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Covid-19: Angola com mais 49 infectados e dois óbitos

O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, anunciou esta quarta-feira, na habitual conferência de imprensa de actualização de dados sobre a Covid-19 no País, que foram registados mais 49 casos positivos e duas mortes nas últimas 24 horas. Há ainda registar 31 recuperados.

Os infectados, 31 do sexo masculino e 18 do sexo feminino, têm idades entre os oito e os 74 anos.

Os 49 casos foram diagnosticados em Luanda (47) e Cabinda (2).

O secretário de Estado anunciou que a partir desta quinta-feira, serão testados agentes da Polícia Nacional, numa amostra de dez mil pessoas. Para a semana está a prevista a testagem de taxistas.

Franco Mufinda informou também que Angola ultrapassou já a barreira dos 100 mil testes realizados.

Com os 49 novos testes positivos das últimas 24 horas, o País soma 2.015 casos, dos quais 92 óbitos, 698 recuperados e 1.225 activos, cinco deles em estado crítico.

O vírus, o que é e o que fazer, sintomas

Estes vírus pertencem a uma família viral específica, a Coronaviridae, conhecida desde os anos de 1960, e afecta tanto humanos como animais, tendo sido responsável por duas pandemias de elevada gravidade, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), transmitida de dromedários para humanos, e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), transmitida de felinos para humanos, com início na China.

Inicialmente, esta doença era apenas transmitida de animais para humanos mas, com os vários surtos, alguns de pequena escala, este quadro evoluiu para um em que a transmissão ocorre de humano para humano, o que faz deste vírus muito mais perigoso, sendo um espirro, gotas de saliva, por mais minúsculas que sejam, ou tosse de indivíduos infectados o suficiente para uma contaminação.

Os sintomas associados a esta doença passam por febres altas, dificuldades em respirar, tosse, dores de garganta, o que faz deste quadro muito similar ao de uma gripe comum, podendo, no entanto, evoluir para formas graves de pneumonia e, nalguns casos, letais, especialmente em idosos, pessoas com o sistema imunitário fragilizado, doentes crónicos, etc.

O período de incubação médio é de 14 dias e durante o qual o vírus, ao contrário do que sucedeu com os outros surtos, tem a capacidade de transmissão durante a incubação, quando os indivíduos não apresentam sintomas, logo de mais complexo controlo.

A melhor forma de evitar este vírus, segundo os especialistas é não frequentar áreas de risco com muitas pessoas, não ir para espaços fechados e sem ventilação, usar máscara sanitária, lavar com frequência as mãos com desinfectante adequado, ou sabão, cobrir a boca e o nariz quando espirrar ou tossir, evitar o contacto com pessoas suspeitas de estarem infectadas.

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