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Fazendeiros defendem energia subsidiada pelo Estado

Os grandes, médios e pequenos fazendeiros defenderam a necessidade de o Estado subsidiar parte dos combustíveis, sobretudo a energia, devido aos enormes encargos de produção.

O Governo havia aprovado uma medida de subvencionar aos combustíveis para os produtores, mas o plano estagnou, alegando-se falta de condições financeiras para desagravar os preços do gasóleo a todos.
Para que os projectos não desacelerem, o Ministério da Energia e Águas (Minea) planificou a montagem de mini-hídricas em várias partes do país, onde existem um aglomerado de projectos agrícolas, como na Quibala (Cuanza-Sul).

Nesta região do país, está a ser montada uma subestação que interligará as linhas de transporte de energia da barragem de Laúca, de 10 megawats, de carácter provisória, devido à urgência em se electrificar as fazendas, com vista a minorar os gastos dos proprietários e empoderar mais o consumidor final, enquanto decorrem os trâmites da construção da subestação definitiva projectada para 20 megawatts. Alguns agricultores contactados pelo Jornal de Angola afirmaram que tem sido um sacrilégio para se manter a produção intacta, adicionado o facto de as estradas não estarem em condições. As quatro grandes fazendas contactadas pelo JA (Santo António, Aldeia Nova, Cambau e Agrikuvango) consomem, mensalmente, em gasóleo, cerca de 50 milhões de kwanzas, o que perfaz para custos anuais em mais de 580 milhões de kwanzas.

O administrador da fazenda Santo António (Quibala) e fábrica de produção de arroz em Camacupa (Bié), José Alexandre, disse que são gastos em combustíveis para os projectos enunciados 414,19 milhões de kwanzas/ano, à razão de 3,06 milhões de gasóleo, aplicado para a produção de milho, soja, suínos, bovinos, indústria de ração e fuba.

A fazenda Santo António, criada em 2006, na Quibala, Cuanza-Sul, produz cereais, carne bovina e suína e possui uma unidade de transformação alimentar. No local, são produzidos anualmente 21.360 toneladas em bovino, suíno, milho e soja. No total, o projecto agro-industrial tem 500 trabalhadores. Na mesma senda estão os projectos agro-industriais do empresário Carlos Cunha, que anunciou estar a gastar, mensalmente, 30 mil litros em combustível (gasóleo), o que totalizam 4,050 milhões de kwanzas. Os projectos que existem há 16 e 14 anos, respectivamente, são explorados numa área de nove mil hectares.

A fazenda Cambau, situada na aldeia homónima, a 70 quilómetros da vila de Calulo, município do Libolo, produz os citrinos numa área de 60 hectares, com 36 mil plantas que dão autonomia para o consumo interno e o excedente. A fazenda cobre uma área de 245 hectares destinada só a frutas, sendo uma zona “ virgem” , sem necessidade do uso de fertilizantes, onde é praticada agricultura mecanizada com rega à gota, cuja fonte de água cobre uma superfície (barragem) de 2.5 quilómetros quadrados.

No projecto Aldeia Nova, localizado no município da Cela (Cuanza-Sul), com os níveis de produção de 22.000 toneladas de diversos produtos agrícolas, são aplicados em gasóleo 60 mil litros/mês (8,1 milhões de kwanzas).
De Janeiro a Julho deste ano, o projecto agro-industrial, criado em 2011 e com 950 trabalhadores, gastou 421.492 litros em gasóleo, o que perfaz 56, 9 milhões de kwanzas. Na zona são explorados 10.000 hectares, que compreende a 8 mil toneladas de milho, 5 mil de soja, 1000 de sorgo, 5 mil de feno e 3 mil de selagem. Em Malanje, na comuna do Camabaxi, regedoria de Tuika, existe um projecto agrícola criado em 1985, numa área de 1.000 hectares. É pertença do empresário José João Rafael, que diz ter enormes encargos mensais à volta de 5 mil litros em gasóleo (675 mil kwanzas). Na Kizenga (Cacuso), a Nutrimutolo explora uma área de 873 hectares com uma produção de 50 toneladas de mandioca, 60 de milho e 22 de feijão. Para manter intacta a producao, o responsável António Fernandes revelou que são gastos 1.200 litros (162 mil kwanzas) de gasóleo por semana. Na Huíla, o Agrikuvango gasta em gasóleo 13 mil litros, o que representa 1,755 milhões de kwanzas, segundo Geovani Caetano.

O projecto agro-industrial “Agrikuvango”, lançado em Março de 2017 nas margens do Rio Cuvango, está instalado numa área de cinco mil hectares e tem como principal objectivo a produção, processamento industrial e comercialização de milho, trigo e arroz.
Com a chegada de 12 novos pivôs de irrigação este mês, a fazenda Agrikuvango, instalada há três anos no município de Cuvango, província da Huíla, passará a ter uma capacidade de produção anual de 21 mil toneladas de milho, contra as duas mil e 700 actuais.

A AGRO AGZ, Agropecuária e gestão de terras agrícolas, que possui fazendas na Quiminha (Icolo e Bengo) e Calumbo (Luanda) consome, aproximadamente, 420 litros mensais, uma despesa de 56.700 kwanzas/mês.

Neste momento, o projecto que está envolvido na produção de moringa, abacate, limão tahati e gestão de terras, numa extensão de mais de 100 mil árvores, está a ser reestruturado e direccionado igualmente para o Cuanza-Sul, na zona do Cawa, município do Amboim.

A fazenda Sincotrel, criada em 2005, em Samba Cajú (Cuanza-Norte), sector de Pambos de Sonhe, numa área de três mil hectares, este ano pretende trabalhar para 60 hectares, repartidos em feijão manteiga, feijão preto, maracujá, milho branco e amarelo. Em média mensal, gasta-se à volta de 243 mil kwanzas de gasóleo na compra de 1.800 litros, para trabalhos de lavoura e geradores. Fruto dos investimentos, hoje, o projecto já tem 120 cabeças de gado bovino, contra os 35 que detinha, inicialmente, em 2007, a fazer fé nas informações prestadas pelo responsável Marcos Graça.

No Zaire encontra-se, desde 2014, numa zona de 34 hectares, a fazenda agropecuária Mário Mavakala, que pretende alargar os investimentos a Ambriz (Bengo), onde possui uma área de 50 hectares, para a criação de porcos. Ao todo, gastam 3 mil litros de gasóleo, segundo Pedro Diabanza. Na província do Bié existe, além de outros projectos agrícolas, o “Vinevala”, que consome 600 litros de gasóleo por dia, perfazendo uma média de três mil litros por mês. Nas cinco zonas de exploração, o projecto tem uma extensão de dois mil hectares, com uma produção anual que varia entre 30 a 35 mil toneladas, com realce para a produção de 12 mil toneladas de batata rena e duas mil de milho e 70 mil de feijão.

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