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“Penso ter cumprido a minha missão com sucesso” – Embaixador Luís José de Almeida, na sua última entrevista

O embaixador Luís José de Almeida, nacionalista angolano que dedicou a sua juventude às causas do País, faleceu na quarta-feira, 12, aos 87 anos. O Novo Jornal partilha, na íntegra, aquela que foi a última entrevista do também jornalista que criou, em 1975, na Rádio Deusche Welle (Voz d”Alemanha), a Secção de Língua Portuguesa para os países africanos de língua oficial portuguesa.

Em que contexto o senhor é convidado pelo Presidente Agostinho Neto para ir como embaixador de Angola em França?

Fui encarregue para uma missão em França, que foi a seguinte: Um certo dia, o Presidente Neto chamou-me lá na biblioteca. Eu trabalhava para a informação, e ele disse-me: “Prepara-te, vai ter com a tua mulher, que vocês vão voltar a sair”. Perguntei-lhe: “Tantos anos fora, acabámos de chegar em 1975, temos de voltar a sair de novo?

Ele respondeu-me: “Preciso de ti lá fora e não aqui”. Depois voltou a dizer-me: “Amanhã aparece na biblioteca. Vamos falar mais a sério sobre a tua missão”. No dia seguinte, fui para lá, e Neto disse-me: “Bom, a tua missão é a seguinte: Temos de rebentar com o «colete-de-forças» que os nossos amigos soviéticos querem impor-nos, de modo que vais abrir Angola para o Ocidente.

Temos de mostrar que somos independentes, e quaisquer que sejam as amizades, os bons amigos devem ser independentes e não devem ser amarrados um ao outro”. Ele afirmou que eu iria em satisfação ao MPLA, embora uns não quisessem, na altura, uma aproximação com o Ocidente, mas que eu viajaria com uma promessa:

“Todos os teus contactos, todos os teus passos, não escrevas nada, telefona-me. Vou dar-te o meu número do quarto. Quando houver qualquer coisa nova, telefona-me. E assim que as relações com os franceses melhorarem, teremos de ir abrir a Alemanha”.

Em que ano ocorreu?

Isso foi em 1977. Fui abrir a embaixada em França. Com a Alemanha, a coisa foi mais difícil, porque havia cá a República Democrática Alemã (RDA). A malta tinha medo da RDA, por isso não queria relações com a República Federal Alemã (RFA).

Neto também queria que fosse abrir a Alemanha Ocidental? Sim, sim. Eu tinha sido o representante do MPLA na Alemanha Ocidental, de modo que, nesta ocasião, levei o então Presidente Neto para lá três vezes.

Muita malta esquece o papel que a RFA teve para nós e para a nossa luta. Em que sentido, senhor embaixador?

Tínhamos bolsas de estudo cedidas por um organismo com que a Alemanha tinha relações. Já tínhamos problemas com a polícia alemã, através da União dos Estudantes Alemães, através de USPD, de forma que os primeiros angolanos, com destaque para as senhoras Ruth Neto, Luísa Gaspar, Rita, mais sete moças e a falecida Lili foram para a Alemanha estudar.

Fizemos de tudo, para que, depois de França, a Alemanha fosse um país do qual teríamos boas relações.

Chegou a ser jornalista da Rádio Deustche Welle (Voz da Alemanha) na década de 60?

Afirmativo. Ingressei nos quadros da Rádio Deustche Welle em 1968 e, em Janeiro de 1975, criei, em Colónia, Alemanha, a Secção de Língua Portuguesa para os PALOP.

Fui também encarregue por Neto para reactivar os comités de acção do MPLA na RFA.

Neto sentia a necessidade de se libertar do controlo soviético e mostrar abertura ao Ocidente?

Afirmativo! Ele foi claro e disse-me: “A tua missão é a abertura ao Ocidente, mas, quando tiveres os teus contactos, telefona-me e não escrevas, porque sabes que, a nível do nosso Bureau Político, há muita gente que não está de acordo com esta abertura que estamos a fazer, de modo que me telefonas, dou-te o número do telefone do meu quarto”.

