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Durão Barroso: “As notícias da morte da UE são um pouco exageradas”

Ao Observador, o ex-presidente da Comissão Europeia diz que os fundos comunitários negociados entre os países são “suficientes”, mas avisa que a UE não pode “cair na complacência de dizer que está tudo bem, porque não está”. E volta a garantir que não será candidato a Presidente da República.

Durão Barroso acredita que a União Europeia continuará a ser um projecto “in between” e de “aproximações sucessivas”, e diz que as recentes negociações entre países para decidir os fundos que farão face à crise mostram que não haverá uns “Estados Unidos da Europa” – nem o projeto se irá desintegrar.

Considera que “as notícias da morte da UE são um pouco exageradas” e garante que a forma acordada de mutualização da dívida foi um “passo essencial” para o futuro da União, que terá de lidar com os “riscos” e problemas levantados pelas “ameaças populistas”.

Em entrevista ao Observador, o ex-primeiro-ministro e presidente da Comissão Europeia diz também que se se comparar “a polarização na Europa com a polarização nos Estados Unidos”, provavelmente chega-se à conclusão que “há maior polarização política nos EUA”.

“É mais difícil fazer consensos nos EUA do que na Europa apesar dos EUA serem um só país”, frisa. Além disso, está à espera da eleição de Joe Biden para a UE e os EUA conseguirem um acordo para a criação de uma taxa carbono “global”.

Durão Barroso rejeita ainda a ideia de responsabilizar a China juridicamente pela pandemia de covid-19, e defende que a UE tem de ter “inteligência” e “sofisticação” a lidar com o gigante asiático. Até porque, diz, “sem a China não se consegue resolver o problema das alterações climáticas”.

Sobre a política nacional, Durão Barroso dá a ideia de Portugal criar “uma comissão parlamentar que acompanhe a aplicação e execução dos fundos europeus”, ou a nova “pipa de massa, quase uma orgia financeira” que chegará ao país. E volta a reiterar que não será candidato a Belém.

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