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Dívida milionária pode ‘enterrar’ Progresso do Sambizanga

O Novo Jornal apurou de fontes próximas que a direcção-cessante do Progresso, sob comando de Paixão Júnior, já não tem “fôlego” financeiro para dar continuidade ao projecto sambila, existente há mais de 40 anos.

Com uma dívida acumulada de mais de 600 milhões Kz, o histórico Progresso Associação do Sambizanga (PAS), com 45 anos de existência, pode estar em vias de desaparecimento do desporto nacional, uma vez o clube comandado por Paixão Júnior, antigo PCA do Banco de Poupança e Crédito (BPC), ainda não encontrar patrocinadores para dar seguimento ao projecto desportivo, apurou o Novo Jornal de fontes da agremiação.

Com uma dívida acumulada de mais de 600 milhões Kz, o histórico Progresso Associação do Sambizanga (PAS), com 45 anos de existência, pode estar em vias de desaparecimento do desporto nacional, uma vez o clube comandado por Paixão Júnior, antigo PCA do Banco de Poupança e Crédito (BPC), ainda não encontrar patrocinadores para dar seguimento ao projecto desportivo, apurou o Novo Jornal de fontes da agremiação.

Do valor acima referenciado, a fonte revelou que fazem parte salários em atraso da equipa técnica, jogadores, alugueres, fornecedores, hotéis e demais funcionários.

O dirigente Manuel Dias dos Santos «Quito», em entrevista ao NJ, lembrou que, nos últimos anos, o Progresso tem sobrevivido graças aos amigos de Paixão Júnior e de outras pessoas que têm sido solidárias com o clube.

“É público que o clube há muito perdeu os seus patrocinadores, entre eles a Cimangola, bem como o Hipermercado Kero, sendo que este último tinha cessado o contrato nos anos 2014 e 2015. Diferente de outras formações, é bom que as pessoas saibam que, nos últimos anos, o PAS tem sobrevivido graças aos amigos do Dr. Paixão Júnior”, lembrou Quito a este semanário.

Para o responsável, da actual conjuntura económica e financeira que as instituições nacionais estão a viver, o Progresso não fica de fora.

“Também somos vítimas da crise. Por exemplo, para disputarmos uma época do Campeonato Nacional de Futebol, precisamos de ter nas contas do clube, no mínimo dos mínimos, 250 milhões Kz. Já devem calcular que só das contribuições dos sócios, embora não sejam todos incumpridores quanto ao pagamento das suas quotas, é impossível sobrevivermos. Caso a situação não se reverter, o nosso futuro é incerto no exercício da prática desportiva”.

O vice-presidente-cessante sustenta que “o futebol não produz e, nos últimos anos, a direcção tem feito alguns trabalhos de marketing, mas, infelizmente, a figura dos sócios em Angola deve ser repensada”.

Devido à crise que afecta os sambilas, o NJ apurou que este facto tem feito que o PAS não consiga contratar jogadores de grande qualidade, em função das exigências dos mesmos.

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