E como chega a França, sendo que Angola tinha mais abertura com a Rússia, Cuba, dois países comunistas?

Com a França, a coisa fica mais simples, uma vez que os franceses queriam jogar papel importante em África. Já tinham as suas colónias. Já tinham noção do que era Angola, por causa do petróleo. A Total já estava cá, mas a ELF Aquitaine ainda não. Assim, normalizámos as relações com os franceses.

Fui assinar o acordo de estabelecimento das relações (com a RFA) em Bruxelas, em 1978, isso com um embaixador pela parte alemã e eu, pela parte angolana.

Em que consistia esse acordo?

Era para a normalização das relações, pois não tínhamos relações com a Alemanha Federal. Os alemães ocidentais acusavam-nos de que tínhamos demasiadas relações com a RDA. Assinei o acordo, mas havia uma cláusula sobre Berlim, segundo a qual tínhamos que assumir que aquela capital fazia parte da Alemanha Federal. Assinei-o.

Qual foi a reacção das autoridades da RDA?

Eles protestaram. Neto perguntou-me o que tinha feito com a situação da cláusula de Berlim, e eu respondi-lhe que não tinha como fazer, a única coisa que z foi assinar. Eles não aceitavam reconhecer que Berlim não fizesse parte da Alemanha Federal. Neto disse-me de seguida: “Continua e, como próxima missão, vais à Inglaterra falar com Margaret Thatcher, porque os ingleses falam muito bem com os americanos.

Vamos ver se eles nos ajudam a normalizar as relações com os Estados Unidos da América”.

Já tínhamos relações com a Inglaterra na altura?

Sim, já tínhamos um encarregado de negócios. Deles cá ou nosso lá? Deles cá. Ainda não tínhamos um representante. Normalizámos as relações, e isso fez muito barulho junto de alguns países, nomeadamente os socialistas. Haviam-lhes concedido apenas cinco minutos com Margaret Thatcher, mas acabaram por ter uma hora de audiência. (Risos).

Os ingleses não gostavam muito de Margaret Thatcher. Saí daí bastante impressionado pela senhora. Era ela quem servia o café para nós.

Quando vinham os tipos tocar a campainha, ela levantava-se para abrir a porta e continuávamos a falar. De seguida, disse-me: “Ainda hoje mesmo parto para os EUA, vou falar com os americanos e apresentar-lhes o vosso desejo de estreitar relações”.

Neste encontro com Margaret Thatcher, participou também o então ministro Paulo Jorge?

Sim. Paulo Jorge era o ministro das Relações Exteriores. Um mês depois, recebemos o aval da América, em que o encarregado para os negócios estrangeiros questionava se podia ir a Londres para conversar connosco.

A primeira-ministra britânica declarou-me que os americanos estão satisfeitos que Angola quisesse falar com os americanos. Eles pensavam que os russos não nos deixavam estabelecer contactos com o Ocidente. Nesta altura, Jimmy Carter era o Presidente dos Estados Unidos… Sim.

O Carter era o Presidente norte-americano. Nestas movimentações por Bruxelas, Paris, Londres, Bona (…), os russos não caram em alerta? Eu já tinha recebido orientações do camarada Iko Carreira (então ministro da Defesa) e de Neto: “Luís vê se falas com os franceses, para nos venderem material de guerra, sobretudo helicópteros, porque os helicópteros russos que temos, quando começam a trabalhar, fazem um barulho e já o inimigo está à espera”.

Depois disto, falei com o Ministério da Defesa da República de França, e daí começámos a comprar helicópteros daquele país. Foi nesta altura que negociou a compra de helicópteros e navios de guerra? Foram inicialmente três, dois Puma e um Alouette. Mais tarde, conseguimos navios franceses de guerra, para a nossa costa.

