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Covid-19: Huíla entra na lista das províncias infectadas

Angola registou nas últimas 24 horas mais 27 infecções pelo novo coronavírus, um deles na Huíla, que dá entrada na lista das províncias afectadas pela pandemia. Os restantes foram registados em Luanda (25) e Kwanza Norte (1).

O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, informou que não houve registo de mortes, mas foram recuperadas duas pessoas.

Mufinda salientou que apenas quatro das 18 províncias não registam infecções: Namibe, Kuando Kubango, Kwanza Sul e Huambo.

Com idades entre os 12 meses e os 74 anos, os pacientes são 13 do sexo feminino, 14 sexo masculino, um deles de nacionalidade cubana.

O secretário de Estado voltou a apelar ao uso da máscara e ao cumprimento de todas as medidas de prevenção da covid-19.

Com os 27 novos testes positivos das últimas 24 horas, o País soma 1.762 casos positivos, 1.105 dos quais activos, 80 óbitos e 577 recuperados. Há cinco pessoas em estado muito grave e 21 em estado grave, declarou o secretário de Estado da Saúde Pública.

Nas últimas 24 horas foram processadas 203 amostras. Até à data foram recebidas 48.511 amostras, das quais 1.762 foram positivas.

O vírus, o que é e o que fazer, sintomas

Estes vírus pertencem a uma família viral específica, a Coronaviridae, conhecida desde os anos de 1960, e afecta tanto humanos como animais, tendo sido responsável por duas pandemias de elevada gravidade, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), transmitida de dromedários para humanos, e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), transmitida de felinos para humanos, com início na China.

Inicialmente, esta doença era apenas transmitida de animais para humanos mas, com os vários surtos, alguns de pequena escala, este quadro evoluiu para um em que a transmissão ocorre de humano para humano, o que faz deste vírus muito mais perigoso, sendo um espirro, gotas de saliva, por mais minúsculas que sejam, ou tosse de indivíduos infectados o suficiente para uma contaminação

Os sintomas associados a esta doença passam por febres altas, dificuldades em respirar, tosse, dores de garganta, o que faz deste quadro muito similar ao de uma gripe comum, podendo, no entanto, evoluir para formas graves de pneumonia e, nalguns casos, letais, especialmente em idosos, pessoas com o sistema imunitário fragilizado, doentes crónicos, etc.

O período de incubação médio é de 14 dias e durante o qual o vírus, ao contrário do que sucedeu com os outros surtos, tem a capacidade de transmissão durante a incubação, quando os indivíduos não apresentam sintomas, logo de mais complexo controlo.

A melhor forma de evitar este vírus, segundo os especialistas é não frequentar áreas de risco com muitas pessoas, não ir para espaços fechados e sem ventilação, usar máscara sanitária, lavar com frequência as mãos com desinfectante adequado, ou sabão, cobrir a boca e o nariz quando espirrar ou tossir, evitar o contacto com pessoas suspeitas de estarem infectadas.

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