- Publicidade-
Smooth Jazz Rádio Calema
Inicio Crónicas e Artigos Dentro do sector transformador que indústrias apoiar? Que critérios de escolha? (1ª...

Dentro do sector transformador que indústrias apoiar? Que critérios de escolha? (1ª parte)

Quantos Planos ou Programas de Industrialização/Reindustrialização já foram elaborados em Angola?

Muitos, entre autónomos e integrados em perspectivas mais alargadas.

Quais os resultados, a despeito do muito dinheiro aplicado? Resta apurar, mas tenho para mim, muito poucos (porque é que entre nós a aversão às avaliações é endémica?

Em vez de se apreciar as suas efectivas performances, elabora-se um novo documento). Alguns indicadores apontam, de facto, para o insucesso de todos os programas de industrialização, na medida em que o peso do VAB da indústria transformadora no PIB nunca foi além, em média anual, de 4%, a participação do emprego industrial no total dos volumes de emprego (agricultura familiar incluída), na melhor das hipóteses, não suplanta, em média anual, 2%, a produtividade média aparente do trabalho industrial não chega a 68.000 USD por trabalhador e por ano (nem vale a pena colocá-la em comparação com a da África do Sul, cerca de sete vezes mais) e os ganhos de produtividade têm sido mínimos, numa análise de longa duração, 2002-2018.

De que modo se perderam os investimentos públicos e os privados? Porquê? Será que apesar de apelidados de investimentos privados, a sua cobertura foi pública, pelo OGE, não incomodando que se não avaliem os resultados?

Na era João Lourenço estão em execução, no total, 12 programas/planos/estratégias de política económica. Sendo, na sua essência, mais listas de intenções e acções, as quais, como disse atrás, de reduzida eficácia sobre a realidade e especialmente sem avaliações intermédias e finais, necessárias para se retirarem lições.

Aparentemente a atitude negativa contra as avaliações está a desaparecer, sendo de relevar alguns exercícios presentemente em curso de efectivação. Mas a mania dos planos, essa continua, sendo a mais recente um novo Plano de Industrialização de Angola – Industrialização de Angola 2022, na sua essencialidade, uma repescagem de planos anteriores – até com razão, porque, na verdade, pouco se transformou – apresentando-se, repetidamente acções e medidas, acompanhadas de queixas contra o e solicitação do Governo comparando com os anteriores planos de industrialização, está lá tudo o que está nos anteriores.

Por outro lado, não é possível transformar a indústria transformadora e industrializar o País em 2 anos. Um plano de transformação estrutural da manufactura tem de ter um horizonte temporal de pelo menos 20 anos: tecnologia, inovação, investigação & desenvolvimento, novas fontes de matérias-primas, capital humano, novas profissões, competitividade das importações e das exportações, bom ambiente de negócios e assim sucessivamente. Se os contextos estiverem despoluídos de burocracia, corrupção, tráfico de influências, a indústria acontece por si própria.

Os planos, ao seleccionarem actividades para onde dirigir os investimentos privados, provocam distorções, no consumo e na produção, reduzindo o bem-estar nacional (no final do dia, o que está em causa é a permanente escassez de recursos que aconselha aplicá-los com critério e custo de oportunidade).

 

- Publicidade -
- Publicidade -

Paulo de Carvalho: Professores devem ser avaliados anualmente

Uma língua é um património social, não dependendo de caprichos de ninguém a sua alteração. Concorda com essa afirmação, que, aliás, é uma das...
- Publicidade -

TC confirma auditoria à gestão do BPC

O Tribunal de Contas (TC) admitiu, este sábado, a realização de auditoria à gestão do Banco de Poupança e Crédito (BPC), mas negou que...

MPLA “afina” máquina para próximos desafios eleitorais

O MPLA está a apostar na melhoria da sua máquina organizativa e no aperfeiçoamento da capacidade de mobilização, para enfrentar e vencer os desafios...

Caso 900 milhões: Irene Neto com contas congeladas e bens apreendidos em Angola

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou hoje ao Novo Jornal que as contas de Irene Neto, filha do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto,...

Notícias relacionadas

Paulo de Carvalho: Professores devem ser avaliados anualmente

Uma língua é um património social, não dependendo de caprichos de ninguém a sua alteração. Concorda com essa afirmação, que, aliás, é uma das...

TC confirma auditoria à gestão do BPC

O Tribunal de Contas (TC) admitiu, este sábado, a realização de auditoria à gestão do Banco de Poupança e Crédito (BPC), mas negou que...

MPLA “afina” máquina para próximos desafios eleitorais

O MPLA está a apostar na melhoria da sua máquina organizativa e no aperfeiçoamento da capacidade de mobilização, para enfrentar e vencer os desafios...

Caso 900 milhões: Irene Neto com contas congeladas e bens apreendidos em Angola

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou hoje ao Novo Jornal que as contas de Irene Neto, filha do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto,...

Cidadão mata amigo após desentendimento

Uma briga entre amigos resultou na morte, com bloco de construção civil, de um adolescente de 17 anos de idade, praticado por outro já...
- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.