Falámos com o Presidente François Mitterrand, que era uma raposa. Ele de dia recebia-me e à noite recebia os discípulos da UNITA. Soube disso através do seu filho, Jean Christophe, que me tinha alertado: “Olha, vou fazer-te uma revelação, mas, faz favor, tenta ver outros amigos de fora para ver se acabamos com este namoro da UNITA”.

Os russos ficaram a saber destas movimentações e compras? Como eles reagiram?

Ficaram a saber e apanharam-me de ponta (Risos). Quando terminei a missão em Paris, em 1988, tínhamos pedido, primeiro, a adesão aos soviéticos, mas nada. Mais tarde, fui mandado para a Etiópia.

Na altura, os africanos já estavam a dizer que os angolanos se tinham virado às costas para África e que só estabeleciam relações com os ocidentais. Fui abrir a Embaixada na Etiópia, onde havia uma comissão económica das Nações Unidas. Estive lá durante quatro anos e tive de normalizar as relações com Marrocos, que era um bastião da UNITA.

Voltando a França, Miterrand tinha uma visão muito própria em relação a África, muito mais de intervenção, de exercer inuência e marcar presença nos ditos países francófonos?

Sim, mas Miterrand era socialista, tanto ou quanto anticomunista e pensava que nós, em Angola, éramos dominados pelos soviéticos.

Para ele, podiam-se manter boas relações, mas distantes, pois várias vezes tive de ir ao Palácio para falar. Ele disse-me muito bem: “Vocês não podem estar só com os socialistas”. E eu argumentei que queríamos ter boas relações, por isso é que estava ali para falar com ele.

E depois disso, eu disse-lhe: “Senhor Presidente, temos informações de que nos recebe de dia e à noite recebe a UNITA”. Ele deu uma grande gargalhada e perguntou-me: “Quem foi que lhe contou esta aldrabice”?

Eu respondi-lhe: “Estou a dizer-lhe. É o que se diz. Queríamos que as nossas relações fossem mais claras possíveis e não só sermos amigos de dia e à noite estarmos a digladiarmos”. Mas fui, z o meu trabalho a partir de Paris. Tinha relações com os Estados Unidos da América, até que estabelecemos os primeiros contactos oficiais.

E já naquela altura, como embaixador, Paris era o centro da estratégica diplomática de Angola na Europa?

Eu fui encarregue, a partir de Paris, de estabelecer a ponte para a normalização das relações, mas esta partiu da Bélgica. O então embaixador deste país foi encarregue pelo Governo alemão de estabelecer relações comigo. Por outro lado, o contacto foi mais fácil, porque a SWAPO pediu para eu intervir junto do Governo alemão neste processo das relações entre a SWAPO e a Alemanha Ocidental.

Fiz isso, de modo que, depois, Sam Nujoma foi convidado, esteve lá e normalizaram as relações. Tinha orientações de Neto e, a partir de Paris, fazia toda a movimentação política e diplomática para as outras capitais europeias? E tinha de a fazer e informar ao Presidente Neto por telefone. Tinha depois de informar ao Bureau Político do MPLA.

Como é que os franceses reagiram à morte de Neto?

Neto foi uma grande pessoa, uma grande personalidade. Mas tinha uma outra faceta. Não deixava inuenciar-se, de maneira que se pensou que a morte de Neto seria uma hecatombe em Angola. Mas repito: como é que os franceses reagiram à morte de Neto? Eles apresentaram as condolências e eu continuei com o Presidente José Eduardo dos Santos. Um presidente jovem, de apenas 37 anos, chega ao poder em Angola…

Exactamente. Depois, z os meus corredores, de modo a obter o convite, para que o Presidente José Eduardo dos Santos fosse visitar França e foi para lá três vezes. Como foi a primeira recepção de José Eduardo dos Santos por Miterrand no início da década de 80? Foi boa. Miterrand era muito frio, quando estivesse a falar, olhava para a esposa, depois olhava para o seu conselheiro, e José Eduardo não falava (risos).

