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Guiné-Conacri: oposição convoca novos protestos contra terceiro mandato de Condé

Movimento pró-constitucional anuncia mobilização contra terceiro mandato de Alpha Condé, candidato nas presidenciais de 18 de Outubro. Partido do Presidente argumenta que revisão na Constituição permitiria nova eleição.

Na Guiné-Conacri, a Frente Nacional para a Defesa da Constituição (FNDC) – uma aliança de partidos, sindicatos e membros da sociedade civil – anunciou novas manifestações contra um terceiro mandato do Presidente Alpha Condé, de 82 anos. A FNDC, no entanto, ainda não definiu as datas dos protestos.

O anúncio de novas manifestações é uma reacção imediata à confirmação de uma nova candidatura do Presidente pela Assembleia do Povo da Guiné-Conacri (RPG, na sigla em francês) nas eleições presidenciais do dia 18 de Outubro.

Uma nova candidatura do actual chefe de Estado guineense à corrida presidencial é considerada “escandalosa e geradora de conflitos” pela oposição. O movimento que tem manifestantes com camisas vermelhas como marca registada sobreviveu à intensa repressão em protestos que registaram dezenas de mortos desde Outubro de 2019.

“Está claro agora, até para os mais cépticos, que o senhor Alpha Conde – que afirma ter lutado durante décadas pela democracia na Guiné – não é nada mais do que a maior desilusão na história política do nosso país”, declarou a FNDC.

Condé fez aprovar este ano uma Constituição renovada que, segundo os opositores, foi elaborada para permitir-lhe concorrer novamente na votação marcada para 18 de Outubro. A declaração da RPG na segunda-feira (31.08) terminou meses de especulação sobre a candidatura ao terceiro mandato.

Alpha Condé concorrerá ao terceiro mandato presidencial.
(© Getty Images / C. Binani)

“Manobra Infantil”
Segundo a constituição da Guiné-Conacri, os presidentes só podem cumprir dois mandatos. Mas, conforme analistas políticos, a nova constituição poderia redefinir o contador de mandatos presidenciais e permitir a Conde concorrer uma terceira vez.

Alpha Condé preferiu não tecer quaisquer declarações sobre a sua candidatura. Para o líder da União das Forças Democráticas da Guiné (UDRG, na sigla em francês), Amadou Bah Oury, o silêncio do Presidente visa ganhar mais tempo para tentar enganar a oposição.

Para Bah Oury, trata-se de uma “manobra infantil” para não ferir sensibilidades e fazer as pessoas acreditarem que ele não vai ser candidato. “É para atrapalhar o jogo político dos adversários, um esforço para economizar tempo e preparar adequadamente a apresentação de sua candidatura”, avalia.

Os candidatos têm até a próxima terça-feira (08.09) para formalizarem as suas pretensões de concorrer ao pleito.

Amadou Bah Oury.
(© DW)

“Está ligado ao povo”
O primeiro secretário parlamentar da RPG e porta-voz do partido, Domani Doré, está convicto que Condé será candidato a um terceiro mandato. Para Doré, ao aceitar a candidatura, Condé concretiza o que sempre disse: “Que faria o que o povo lhe pedisse para fazer”.

“Isto é a prova de quanto ele está ligado ao espírito do seu povo, do seu partido e de quanto respeita o partido que apoia a sua candidatura. Não se pode deixar de apoiar os alicerces da democracia. Sim, o ambiente legal dá-lhe o direito de ser candidato, na sequência de um referendo constitucional”, diz.

Conde é uma antiga figura da oposição que foi presa sob regimes anteriores na Guiné. Tornou-se o primeiro presidente democraticamente eleito do país em 2010. Cinco anos mais tarde, ele venceu novamente as eleições sob críticas de ter se tornado cada vez mais autoritário.

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