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David Quammen: “Vêm aí outras pandemias e esta não se vai embora nunca mais”

Já andou à procura de galinhas com influenza, de morcegos com SARS, e do ébola. Foi perseguido por elefantes, dormiu ao relento e entrevistou cientistas e sobreviventes das piores epidemias. Conheceu casos que até surpreendem os cientistas, como o de Sophiana, que perdeu a família para o ébola e nunca ficou doente.

David Quammen, norte-americano, investiga as doenças zoonoses – infeções transmissíveis de animais para humanos. Os seus livros parecem histórias de detetives, mas 100% reais. Em 2012, escreveu Contágio – Uma História dos Vírus que Estão a Mudar o Mundo – agora editado em Portugal pela Objetiva – em que alertava para a “big one”: uma pandemia de um vírus desconhecido que passaria de animais para humanos e seria muito pior do que todas as outras.

Ainda não sabia o nome, mas seria a Covid-19. David Quammen já está a preparar o novo livro sobre a pandemia e quer partir para Wuhan, na China.

Quando escreveu Contágio, em 2012, alguma vez imaginou uma pandemia desta dimensão?
Sempre achei que um spillover (passagem de animais para humanos) poderia passar a pandemia. Todos os cientistas com quem falava diziam: “Atenção aos coronavírus, aos vírus que vêm de morcegos, aos mercados de animais vivos.” Não temos a certeza absoluta de que foi assim que este começou e há provas interessantes.

Livro Contágio
Livro Contágio

Quais?
Quando foi descoberta esta pneumonia anormal em trabalhadores do mercado, foram identificados 41 casos. A maioria deles estavam associados ao mercado mas nem todos. Existem outros sem relação nenhuma com o mercado, isso sugere que este vírus estava a circular na cidade de Wuhan, entre as pessoas, antes de dezembro e que foi uma pessoa infetada e não um animal infetado que o levou para o mercado. Isso aumenta o mistério. De que animal veio este vírus, como passou para humanos e quando? Esses são os elos que faltam. Estou a escrever sobre a Covid-19 e essa é uma das perguntas a que quero responder.

Quer ir a Wuhan, na China?
Se me deixarem entrar. Mas agora ninguém quer um americano a bater-lhes à porta. Aliás, a China não quer ninguém à sua porta. Quando lá estive para investigar a SARS, era um desconhecido, não tive problemas. Agora que o meu livro já foi publicado na China será diferente.

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FonteSábado
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