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Covid-19: Angola bate novo recorde de casos diários com 88 infecções e Benguela entra para a lista de províncias afectadas pela pandemia

Angola bateu hoje o recorde de casos ao somar mais 88 resultados positivos de covid-19, aumentando para 1.483 o número de infecções pelo novo coronavírus, anunciou Helga Freitas, directora Nacional de Saúde Pública, que comunicou também mais duas mortes.

Helga Freitas disse que entre os novos casos positivos estão um cidadão do Kwanza Sul e outro de Benguela, que entra assim para a lista de províncias com casos de covid-19. Os restantes são da província de Luanda.

As províncias de Luanda, Bengo, Kwanza Norte, Kwanza Sul, Cunene, Cabinda, Huíla, Uíje, Lunda Norte, Moxico, Zaire apresentam casos de infecção.

Durante a habitual actualização diária da Covid-19 em Angola, a directora Nacional de Saúde Pública avançou ainda que foram registados mais 14 recuperados.

Os 88 infectados têm idades compreendidas entre os dois e os 79 anos.

Com a soma dos 88 casos nas últimas 24 horas, Angola passa a ter 1.483 infecções confirmadas, 64 mortes, 520 recuperados.

O vírus, o que é e o que fazer, sintomas

Estes vírus pertencem a uma família viral específica, a Coronaviridae, conhecida desde os anos de 1960, e afecta tanto humanos como animais, tendo sido responsável por duas pandemias de elevada gravidade, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), transmitida de dromedários para humanos, e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), transmitida de felinos para humanos, com início na China.

Inicialmente, esta doença era apenas transmitida de animais para humanos mas, com os vários surtos, alguns de pequena escala, este quadro evoluiu para um em que a transmissão ocorre de humano para humano, o que faz deste vírus muito mais perigoso, sendo um espirro, gotas de saliva, por mais minúsculas que sejam, ou tosse de indivíduos infectados o suficiente para uma contaminação.

Os sintomas associados a esta doença passam por febres altas, dificuldades em respirar, tosse, dores de garganta, o que faz deste quadro muito similar ao de uma gripe comum, podendo, no entanto, evoluir para formas graves de pneumonia e, nalguns casos, letais, especialmente em idosos, pessoas com o sistema imunitário fragilizado, doentes crónicos, etc.

O período de incubação médio é de 14 dias e durante o qual o vírus, ao contrário do que sucedeu com os outros surtos, tem a capacidade de transmissão durante a incubação, quando os indivíduos não apresentam sintomas, logo de mais complexo controlo.

A melhor forma de evitar este vírus, segundo os especialistas é não frequentar áreas de risco com muitas pessoas, não ir para espaços fechados e sem ventilação, usar máscara sanitária, lavar com frequência as mãos com desinfectante adequado, ou sabão, cobrir a boca e o nariz quando espirrar ou tossir, evitar o contacto com pessoas suspeitas de estarem infectadas.

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