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Porto do Lobito com maioria do equipamento inoperante

Setenta por cento dos equipamentos do Porto do Lobito, na província de Benguela, estão inoperantes, informou hoje, sexta-feira, o Presidente do Conselho de Administração da empresa, Celso Rosas, quando fazia o balanço dos primeiros cem dias de trabalho da nova gestão.

Falando à imprensa, Celso Rosas discriminou uma série de constrangimentos em vários sectores, com destaque para a sinalização marítima, sector que inspira sérios cuidados, já que o Serviço de Controlo de Tráfico Marítimo (Vessel Traffic Service) está avariado e a sua recuperação custa entre 60 a 150 mil dólares norte-americanos.

Na mesma senda, disse que as oito bóias instaladas na baía precisam de substituição, numa altura em que nos armazéns verifica-se rotura do stock de peças e acessórios que permitam o asseguramento pleno da manutenção.

Em termos organizacionais, referiu, notou-se a ausência de planos directores, de ordenamento, de negócios para 2021 e de manutenção dos meios e equipamentos da empresa.

Sobre os recursos humanos, apontou situações como a falta de actualização da visão, missão e clareza nos objectivos estratégicos, pontualidade e absentismo, regulamentos internos e manuais de procedimentos, avaliação de desempenho, desactualização de contratos e conflitos entre funções.

Em resposta a estes constrangimentos, Celso Rosas afirmou que a sua equipa já avançou contactos para recuperação da “VTS”, com fornecedores europeus, já que se trata de equipamentos de última geração.

Foram recuperados importantes equipamentos para manuseio de carga de apoio à actividade, nomeadamente um porta contentores “Calmar” com capacidade de 40 toneladas, uma grua RTG-1 (Rubben Tyre Gantry) de 41 toneladas, um tractor agrícola “SAM” e alguns mini-autocarros para transporte do pessoal.

As negociações com o empreiteiro do condomínio “José Carlos Gomes”, localizado o Bairro da Luz, para os trabalhadores, estão no bom caminho, graças ao trabalho em conjunto com a Comissão Sindical para a implementação do acordo colectivo, entre outras acções.

O PCA afirma também que, durante este tempo, foram realizadas algumas actividades, tais como o asseguramento do abastecimento oportuno em todas as áreas com meios de biossegurança, em cumprimento às medidas de prevenção e combate à Covid-19, e a reintegração de cinco ex-trabalhadores.

Sobre os desafios da empresa, disse estar agendado o plano de formação e capacitação dos colaboradores, a evolução do Porto operador para Porto Senhorio, através do processo de concessão de terminais, a adesão à Janela Única Portuária (JUP), a relação Porto-Cidade do Lobito, entre outras actividades.

O Porto do Lobito funciona até este momento com mil 636 trabalhadores, dos quais 1.414 são homens e 222 mulheres que verão, em breve, a conclusão do processo de aprovação do seu qualificador de funções, segundo Celso Rosas.

Em termos de equipamentos disponíveis para trabalhar, o Porto do Lobito conta com um terminal de cabotagem com um cais acostável de 143 metros e um calado de cinco metros de profundidade, terminal de carga com os cais norte e sul, todos com 570m e um calado de 9 m e um terminal de contentores com um cais acostável de 414 m e um calado de 14,7 metros.

Possui ainda um terminal minério com um cais de 310 metros e calado de 15,3 m, um terminal disponível para as operações da empresa petrolífera Sonamet, com cais acostável de 210 metros e calado de 9,5m e um Porto seco com 90.000 metros quadrados de terraplanado, com capacidade de estática de oito mil contentores.

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FonteAngop
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