O primeiro encontro foi um pouco fraco. José Eduardo não falava, não se soltava. Nesta primeira visita que diz ter sido “fraca”, já havia um objectivo, uma estratégia?

José Eduardo dos Santos queria relançar a cooperação entre os dois países?

Não. Eu é que estava lá a empurrar o comboio. Foi uma visita mais de cortesia. Os franceses já tinham áreas bem denidas para investir, por exemplo no sector petrolífero? Haviam de introduzir a Elf. A Elf veio, depois apareceu a Slumberger. Houve uma grande abertura, porque França sabia a força de Angola.

Os outros países, incluindo a Costa do Marm, estavam com ciúmes e diziam que, se França se virasse para Angola, certamente se iriam virar também para Moçambique e nós seríamos postos de lado.

Para além desta primeira visita, houve mais duas? Eu é que provoquei a segunda. Teve um grande impacto, visto que fui levar José Eduardo a Colombey les – Deux – Églises, onde está sepultado o general Charlles de Gaulle, que foi um grande nacionalista, um grande estadista, entre outras coisas. Fomos, na altura, render-lhe homenagem.

Como é que este gesto foi acolhido pelos políticos, diplomatas e mediáticos franceses?

Foi muito bem aceite, inclusive o Governo francês pôs um helicóptero à nossa disposição. Foi muito bom, porque eles diziam: “Anal, estes tipos não são apenas comunistas, mas são muito humanos”. E eu continuava: “Viemos visitar um nacionalista como nós. Quem ajudou a libertar a França é um resistente de quem temos muito respeito”.

Ofereceram-nos lá um grande jantar.

Qual foi o espaço entre uma e outra visita e quando é que foi para lá, pela primeira vez, José Eduardo dos Santos?

Apresentei as credenciais em 1979, e ele visitou França em 1981. Quanto tempo depois voltou para lá? Depois ele voltou.

Eu estava na Alemanha, aliás cobria a Alemanha a partir de França. Eu ia e vinha. Com os alemães, José Eduardo dos Santos disse-me: “Fica já aí na Alemanha, tenta abrir a embaixada”.

O senhor foi o nosso primeiro embaixador em França, tem esse registo histórico, antes de si, nenhum?

Antes de mim? Nenhum! Nem em parte alguma da Europa. Fui o primeiro embaixador, abri as primeiras embaixadas de Angola em França, Bélgica, Holanda e Alemanha Federal, quando a gente normalizou as relações.

Como é que olha para as relações entre Angola e França?

O Presidente João Lourenço manifestou interesse em fazer parte da francofonia? Não sei qual foi a reacção primária dos franceses, mas não me pareceu que tivesse havido um grande entusiasmo, até porque França está muito ligada às suas antigas colónias.

Eles aumentaram o investimento na cooperação cultural e em várias áreas do ensino em Angola?

Foi o anzol que eu lancei. Estamos abertos. Eu dava, todos os meses, conferências de imprensa. Temos uma bela embaixada e aproveitava aquilo lá para dar as conferências de imprensa e contestar a propaganda da UNITA e dos portugueses. Na altura, tínhamos intensa actividade diplomática em Paris, e os seus comunicados eram muito famosos (risos)…

Tinha que ser assim, e, graças a isso, França mudou e, mesmo com Miterrand a receber a UNITA durante a noite e a dizer que era boato, as relações mudaram completamente. Eu já ia a todo o lado sem problema. Sempre foi a minha diplomacia.

Não via só os responsáveis do Governo. Ouvia todos os partidos políticos. E como foi a despedida ao seu amigo Miterrand?

Fui lá despedir-me e ele disse-me: “Felicidades. Nós camos muito orgulhosos de o ter conhecido. Que assim fossem todos os embaixadores”!E sem esquecer o grande jantar de despedida que lhe ofereceram ( risos)… Um jantar oferecido pelo secretário de Estado, na presença de membros do corpo diplomático, altos responsáveis de empresas francesas, mas muita gente, pelo menos 200 entidades.

