, diz-se indisponível a tecer declarações sobre o congelamento, por suspeita de lavagem de dinheiro, de 900 milhões de dólares de uma das suas contas bancárias na Suíça.

“Neste momento, não posso fazer declarações, porque o processo está em curso e há que respeitar o segredo de justiça e o sigilo bancário”, respondeu, via email, ao Novo Jornal, o empresário, mostrando-se descontente com o facto de muitos órgãos terrem preterido de tentar o contraditório.

Em causa estão, sobretudo, os 900 milhões de dólares depositados no banco suíço SYZ a favor do presidente da seguradora AAA Seguros, uma conhecida empresa de direito angolano dissolvida, entretanto, neste ano, que era detida maioritariamente (90%) pelo empresário, mas que contava com 10% das acções pertencentes à estatal Sonangol.

O caso, ligado a suposto branqueamento de capitais, que envolve Carlos Vicente, marido da ex-deputada Irene Neto, filha do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, foi publicamente divulgada através do blog Gotham City, que cita um acórdão do Tribunal de Justiça do Cantão de Genebra, datado de 9 de Julho, sobre a recusa de um recurso apresentado por Carlos São Vicente para a libertação da sua conta congelada pelo Ministério Público suíço.

Como fundamento do bloqueio das contas do empresário angolano, os juízes suíços exigiram esclarecimentos sobre a legalidade dos valores encontrados nas suas contas.

ARSEG afasta intervenção nas transferências

A Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) descarta qualquer acção nas transferências monetárias às resseguradoras contratadas no estrangeiro pela AAA Seguros, a quem atribui exclusividade nesse processo, juntamente com a intervenção da empresa petrolífera Sonangol e o Banco Nacional de Angola (BNA).

Segundo o administrador da ARSEG, Jardel Duarte, contactado pelo NJ, “a exclusividade de tratar da área do resseguro, nomeadamente do co-seguro, competia às AAA e à Sonangol, com base num decreto”.

“Em 2016, foi exarado um novo decreto, que retirava à AAA Seguros a liderança do co-seguro e esta passou para a ENSA [Empresa Nacional de Seguros de Angola]”, afirmou o administrador da ARSEG, acrescentando que “era isso que ocorria a nível do processo do resseguro, que funcionava na altura”.

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FonteNJ
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