Quando chegou a Luanda, qual foi o balanço que José Eduardo dos Santos fez da sua «digressão diplomática» por tão importantes capitais europeias?

Ficou satisfeito e revelou-me: ” Estão a dizer que Angola fechou as portas a África, só quer ter relações com os brancos, de modo que não temos nenhuma embaixada em África. Vais abrir a embaixada em Addis Abeba. Está lá a OUA e depois vamos avançando.

Que memórias é que guarda hoje de França? Tem tido contactos com as amizades que deixou?

Justamente já se foram. Eu ainda cá estou, mas muitos já se foram. Quando vou a Paris, tenho o meu bloco de anotações com endereços e números de telefones de amigos. Sou sempre muito bem recebido. Do ponto de vista de relações, ficaram muito boas recordações de Miterrand, de Chirac e outras figuras… Com o Chirac, queríamos abrir a embaixada.

Abrimos primeiro em Bruxelas e, a partir de Bruxelas, fazer a abertura de França, Alemanha e Inglaterra. Em Paris, tínhamos dificuldades em arranjar o local para a embaixada. Vi um monte de casas, e Neto falou-me: “Se abrires em Paris, vais mudar de Bruxelas para Paris, porque, para nós, o importante é a França”.

Para lá fui, procurei e encontrei a actual embaixada. Eu é que a comprei. Quando comprei aquilo, que era de uma abastada família judia, a mesma, ao tomar conhecimento, quis dar o dito pelo não dito.

Porquê?

Porque dizia que éramos amigos da Organização de Libertação da Palestina (OLP), que queria destruir Israel. E como íamos resolver isso? Havia uma pessoa que talvez nos pudesse ajudar junto do Quai d”Orsay (sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros de França), que era Jacques Chirac (prefeito de Paris), com quem tive uma conversa.

Era muito cordial, recebeu-me muito bem. Quanto a casa para a embaixada, eu disse-lhe: “Já encontrámos várias casas, uma delas está abandonada, e eu queria ver se nos podia instalar lá”. Depois, chegou o director do gabinete e declarou que não era possível, porque existia um decreto segundo o qual na avenida Foch não se podiam estabelecer missões diplomáticas.

Ele piscou-me o olho e recomendou-me que voltasse dentro de uma semana. Fui para Bruxelas e, quando regressei, ele mostrou-me um papel a autorizar que a República Popular de Angola abrisse a embaixada na avenida Foch. E daí o assunto com a família judia ficou arrumado.

E é um grande prédio!

Quanto é que terá custado na altura?

Antigamente, eram três milhões de dólares norte-americanos. Três milhões de dólares na altura.

Estamos a falar de 1978?

Depois, o Koweit queria comprar aquilo por 180 milhões de dólares. O edifício tem um grande parque, queriam fazer daquilo uma creche ou uma escola para crianças.

Uma proposta irrecusável e resultaria num bom encaixe financeiro. Chegou a encaminhá-la a José Eduardo dos Santos?

Sim, mas José Eduardo dos Santos disse: “Não, senhor! Não venda!”.

E está lá. É uma bela embaixada. Recomendo-lhe uma visita. É das embaixadas mais lindas que há em França. A nossa embaixada é mais pequena, mas é muito mais linda que a dos Estados Unidos da América.

E quando foi inaugurada?

As instalações da Missão Diplomática de Angola em Paris foram oficialmente inauguradas a 4 de Fevereiro de 1980.

Hoje, quando olha para trás do alto dos seus 87 anos de vida, da sua experiência pessoal e prossional, fica com o elevado sentido de missão cumprida?

Sim. Penso ter cumprido a minha missão com sucesso, visto que as relações entre França e Angola resultam do trabalho que desenvolvemos no passado. Quem fala de França, fala da Alemanha, da Bélgica e da Holanda.

E tudo resultou de estratégias dos ditos comunistas que queriam abrir-se e mostrar-se ao Ocidente?

Era a visão de Neto. E abertura teve sucesso. O Presidente Neto era um visionário!

 

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